segunda-feira, maio 02, 2005

Onde é que eu falhei?

Tive que ir visitar uma prima à Província e não pude orientar a equipa. Mas deixei tudo tratado. Expliquei ao meu Adjunto Carlos Carvalhal, tintim por tintim o que é que ele tinha que fazer. Foi um erro, não devia ter ido…

Nas “dicas” a coisa até estava a correr bem. O Anderson fez, como lhe pedi, o seu primeiro remate à baliza esta época; O Amaral não marcou os livres tal como eu tinha proibido e o Wilson só abriu os braços uma vez, mas percebeu rapidamente que o Marco Aurélio não podia sair até ao meio-campo e felizmente lá atrasou a bola.
Mas não há bela sem senão… O Carlos (se posso tratá-lo assim) só percebeu que estávamos a jogar com dez, muito tarde. O Antchouet, rapaz simpático, tem uma característica única entre os muitos avançados que já observei: em cada época só está um mês em boa forma, e não é este mês. Nisto é extremamente regular!
O resto já se adivinha – na Luz, com dez, e eles sempre com mais do que onze, as coisas tornam-se difíceis.

Noutro registo:
Como sou um Belenenses do Tipo I (ver perfil noutro espaço) não gosto nem me consola justificar derrotas com arbitragens porque, quanto mais não seja por pudor, entendo que mais de meio século a justificar, é já muita justificação.
Precisamos de correr mais, precisamos de jogar mais e precisamos de ter a cabecinha no Belenenses (refiro-me especialmente a alguns jogadores e não só) e depois, talvez cheguemos lá.
Ainda assim sempre direi que o árbitro terá cometido um erro técnico: Se marcou penalty foi porque julgou ser “mão intencional” e assim teria de considerar conduta anti-desportiva com a consequente exibição de cartão ao nosso jogador Amaral. Não o fez. De seguida entrou no sistema clássico das compensações, sintoma de má consciência.
Quanto às outras grandes penalidades não assinaladas, uma para cada lado, direi apenas o seguinte, a título pedagógico:
o puxão do Neca, foi uma falta desnecessária e idiótica, e assim sendo, o nosso jogador devia levar também um puxão, mas de orelhas, por parte da equipa técnica do Belenenses; quanto ao toque sofrido pelo Lourenço, real mas de difícil percepção, convenhamos que os árbitros têm alguma dificuldade em analisar, tal como nós, o comportamento do Lourenço em campo – é que nunca se percebe se quer prosseguir os lances ou se prefere que o árbitro marque falta?!

Quanto ao mais, hoje é Domingo, estou fechado em casa, e não sei o que é que os jornais dizem, nem quero saber.
Entretanto, a “guerra” pela reforma do Futebol Português continuará por aqui em próximos e incómodos capítulos.

JSM

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