Terça-feira, Fevereiro 09, 2010

A inocência e o pecado

Tínhamos referido que era possível ganhar este jogo, e de facto, face às incidências da partida tudo se conjugava para isso. Escrevi na altura que era preciso ter um pouco de eficácia, um pouco de sorte e muita concentração. Mas nada disso aconteceu.
Aos quinze minutos da primeira parte dispusemos de uma grande penalidade a nosso favor, mas falhámos - não fomos eficazes.
No início da segunda parte faltou-nos sorte – o remate de Fajardo que se perdeu na barra e o cabeceamento de Mustafá levavam o selo de golo – mas o guarda-redes do Braga estava lá!
E tivemos três ou quatro momentos de pura desconcentração equivalentes a três golos sofridos. Infantilidades que já não se usam… nem nos juniores.
Acresce que jogámos quase todo o tempo em superioridade numérica.
Que mais dizer sobre este jogo?! Sobre esta oportunidade perdida?!
Pouco mais, a não ser que a equipa lutou, correu muito, mas continua a revelar pouca agressividade nos lances decisivos. E agressividade não tem nada a ver com violência ou quebra das leis de jogo. É precisamente o contrário.
O que acontece muitas vezes com os jogadores do Belenenses é que facilitam no início dos lances e depois têm que recorrer à falta, essa sim, perigosa, porque dá lugar a sanção disciplinar e à marcação de livres. Sempre perigosos também.
Enervantes os últimos minutos do jogo, com perdas de bola sistemáticas, com os jogadores de quem se esperava um último assomo a quebrarem mais depressa.
Registos individuais?!
Não me parece que seja a altura para destacar ninguém e o único ensinamento que podemos tirar é aquele com que iniciámos a crónica: - com mais eficácia, mais concentração e com um pouco mais de sorte… é possível vencer.

Saudações azuis

Nota: O título da crónica tem tudo a ver com este jogo e nada a ver com o romance de Graham Greene.

Segunda-feira, Fevereiro 08, 2010

É possível vencer

Logo á noite temos um jogo difícil, aliás todos os jogos do nosso campeonato têm sido difíceis, mas acredito que é possível vencer este Sporting de Braga.
Debilitado (pelos ‘túneis’) na zona fulcral do seu jogo ofensivo e defensivo, especialmente na posição que Vandinho ocupava, este Braga vai sentir muitas dificuldades em manter o seu nível exibicional. Cabe aos seus adversários tirarem partido disso.
Com o indispensável Fajardo (assim a sua condição física o permita) a espreitar todas as oportunidades para sair no contra ataque, precisamos de um pouco de eficácia (e sorte) na zona de finalização. Espero, como é óbvio, que a equipa tenha acordado, e que faça aquilo que vejo as outras equipas fazerem – muito suor e concentração.
Ainda ontem vi a Naval (treinada por Inácio) exibir-se com muita categoria no estádio do Dragão! Especialmente na segunda parte (e aproveitando a demora de Jesualdo Ferreira em corrigir o seu meio campo) fiquei surpreendido com a posse e a circulação de bola dos jogadores da Figueira da Foz. Acabaram derrotados mas nunca perderam a face.
Isto prova que com um grande espírito de humildade e sentido colectivo é possível vencer (ou pelos menos dar luta) a qualquer adversário.
É isso que quero que aconteça neste jogo de grande importância para o nosso futuro.

Saudações azuis

Quarta-feira, Fevereiro 03, 2010

O esplendor da verdade desportiva!

Aí está a verdade desportiva em toda a sua glória!
Tínhamos avisado que este campeonato se ía resolver nos túneis e não nos enganámos. O incómodo Braga, comandante do campeonato, tinha que ser afastado, tinha que ser diminuído. Cirurgicamente, no meio de um aglomerado de gente (gente a mais penso eu) era preciso descobrir e punir os responsáveis pela celeuma. E nunca houve dúvidas - as vítimas são sempre as águias, o clube dos very-ligts, os maus são sempre os outros, de preferência quem faça sombra aos altos desígnios da nação... encarnada. E a gravidade do que aconteceu (há não sei quantos meses) foi de tal ordem, que três meses é o mínimo admissível para restabelecer a ordem no país. Admite-se lá que os encorpados e latagões Vandinho e Mossoró andem a bater nos lingrinhas (e santinhos) do Luizão e Cardoso! Mais um adjunto! Não pode ser. Por isso, desça em nós a justiceira ira da comissão Costa.
E já que falamos de costas, deve ter ficado estabelecida a bitola para o outro túnel - seis meses para Hulk e prisão perpétua para o Sapunaru. No mínimo.
Pelo meio um sumaríssimo ao Garcia, porque era impossível evitar.
Bem sei que quem fabricou estas leis e as absurdas penalizações foram os clubes da Liga, mas não posso deixar de formular uma pergunta, que por certo está na cabeça de muitos adeptos da bola - mas porque será que estas coisas sucedem sempre com o Benfica?!

Terça-feira, Fevereiro 02, 2010

Quem não tem cão…

Pronto, há que enfrentar o desafio com aquilo que temos e fazemos as contas no fim.
Saíram dois jogadores (Diakité e Ivan) e entraram quatro. E um ex-júnior que acabou inscrito.
Faltava um verdadeiro motor, não veio, mas reconheça-se que seria difícil encontrar alguém com essas características, pois como venho referindo são jogadores muito requisitados, por isso quem os tem não se desfaz deles.
Há que reinventar um meio campo com o Celestino, André Almeida, Zé Pedro e Fajardo. E o Miguelito em alternativa. Para a posição de médio defensivo ainda temos o Gomez (que precisa de outro andamento) e o Pelé.
O Fajardo será sempre um elemento chave no apoio ao ataque, aproveitando assim o seu faro pelo golo. Porque precisamos de gente com veneno nas botas e ele tem-no.
No ataque, mais propriamente no capítulo da finalização as coisas não estão famosas. Vamos ter que improvisar.
Homem golo não existe. Lima é generoso, faz umas diagonais e remata de longe. Não chega. Pelo menos em casa e contra equipas do nosso campeonato (onde não podemos usar a arma do contra ataque) não chega.
Yontcha não é um avançado centro clássico. E também não é um ponta de lança típico. Oscila entre um e outro. E já se percebeu que se lesiona facilmente. Temos aqui um bico-de-obra. Romário é muito jovem…
E os flancos, como é?! Pede-se velocidade e capacidade de drible, quem poderá ser?! O Freddy?! Parece deslumbrado e perde muitos lances. O Dani pode engrenar de um momento para o outro. Mas o trabalho de flanquear passa muito pela disponibilidade dos laterais. Miguelito tem bons pés e sabe cruzar. Veremos.
Enfim um monte de problemas e soluções que o nosso treinador terá que equacionar e resolver.
Talvez estruturar uma equipa de combate, com o centro de gravidade num meio campo povoado, que não deixe espaços entre linhas (obrigando a defesa a avançar no terreno) e com apenas um avançado de raiz, aproveitando para tal a disponibilidade física do Lima. Os outros 'avançados' têm que surgir, à vez, do meio campo.
Isto sou eu a pensar em voz alta.
Mas com muita energia e determinação, podemos lá chegar.

Saudações azuis.


Nota básica: - Apenas me referi aos problemas do meio campo ofensivo e à escassez de golos marcados. Mas é evidente que todos os jogadores, os que mencionei e os que não mencionei, serão indispensáveis para o sucesso que pretendemos. Porque numa verdadeira equipa não há suplentes nem titulares, mas apenas jogadores prontos para darem o seu contributo à equipa.

"Vá apoiar o Belenenses no autocarro azul ..."

De acordo com o solicitado:
.
."Acompanhe a equipa de Futsal na difícil deslocação a caso do Freixieiro no próximo sábado dia 6.
A Secção de Futsal está a organizar um autocarro com saída do Restelo às 9h. O preço da viagem, incluí bilhete para o jogo e é de apenas 12,5€.

As marcações podem ser efectuadas nas Relações Publicas, na Loja Azul, na Secção de Futsal (durante o período dos treinos), através do mail cfb-futsal@gmail.com ou pelo telefone 914101111.

Acompanhe a equipa, o seu apoio é importante e pode fazer a diferença.
Inscreva-se já.

Cumprimentos,
Luís Filipe Silva
Director da Secção de Futsal
do C.F. osBelenenses"

Segunda-feira, Fevereiro 01, 2010

Bons exemplos

Vi o Paços contra a Académica na televisão, um jogo disputado na Mata Real e onde se podem colher bons exemplos.
Em primeiro lugar a entrada da Académica, desinibida, com um pressing alto e efectivo, fruto de muito treino táctico e mental. E muito esforço físico, onde nenhum jogador está parado e sabe perfeitamente que tarefa tem que desempenhar a cada momento. A ideia base é recuperar a bola o mais depressa possível. E assim aconteceu. O Paços não tinha espaços, era obrigado a jogar para trás, mesmo com dificuldade porque havia sempre alguém na zona a importunar.
Pensei no Belenenses. Entrámos assim na Figueira?! Com este espírito de conquista?! Com a lição bem sabida?!
Não, não entrámos, todas as crónicas o confirmam – entrámos receosos, retraídos, à espera do adversário, a ver o que é que o jogo dava. Já não se pode jogar assim, isso era dantes, quando não existia o actual equilíbrio.
Mas continuemos a análise a este jogo: - veio a segunda parte, a Académica adiantou-se naturalmente no marcador e ciente de que estava tudo resolvido (tal era a incapacidade revelada até aí pelo Paços de Ferreira), começou a recuar as suas linhas, fez algumas substituições para segurar o adversário, mas não contou com a raça e o querer dos pacenses, que nunca desistiram de remar contra a maré.
Ulisses Moraes fez o contrário e arriscou tudo. E nos últimos quinze minutos (lembrei-me então do ‘último quarto de hora’ do Belenenses) o Paços de Ferreira empurrou a equipa de Coimbra para o seu reduto.
E conseguiu empatar muito justamente.
A Académica quis reagir mas a embalagem era do Paços. Que já no expirar do tempo de compensação conseguiu uma saborosa vitória.
Moral da história – os jogos duram noventa minutos mais o tempo de compensação.
Curiosidade deste jogo – um dos artífices da vitória foi o ‘nosso’ Baiano (os pernas de pau, lembram-se!), lateral direito, que por duas vezes cruzou a bola para o sítio certo. Onde estavam os autores dos golos.

Saudações azuis

Domingo, Janeiro 31, 2010

Os motores da equipa

Desculpem lá mas já me custa falar do Belenenses. Hoje vou escrever sobre futebol, sobre os problemas do meio campo ofensivo, e se alguma coisa aproveitar ao meu clube, tanto melhor. Não quero enveredar pelo negativismo, não quero opinar sobre aquilo que não sei, porque não conheço os bastidores nem os personagens que por lá se movimentam. Existe assim algum risco de errar, e o momento aconselha serenidade e bom senso.
Posto isto, e quando estamos à beira do fim das inscrições de Janeiro, vou falar-vos daqueles jogadores que fazem andar as equipas – os seus motores. E com isso alimentam o ataque, propiciam golos, ao mesmo tempo que criam muitas dificuldades às equipas adversárias.

Começo pelo jogo da Choupana onde o Porto ganhou com inesperada facilidade. É certo que houve um lance decisivo, penalty e expulsão que deixou o Nacional a perder e com menos um jogador. Também é certo que o penalty existiu, muito embora nos possamos questionar se em idênticas circunstâncias, mas na área portuense, o árbitro o teria assinalado!
Mas não foi isto que me interessou neste jogo. Prendi-me ao desempenho de Ruben Micael, um dos motores mais interessantes que tenho visto actuar! Inteligência de jogo, movimentação, técnica e certeza no passe, curto ou à distância, a melhor escolha no melhor momento, e ainda, terrivelmente perigoso perto da área adversária. E já sabemos que é um especialista nas bolas paradas. Em suma – um fenómeno! Impressiona ver como Ruben Micael vulgariza os restantes jogadores do Porto, quase todos! Alguns até parecem toscos!
Como já afirmei Ruben Micael chega tarde ao Porto tendo em vista as pretensões dos azuis e brancos à revalidação do título. Mas talvez chegue a tempo à selecção.

Outro motor que já conhecemos joga em Guimarães. Com alguns problemas extra futebol, Nuno Assis joga e faz jogar uma equipa. Foi ele, que mesmo na Luz e perante um Benfica fortíssimo (e cheio de soluções) conseguiu empurrar a sua equipa para a frente proporcionando algumas ocasiões de golo. E sem ocasiões de golo não se marcam golos.

E quem será o motor de Braga?!
Domingos Paciência não tem nenhum virtuoso do calibre dos dois já referidos. Por isso, para levar a água ao seu moinho, serve-se do talento de dois ou três, muito sincronizados, e que lançam rápidos contra ataques sobre a área adversária. E tem sobretudo um sistema defensivo quase inviolável – seis golos sofridos no total e apenas um golo sofrido em casa! E já vamos na 17ª jornada! É obra! Está aqui a explicação para o primeiro lugar.

Saudações azuis


Segunda-feira, Janeiro 25, 2010

Trocas e reforços

Tenho de confiar em António Conceição.
Sujeito naturalmente ao que a direcção lhe oferece, ele há-de aprovar o que mais lhe interessa para poder sair do último lugar. É desta maneira que aprecio os reforços já anunciados, bem como esta troca entre o Diakité e o Miguelito.
Começo pelos reforços: - dois centrais, Mustafá (que não conheço) e Marcos António, que me lembro (vagamente) de ter visto actuar pela União de Leiria. O centro da defesa era um sector fragilizado desde o início, e agora por maioria de razão face à prolongada lesão de Arroz e à intermitência de Beto. Portanto, até aqui tudo bem e só espero que correspondam às expectativas.

O caso Diakité é mais complicado de analisar: - jogava a central como solução de recurso, pois é mais médio defensivo que central, e isso nota-se na forma de entrada à bola (e ao adversário) sendo no entanto um pilar indiscutível no jogo aéreo. E por essa razão, um trunfo nos lances de bola parada na área adversária.
Diz-se que vai para o Marítimo e vai concerteza jogar no seu lugar, a trinco, onde destrói e corta muito jogo, sendo também capaz de galgar terreno com a bola nos pés. Em contra partida, nós vamos ficar reduzidos na posição de trinco ao Gomez e ao Pelé. Esperemos que chegue, que o Diakité não nos faça falta, até porque se trata de um jogador com um histórico de balneário pouco animador.
Vem Miguelito por troca e este jogador é sobejamente conhecido: defesa esquerdo de origem (mais ofensivo que defensivo, frágil mas tecnicista) tem vindo a subir no terreno ocupando muitas vezes o lugar de interior. Atendendo às actuais carências, penso que nos pode ser útil.

Passemos ao meio campo e aí a boa notícia (com alguns anos de atraso) é o regresso de Fajardo que andou a oferecer o seu talento a vários clubes mas não àquele que o formou. E este era um jogador de primeira Liga. Continua a saber construir, é inteligente, e aproveita todas as oportunidades para visar a baliza. Bem-vindo.

No entanto, em termos de reforços, parece-me que falta mais qualquer coisa…


Saudações azuis
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.Adenda:
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Já depois de ter publicado este postal surge a notícia que terão rescindido com o Ivan. Pois espero que saibam o que estão a fazer. Trata-se de um centro campista, jovem ainda, que actua num sector onde estamos carenciados e não é a contratação do Fajardo (e do Miguelito) que justificam a rescisão. Se foi o treinador que aconselhou, tudo bem, mas não me parece. Isto deve ter sido mais uma argolada muito comum no Belenenses. Vidé Fajardo quando era novo e foi dispensado. Nunca mais aprendemos - jogadores do meio campo nunca se dispensam, pelo menos desta maneira. Como se tivéssemos lá melhores. Quem?!