quarta-feira, agosto 16, 2017

A missão (quase) impossível!

Desde que o nacional benfiquismo retomou o poder no país, as equipas ditas pequenas, ou mais pobres, têm cada vez mais dificuldades em tirar pontos ao Benfica. Então na Luz é tarefa para gigantes. E mesmo assim têm que estar reunidas uma série de condições ou golpes de sorte que raramente acontecem. Isto era a realidade até à introdução do vídeo árbitro. A partir daqui as coisas vão piorar. Julgavam que era ao contrário?! Pois, mas não é, nem vai ser.

Pelo andar da carruagem já se percebeu que o vídeo árbitro foi introduzido para os chamados três grandes não serem prejudicados nos jogos em que defrontam as ‘outras’ equipas. Beneficiados é outra história. Nos jogos entre eles o filme é outro e vai ser complicado, como também já vaticinei.

Mas voltemos aos jogos comuns e às tais condições para o Belenenses, por exemplo, conseguir levar pontos da Luz. É preciso que a equipa faça um jogo sem mácula, nomeadamente em termos defensivos e disciplinares, nada de toques no Jonas, os nossos jogadores têm que pensar que estão a jogar basquete, sabendo que os encarnados de vez em quando pensam que estão a jogar rugby! Não é Eliseu?!

Mas superada esta prova de fair play o Belenenses ainda tem que marcar pelo menos um golo primeiro que o Benfica. O que pode também não chegar pois vem lá uma segunda prova de esforço, a saber: - É preciso que o árbitro e os respectivos fiscais de linha estejam bem dispostos e o campo pouco inclinado para o lado do costume.

Mas vamos admitir que a equipa de arbitragem até está em dia sim, os ouvidos tapados aos urros do terceiro anel, e vai levando o jogo sem grandes erros ou caseirismos. Ora bem, é a história que nos diz, quando tudo isto acontecia podia acontecer uma surpresa na Luz. Agora é diferente, falta ultrapassar um último obstáculo: - o vídeo árbitro! E o que é o vídeo árbitro na Luz?! É outra equipa de arbitragem, com os árbitros de antigamente, a espiolharem todos os lances e ainda por cima sujeitos às avarias técnicas de imagens importantes. Caso do golo anulado ao Braga onde a imagem do Seférovic (deslocado) só apareceu mais tarde!

Ainda assim, ou não fosse adepto da Cruz de Cristo, acredito numa vitória azul.



Saudações azuis  

segunda-feira, agosto 14, 2017

A táctica e os jogadores

Já não era sem tempo - uma excelente vitória em casa e uma semana feliz para os causticados belenenses! O adversário era credenciado, tem um bom treinador, mas quem dominou do princípio ao fim do jogo foi o Belenenses. A táctica é sempre importante mas a táctica sem jogadores capazes de a interpretar, não chega. Desta vez chegou porque houve inteligência e humildade ao serviço de uma ideia de jogo. E claro, houve meio campo. Houve Chaby, que combinou bem com Diogo Viana, e houve uma surpresa para mim: - Yebda, que tanto tenho criticado, surgiu diferente, concentrado, colectivo, raramente perdendo uma bola! Isto faz muita diferença no meio campo. Muriel também decidiu em duas ou três intervenções muito difíceis e que poderiam ter dado o empate ao Marítimo. E aqui há duas coisas a corrigir: - a primeira tem a ver com um melhor acerto defensivo nas bolas paradas. Pode o adversário ter muitos atributos nesta matéria mas o facto é que os defesas azuis estavam de frente para a bola e mesmo assim foram batidos em duas ocasiões que poderiam ter dado golo. A segunda questão a corrigir é marcarmos um segundo golo que merecemos mas não fomos capazes de concretizar.
E termino fazendo também um elogio ao Florent que arrancou um grande jogo. Roni estreou-se e mostrou serviço.

Resultado final: - Belenenses 1 – Marítimo 0

Marcador: Nuno Tomás.



Saudações azuis

sexta-feira, agosto 11, 2017

E o vídeo árbitro errou!

Tal como escrevi o vídeo árbitro serve para favorecer os três eucaliptos. E factos, são factos, logo na primeira jornada, de relevante, o VAR valida um golo ao Porto que jogava contra o Estoril, e anula um golo ao Braga que jogava contra o Benfica. Esta última decisão deixa as maiores dúvidas, até porque punha de novo o Braga dentro do jogo, seria o 3-2, e nas explicações posteriores a Federação contraria a norma em vigor sobre foras de jogo – na dúvida o lance é legal. É o que diz a lei. Acresce que os jogos televisionados pela Benfica TV deixam no ar alguma suspeita sobre as imagens fornecidas, suspeitas legítimas uma vez que tal constitui excepção, mais uma, ao que acontece nos outros jogos, cuja operação é independente dos clubes em confronto.
Conclusão, se alguém tinha dúvidas sobre a verdade do vídeo árbitro, pode tirar o cavalinho da chuva. Errar logo na primeira jornada, é obra!


Saudações azuis


Nota básica: Só me referi ao mais relevante, e a dúvida é sempre a mesma: -se o Braga estivesse  ganhar por 3-1 e o lance em causa favorecesse o Benfica, o VAR tomaria igual decisão?! A eterna certeza...

Adenda: E só faltava, para confirmar a utilidade do VAR/eucaliptos, o penalty fantasma que o Paixão descobriu a três minutos do fim! E continua o baile. 

quarta-feira, agosto 09, 2017

Assim vai o futebol…

Tal como prometido surgiram mais algumas revelações interessantes sobre os métodos utilizados pelas virgens da luz! Os e.mails falaram e desta vez houve sugestões informáticas e uma novidade curiosa relacionada com as claques que não existem e respectivos very ligts! Os comentários andam assanhados e querem calar o Marques de qualquer maneira. Resumindo, a coisa está preta para os encarnados! Já tinha ficado com essa ideia quando o grande líder, no seu mais recente ‘discurso’, apelou ao governo para tomar conta do futebol num claro sinal de desconfiança em relação à Liga e às outras instâncias que regem o futebol. Federação inclusivé! A outra hipótese para tão veemente apelo talvez esteja ligada às investigações em curso. Aposto mais nesta hipótese.

Mas em matéria de apelos, aqui, nesta minha coluna pouco independente, estou eu farto de fazer ao governo para que intervenha no sentido de sanear o futebol profissional português, impondo nomeadamente algumas medidas profiláticas de que todos os países europeus já beneficiam excepto Portugal e a Ucrânia! Estou óbviamente a referir-me à centralização dos direitos televisivos e à sua distribuição equitativa por todos os participantes. Sem invenções, bastando copiar o que se faz lá fora. E também apelo à intervenção do governo no sentido de acabar com a batota e com os batoteiros. Não sei se era neste tipo de intervenção que o presidente do Benfica estava a pensar. Duvido.

Centrando agora a minha atenção no Belenenses tomei conhecimento do regresso de André Geraldes a uma casa que já conhece. É verdade que se trata de um empréstimo e como tal não vou contradizer-me. Ainda assim Geraldes é um jogador já feito e não vem para o Belenenses a pensar dar o salto. Não vai sair em Dezembro e talvez até fique no Restelo por muitos anos. Se precisávamos dele é outro assunto! Tendo em vista o tal 3-5-2 de que Domingos parece enamorado, as necessidades apontam para defesas alas muito rápidos e Geraldes preenche plenamente esse requisito.

Mas o outro requisito para o sistema funcionar não passa apenas pelas alas, também passa pelas capacidades do meio campo em municiar as alas. E não foi isso que se viu em Vila do Conde. Um problema para o Domingos/SAD resolver até ao final de Agosto. E não estou a falar de mais trincos, mas de um grande armador de jogo.


Saudações azuis

terça-feira, agosto 08, 2017

Sob o manto diáfano da fantasia…

A nudez forte da verdade! Foi a frase do Eça que me ocorreu depois de um jogo de aparências, em que dominámos as operações durante quase toda a primeira parte, em que não consentimos qualquer oportunidade ao Rio Ave, em que até podíamos ter marcado um golo e mesmo assim chegámos ao intervalo a perder por uma bola a zero! E usando a gramática do Vieira, pergunto: - que passou-se?!

É simples, falharam as investidas pelas alas, arma que levámos (juntamente com os três centrais) para surpreender o vila-condenses e estes, aos poucos, foram-se apossando da bola e do jogo. O golo é uma infelicidade completa mas encerra algumas lições: - um passe errado de Gonçalo Silva, segue-se uma falta desnecessária e infantil de Juanto, a barreira é pouco afirmativa e para cúmulo a bola sofre um desvio no corpo de Tomás e trai Muriel. Domingos tem razão quando diz, que foi o único lance de golo (!) do Rio Ave durante a primeira parte.

E veio o segundo tempo que revelou as forças e fraquezas do Belenenses actual: - sem bola, passámos demasiado tempo a correr atrás dela, ficámos demasiado tempo lá atrás, atrás da barreira que erguemos de cinco defesas, e que só se transfigurou em 3-5-2 nos últimos minutos do desafio. Nessa altura o jogo directo contra a ventania foi tarefa inglória e os defensores da casa agradeceram. Não havia mais nada a fazer.

Resumindo, a táctica e o empenho não chegam quando não se tem bola nem capacidade para a conquistar. Sobra talvez o empate e ainda assim é preciso uma ponta de felicidade. Desta vez não houve.

Resultado final: Rio Ave 1 – Belenenses 0


Saudações azuis

segunda-feira, agosto 07, 2017

O vídeo árbitro dos eucaliptos!

O vídeo árbitro em Portugal é um acto de cobardia. Sempre o disse e mantenho. A Federação, sem capacidade, e possivelmente sem vontade, de enfrentar os batoteiros e a batota institucionalizada, ensaiou uma fuga em frente, a fingir inovadora, e lança-se na aventura do vídeo árbitro! Uma aventura solitária pois na Europa é apenas acompanhada pela Holanda! Isto diz muito sobre a receita escolhida e nem vou fazer considerações ou comparações com a Holanda. Mas sei que na Holanda não há clubes a deverem monstruosidades à banca nem tratamentos de excepção entre os vários emblemas.

Mas voltemos ao vídeo árbitro e às razões da sua precipitada introdução: - é mais que certo que o vídeo árbitro apenas beneficiará Benfica, Sporting e Porto e por esta ordem. E que nos confrontos entre eles o jogo há-de estar mais tempo parado, em consultas, do que a decorrer. E vai uma aposta?! Quanto aos outros clubes e pelo que se viu na supertaça entre Benfica e Guimarães os jogadores encarnados podem continuar a entrar às pernas dos adversários, por trás e de qualquer maneira, que nada lhes acontecerá! Não é assim Jardel?! Não é assim Luizão?! Etc. Etc. Etc.! O lance do Jardel foi repetido mas nem assim os vídeo árbitros o conseguiram ver na televisão!

Nesse mesmo dia, em Wembley, na final da Supertaça inglesa disputada entre o Chelsea e o Arsenal, não havia vídeo árbitro mas o árbitro expulsou o Pedro Rodriguez do Chelsea por uma entrada por trás, uma entrada muito semelhante à do Jardel. Conclusão, o problema não tem a ver com tecnologia mas com coragem e verdade desportiva.

Saudações azuis



Nota: Penso que o vídeo árbitro pode vir a ser útil mas não para resolver problemas fora das quatro linhas e que estão à vista de todos. E que ninguém tem coragem de os enfrentar.

quinta-feira, agosto 03, 2017

Ovos e omeletas!

Mais uma vez tenho de me socorrer dos olhos dos outros para tentar perceber o que se está a passar no Belenenses. Melhor seria ter ido ao Restelo mas por enquanto não tenho possibilidades de lá ir. Está muito calor e ainda estou a trabalhar… de noite. Seja como for a crónica do Barradas na Comunidade Azul parece um bom retrato até porque a dita comunidade é insuspeita de ‘boa imprensa’ em relação à SAD. Assim, por entre as linhas, vou percebendo tudo. E o que é tudo?! Vamos começar pela galinha: -

Depois de ter perdido quase todos os jogos na recta final da época passada, com a honrosa excepção da vitória em Alvalade, urgia solucionar duas questões essenciais – o Belenenses não marcava golos e acabava por sofrer um golito, mais ou menos consentido e perdia o jogo.
Para resolver o problema a SAD fez recentemente uma série de aquisições mas o problema mantém-se! Já vamos em cento e oitenta minutos sem marcar um golo!

Eu sempre disse que parte do problema residia a meio campo onde não existe um centro campista a sério, que pense o jogo, que saiba acelerar e temporizar, e que sobretudo não perca a bola fácilmente. Não tínhamos lá disso e pelos vistos ainda não temos. André Sousa não tem esse perfil, e já agora, para que conste, o Tiago Silva, e pese os progressos sob a direcção de Nuno Manta, ainda não é esse jogador. Temos o Benny que necessita de progredir nessa posição e adquirimos o Chaby que está nas mesmas condições. Era pois necessário contratar um jogador experiente com classe e isso custa dinheiro. Mas vale a pena porque se traduz num investimento seguro e com reflexos em toda a equipa. É claro que quem não tem cão, caça com gato e assim envolve uma série de jogadores nessa função tentando por essa via solucionar o problema.

Mas o problema real da falta de golo está sempre no ataque e o Belenenses há muito tempo que não tem um homem golo. Basta olhar para os melhores marcadores do campeonato e nunca lá aparece a Cruz de Cristo. Meyong, se não me falha a memória, foi o último artilheiro azul. E hoje o que temos?!

Temos o Maurides, que é perigoso no jogo aéreo, mas não é um homem golo. Temos o Juanto, que talvez seja o mais parecido que temos com um homem golo, e se eu fosse o Domingos perdia algum tempo a pô-lo a jogar à Domingos Paciência dos bons tempos. Com o número nove nas costas. E temos o Jesus Hernandez que tal como eu vaticinei ainda precisa de adaptar-se ao futebol europeu. Miguel Rosa sabe jogar na área mas também precisava do treinador certo e se calhar não há tempo para isso. E acabamos sempre no Caeiro…

Conclusão: - os goleadores são muito caros e todos percebemos porquê. Um exemplo: - se o Belenenses ontem tivesse jogado pior do que jogou mas o Jesus Hernandez tivesse aproveitado as duas boas oportunidades de que dispôs, hoje todos diriam que estávamos no bom caminho!

Sobre a defesa há que dizer apenas o seguinte: - ou Sasso é o central fiável e experiente de que precisávamos ou não é! Se não é, precisamos de um central nessas condições.

Uma última nota sobre o jogo com o Estoril: - pelas crónicas que li, há unanimidade em relação a Tandjigora - foi uma aquisição promissora! Jogador de alta rotação, polivalente, é disso que precisamos.


Saudações azuis


Nota básica: Os dois novos recrutas brasileiros, Cleylton e Roni, precisam naturalmente de tempo para se adaptarem. Especialmente o central.