segunda-feira, março 18, 2019

Oito jogos oito!


Faltam oito jogos e o campeonato está mais ou menos definido: - há duas equipas que lutam pelo título, Benfica e Porto, com os encarnados mais próximos de o alcançar, não apenas pela vantagem que têm em caso de igualdade pontual, mas sobretudo pela facilidade com que vão marcando golos em comparação com as enormes dificuldades dos nortenhos.
Braga e Sporting lutarão pelo terceiro lugar embora os bracarenses ainda possam, teóricamente, vislumbrar o título. Digo teóricamente porque à sua frente estão duas equipas e não uma, o que diminui sobremaneira as respectivas possibilidades.

Para a Europa (através do quinto lugar*) vislumbra-se um trio de candidatos – Guimarães (42 pontos) Moreirense (42 pontos) e Belenenses (trinta e oito pontos). E aqui reside alguma surpresa já que no início da época quer o Moreirense quer o Belenenses almejavam objectivos mais modestos. O que significa que houve equipas com orçamentos bem superiores que dificilmente alcançarão aquilo a que se propuseram. Estou a pensar no Rio Ave, por exemplo, equipa que ainda não terá desistido de chegar mais acima. Tem junto a ela e com os mesmos 32 pontos duas equipas - Santa Clara e Portimonense - que praticamente já asseguraram a respectiva permanência.

Daqui para baixo, ou seja do 11º lugar ocupado actualmente pelo Marítimo, até ao 18º e último ocupado actualmente pelo Feirense todos lutam para não descer, sendo que a equipa da Feira já dificilmente se salvará. E este ano, como se sabe, descem três equipas.

Feito este resumo vamos então falar do Belenenses, não do Belenenses SAD como muitos insistem em chamar-lhe, como se os outros clubes de futebol profissional não tivessem também eles uma SAD! Enfim, haja paciência. Mas vamos aguardar que o foguetório da providência cautelar esmoreça e que a lei substantiva se cumpra. Lei, mais precisamente o Dec - Lei 10/2013, que enquanto estiver em vigor não pode ser subvertida (ou ignorada) quando se extinguem protocolos ou haja desacordo em outros instrumentos negociais que careçam de acordo. Isto qualquer pessoa percebe. A não ser que esteja de má fé.

Pois muito bem vamos lá ao Belenenses europeu! É certo que perdemos dois pontos contra o Portimonense, dois pontos que provávelmente não perderíamos se a equipa alinhasse de início como era expectável: - Sagná no lugar de Diogo Viana, Matia e Dálcio para colmatar as ausências forçadas de André Santos e Eduardo. Mas não vou bater mais nesta tecla, vamos olhar em frente e tentar nestes oito jogos alcançar os tais 50 a 55 pontos, meta ou cume onde costuma situar-se a Europa. Temos futebol para isso.


Saudações azuis


*É possível que o sexto lugar dê também acesso à Europa mas será por portas travessas. Não é isso que queremos.

sábado, março 16, 2019

Dar avanço...


Silas falou de erros técnicos para explicar o descalabro inicial mas quanto a mim o descalabro foi consequência e não causa. Consequência de termos mexido, sem necessidade, no trio defensivo (Gonçalo Silva, Nuno Coelho e Sasso) verdadeira muralha azul, torres de Belém, se quiserem e que tão boa conta tem dado de si nos últimos jogos! Aliás logo que foi feita a correcção, ainda na primeira parte, o jogo mudou para o nosso lado e o Portimonense foi desaparecendo. Mudança que a segunda parte confirmou plenamente - chegámos ao empate, e não demos a volta ao marcador porque o desgaste psicológico já era muito. Não é fácil recuperar de dois golos de desvantagem.

Quanto às dificuldades para armar uma equipa onde faltavam dois elementos fulcrais do meio campo isso é outro assunto. De facto não é fácil substituir Eduardo mas especialmente André Santos. Um problema que tem a ver com a estrutura do plantel. De resto estava um bonito dia, a relva estava em condições e só foi pena não ter sido possível oferecer uma vitória aos adeptos. Porque quanto mais vitórias mais adeptos hão-de aparecer.


Saudações azuis



quarta-feira, março 13, 2019

Atenção às toupeiras!


Mal acabou o jogo, estupefactos com o resultado, toupeiras e cartilheiros começaram logo a trabalhar! Primeiro foram as 'ofertas', os erros individuais, mas sem insistir muito para não desvalorizar os produtos do Seixal, que como nos repetem todos os dias valem milhões! Tentaram depois descobrir lances duvidosos, mas como não houve, passaram ao plano B.

E começam então a aparecer referências a um jogo contra uma equipa fantasma ('no name blues' como lhe chamam), uma equipa que perdeu o emblema, uma situação 'surreal', e que tudo isso, não dizem mas pensam, terá pesado no golpe de vista do Odisseias e no atraso imprevisto do Rúben Dias. Não me admira que amanhã reclamem na justiça, de preferência no tribunal de marcas e patentes, os cinco pontos que esta época lhes ganhámos. O nacional benfiquismo é isto, é a batota permanente, o sonho do partido único, do clube único, com um grande líder à frente. Com ou sem bigode.
Escrevo meio a sério meio a brincar mas nesta espécie de país, onde tive a sina de nascer, nunca se sabe.

Contra a corrente destaco MST que transcrevo do jornal A Bola: “Podem estar proibidos de usar a cruz de Cristo nas camisolas e ter de jogar fora do Restelo, mas roubaram 5 pontos ao Benfica neste campeonato e são eles que erguem lá no alto da tabela o nome do clube. Essa é que é essa!”


Saudações azuis

terça-feira, março 12, 2019

Os cães ladram...


Cumpriu-se ontem mais uma etapa da regeneração do Belenenses! Um Belenenses altivo, forte e que deixou de ser o clube simpático mas que não contava para nada. Não subscrevo a BTV e por isso não tive oportunidade de ver o jogo, mas bastaram-me os resumos disponíveis para valorizar ainda mais a prestação do Belém. Muriel sofreu dois golos sem hipóteses mas para além disso não fez uma única defesa apertada! E contam-se pelos dedos de uma só mão as jogadas de efectivo perigo dos encarnados. Contei o golo de Jonas, que só ele conseguiria marcar, contei um cabeceamento já na parte final do mesmo Jonas e contei um remate perigoso de Rafa na primeira parte. Quanto ao segundo golo encarnado é uma carambola em Nuno Coelho porque a bola nem ia na direcção da baliza. O ultra badalado poderio atacante do Benfica afinal reduziu-se a isto. É certo que também não mereciam perder e assim o empate ajusta-se ao labor das duas equipas. Uma, apoiada por cinquenta mil, e ultimamente endeusada por toda a comunicação social, a outra que calou o estádio da Luz! O Belenenses está pois de parabéns!

Mas o jogo deixou algumas sequelas em termos disciplinares. Para o próximo compromisso, em que defrontaremos o Portimonense, o meio campo terá de ser reconstruido. Vão faltar André Santos e Eduardo o que não é pouca coisa. Confio em Silas para arranjar uma solução vitoriosa.

E por falar em Silas saliento mais uma vez a capacidade para dar resposta, quer no campo, quer nas conferências, onde tentam sempre desvalorizar o mérito de quem o tem.

Uma última palavra para o novo logotipo apresentado. Aceito-o como emblema da SAD do Belenenses o que nesta emergência cautelar acaba por se justificar. A escolha pelas Torres de Belém é bem pensada e tem tudo a ver com o Belenenses. Quanto ao design deverá aperfeiçoar-se simplificando e reduzindo o actual chapão.

Saudações azuis


Nota: No final do jogo Rui Pedro Soares fez um apelo à maioria silenciosa no sentido de repor a unidade azul. Concordo, o problema é que as maiorias silenciosas são normalmente silenciosas. Mas há que ter esperança.

segunda-feira, março 11, 2019

O jogo!


Para um adepto antigo (para não dizer velho) do Belenenses os dois jogos com o Benfica valem mais que três pontos cada um. Foi sempre assim. Daí a grande atenção que estes adeptos mantém no que toca às 'relações perigosas' que possam manchar aquela rivalidade. No princípio era uma mera rivalidade desportiva, pois é preciso não esquecer que o Benfica nasceu em Belém tendo feito posteriormente um casamento de conveniência com uma noiva de Carnide! O dote foi um campo para jogar, coisa muito difícil de encontrar em Belém... Até parece assombração!

Mais tarde porém essa rivalidade extravasou para o campo político quando o Benfica se transformou no clube do estado por excelência. Bem sei que a propaganda nacional benfiquista sempre quis negar o facto lançando o anátema para os outros. E logo vinha à conversa o presidente Américo Tomás, por sinal um grande belenense! Areia para os olhos. A verdade é que durante a segunda república o grande beneficiário dos favores do estado (e da arbitragem) era o Benfica. O Sporting alternava.

Feita esta explicação simplória mas verdadeira espero que o jogo de hoje decorra sem os habituais favores caseiros e que o Silas arme a equipa sem invenções. A mesma e com o mesmo espírito dos dois últimos jogos. Humildade, concentração e confiança.
E com aquela pontinha de sorte que faz sempre falta. Isso talvez seja suficiente para sairmos da Luz satisfeitos.

Saudações azuis

quinta-feira, março 07, 2019

A cruz estará sempre lá!

Alguns podem não a ver, tal é a cegueira, mas a Cruz de Cristo estará sempre na camisola azul da equipa de futebol profissional do Belenenses. As decisões judiciais podem dizer o contrário, o ódio e a pequenez podem fazer o seu caminho, mas isso só dará mais força a quem não se submete às prepotências da actual Direcção. Mais tarde ou mais cedo o símbolo ressurgirá na plenitude. Entretanto sugiro que nos próximos jogos a equipa entre em campo com a Cruz de Cristo tapada por uma faixa negra. Será um sinal de vida. 


Viva o Belenenses


Adenda: Não sei se o timing da Relação tem alguma coisa a ver com o jogo que vamos disputar com o Benfica na próxima segunda-feira. Não creio que tenha, nem creio que o objectivo fosse destabilizar ou enfraquecer o Belenenses. Mas o destaque dado por alguns jornais indicia o contrário. Parece até que vamos jogar em tronco nu! Não vamos e como afirmei em cima estaremos ainda mais fortes e unidos.  

segunda-feira, março 04, 2019

Um jogo perfeito!


Repetir Braga como se o adversário fosse igual ou superior foi a grande lição deste jogo. Sabendo, ainda por cima, que são as equipas 'desesperadas' que provocam as grandes surpresas. Assim, a coberto de tais surpresas, desenvolvemos os esquemas habituais esperando a melhor altura para desferir os golpes que fizeram o resultado. E mais uma vez ficou provado que é neste equilíbrio entre um sistema defensivo onde todos defendem e as transições rápidas a aproveitar as características de Licá e Kikas que reside o segredo do êxito. E não é necessário inventar nada. E se tivesse que escolher o homem do jogo como agora se diz, a minha escolha recairia em Nuno Coelho! Não se deu por ele (ainda bem) mas foi o pêndulo de todo o sistema. Claro que notei enormes progressos em Kikas, fruto da confiança que vem com os golos; e também notei que Diogo Viana está atravessar um grande momento de forma (física, mas fundamentalmente psíquica) o que lhe permite decidir melhor e mais depressa! Mas como realcei no início, a equipa é que contou. Parabéns a todos incluindo aos homens da relva.

Resultado final: Belenenses 4 – Feirense 0


Notas à margem: Nota máxima para o discurso de Silas revelando o desportivismo que se lhe reconhece. São os adversários que valorizam as nossas vitórias. Uma boa nota para o regresso ao estádio nacional que no fim de contas também é nosso. E também notei que Nico Velez se estreou. Tem pinta.


Saudações azuis