segunda-feira, outubro 16, 2017

É tudo tão previsível…

Se formos honestos quem é que acreditava verdadeiramente que o Belenenses podia passar nos Açores?! Pelo discurso que antecedeu este jogo nem o próprio Domingos acreditava. Na realidade temos uma equipa com grandes limitações, limitações que a lesão de Tandjigora veio acentuar. Por outro lado estes jogos a eliminar são sempre muito difíceis, exigem uma mentalidade muito forte e exigem também jogadores que saibam guardar a bola sem a perder rápidamente. Dando assim tempo à equipa para respirar e subir no terreno. Não temos esses jogadores.

Domingos ainda conseguiu consertar uma péssima primeira parte* mas no fim falou de ‘displicências’ que estiveram na origem do segundo golo! Não vi qualquer imagem do lance mas nós temos de facto alguns jogadores displicentes. Terá sido algum deles?!

E voltamos às dificuldades próprias da Taça de Portugal, uma prova incerta, aleatória e é por isso que considero de uma enorme demagogia estabelecer planos para chegar ao Jamor! Antes disso temos que estruturar uma equipa competitiva que faça jus ao passado do Belenenses. Essa equipa tarda em aparecer e a cada derrota aumentam as dúvidas. Veremos em Tondela o que Domingos consegue fazer.

Saudações azuis

*A primeira parte tinha mesmo que ser assim?! Foi o vento ou foram erros de casting?!



Resultado: Santa Clara 2 – Belenenses 1 

sexta-feira, outubro 13, 2017

Más notícias!

A grave lesão de Tandjigora ao serviço da sua selecção não é uma boa notícia para ninguém. Em primeiro lugar para o próprio pois para além do sofrimento físico vai estar parado muitos meses. Em segundo lugar priva a equipa do Belenenses de um dos seus jogadores mais influentes. Aliás desde que chegou e o vi actuar nunca hesitei em escrever isso mesmo - jogador muito dinâmico, daqueles que está em toda a parte, tem uma velocidade de execução acima da média e um enorme sentido colectivo! Para o substituir Domingos vai ter que puxar pela imaginação pois não se vislumbra no plantel uma alternativa directa. Podíamos pensar em Pereirinha mas Pereirinha nem no banco se senta! Os outros médios, se os somássemos todos, talvez conseguissem aproximar-se do rendimento do gabonês! Mas só pode entrar um! Não há insubstituíveis, diz-se, mas logo agora que estávamos a engrenar, isto não são boas notícias.

Aliás, as boas notícias são poucas. Exceptua-se o despacho de acusação do processo marquês que finalmente vai ajudar a clarificar muita coisa. Começando pelos peregrinos de Évora e acabando no nacional benfiquismo parece que os manda chuva desta terra têm lá todos o carimbo! Se não é o carimbo, é a escuta! Estranha-se apenas que o partido socialista esteja a assobiar para o lado como se não fosse nada com ele! Para memória futura recordo que António Costa era o número dois de Sócrates no seu último governo. Também não sabia de nada?! Bem, e quanto ao Belenenses espero apenas que a Codecity já se tenha libertado de sócios indesejáveis.


Saudações azuis

segunda-feira, outubro 02, 2017

Ganhar a sofrer também vale!

Visto e revisto, o jogo mostrou que enquanto estamos frescos de pernas e mentalmente focados podemos defrontar qualquer equipa em vantagem e é isso que tem acontecido. Desta vez calhou ser o Guimarães um conjunto preparado para a Liga Europa e que alcançou o quarto lugar na época transacta. Não é uma equipa qualquer. Portanto os nossos problemas começam com a falta de pernas e discernimento de alguns jogadores fundamentais. Esses jogadores fundamentais e em quebra têm nome e ou são substituídos na altura certa ou vamos sofrer mais vezes. Domingos Paciência e sem individualizar disse o mesmo no final.

Quem foram então os jogadores em quebra?! São maioritáriamente do meio campo pois é aí que tudo começa e acaba.

Começo pelo trinco Saré que desde que chegou trouxe equilíbrio à equipa mas que nas segundas partes vai perdendo discernimento, erra passes, tem algumas hesitações, ou esquece-se de saltar como aconteceu em Vila da Feira no golo do Feirense. Ontem também ia comprometendo deixando saltar Moreno nas suas costas.
O substituto natural tem que ser um trinco para jogar a trinco e não para jogar como terceiro central numa estratégia de aflitos.

O outro jogador do meio campo que ontem ficou abaixo das expectativas foi Yebda. Estamos a falar num contexto de sair do sufoco. Não discuto a sua capacidade técnica mas discuto o seu andamento, sempre igual, sem explosão, discuto a sua leitura de jogo, a forma como prende sistemáticamente a bola quando a devia soltar, e também discuto alguns pequenos disparastes, desnecessários, que nos custam faltas ou oportunidades perdidas. Estou a lembrar-me de duas oportunidades, uma em cada parte, em que podia ter rematado e feito golo e optou por mais um rodriguinho. Um médio de ataque tem que marcar golos de vez em quando. Eu sei que substituir Yebda não é fácil mas às vezes temos que dar um safanão no jogo.

Finalmente o caso de Caeiro! Dura apenas uma parte e só é útil desde que a equipa esteja suficientemente subida. Isso aconteceu na primeira parte e embora desacompanhado (Maurides esteve ontem mais cometido a tarefas defensivas) esteve perto de marcar num oportuno cabeceamento! Caeiro de facto viria a ser substituído por Benny mas essa substituição, tal como a entrada de Miguel Rosa pouco alteraram o figurino do jogo. O Belenenses continuou lá atrás.

E está feita a análise a uma partida que revelou um Belenenses coriáceo, e onde saber defender é tão importante como saber atacar.


Saudações azuis

quarta-feira, setembro 27, 2017

Oh Gomes, basta!

Já sei que o presidente da federação não tem nada a ver com as leis do futebol nem com a sua aplicação. Já sei que quem faz as leis são em última análise os clubes organizados em Liga! E quem as aplica são uns organismos quaisquer em auto gestão! O que eu não sei então é o que faz a federação no meio disto! Ou só serve, à semelhança dos fugitivos da política, para emigrar para altos cargos internacionais?! Estou a lembrar-me do Barroso que deixou o ‘país de tanga’! A frase é dele! Do ‘pântano’ do Guterres! A frase é dele! E agora a tua frase é: - ‘basta’!

Mas se o Samaris jogar mais um jogo antes de cumprir castigo então o ‘basta’ não serve para nada! E poderemos assistir ao espectáculo (degradante) de ver o Samaris a jogar nos Barreiros depois de agredir um colega de profissão, enquanto o Marítimo não poderá contar com o central Zainadine que, segundo o árbitro, abusou do vernáculo numa discussão com um adversário. Em que ficamos?! Há aqui qualquer coisa que não bate certo! É que se a moda das ‘boas maneiras’ pega, temo que os jogos acabem todos mais cedo e sem jogadores em campo. Dura lex, sed lex! A menos que se trate de apertar o pescoço a alguém! Aí, a justiça pode esperar. E se o jogador for reincidente e as marcas da agressão forem visíveis, então, ainda mais lento deve ser o  supremo acto de julgar! Oh Gomes, FIFA! Basta!  



Saudações azuis

terça-feira, setembro 26, 2017

Uma carta do Presidente e outros assuntos

Começo pela carta do Presidente do Belenenses e que vem transcrita nos jornais de hoje. É dirigida a todos os belenenses e é na qualidade de adepto e sócio que a comento. Na carta, Patrick Moraes de Carvalho aproveita os bons resultados desportivos deste fim-de-semana para dar nota da necessidade de recuperar o futebol para a esfera do Clube. É um assunto relevante e não haverá nenhum belenense que se oponha a tal propósito. Com a ressalva evidentemente de não se repetirem os mesmos erros que levaram à actual situação. No entanto não deixa de ser sintomático que esta carta surja a seguir a uma grande vitória azul em Vila da Feira! E com todo o respeito pelas outras modalidades tenho que pensar que foi aquela vitória que impulsionou esta carta. É normal, o Belenenses é futebol acima de tudo. Mas existe outro ponto na missiva que me apraz registar! E tem a ver com a reafirmação de independência em relação aos demais emblemas nacionais. Neste sentido todo o cuidado é pouco em relação ao nacional benfiquismo, uma velha tentação de alguns ilustres que se dizem belenenses.   

Passemos a outro tema, a um dos temas do momento – o vídeo árbitro! Instrumento inventado para proteger os gigantones nacionais! O que passou-se?!

Vamos até Moreira de Cónegos onde o vídeo árbitro se viu impedido de agir graças à intervenção oportuna de um fiscal de linha que interrompeu uma jogada legal do Moreirense. Jogada que possivelmente daria golo para os da casa. Portanto já perceberam como isto funciona e vamos imaginar que o lance era ao contrário e isolava dois jogadores do Sporting! O fiscal de linha seguindo os conselhos em vigor, e em caso de dúvida, deixaria o lance seguir até á sua conclusão. Provávelmente não haveria precipitações e mesmo que houvesse o árbitro poderia não ligar à sinaléctica do seu auxiliar e a jogada concluía-se. E isto em minha opinião não tem a ver com corrupção ou outro mal menor. Tem apenas a ver com o subconsciente. Perante os gigantones os árbitros descontrolam-se e erram. São muitos anos de desigualdade… O Freud explica.

O último assunto de hoje é Samaris. Parece que finalmente alguém viu as diabruras do grego, que face à brandura dos nossos costumes e leis, já interiorizou que pode fazer tudo o que lhe apetece. Estou a falar de artes marciais. O Freud explica a brandura e chama-lhe covardia.



Saudações azuis

segunda-feira, setembro 25, 2017

Primeira parte à antiga!

À antiga, quando o Belenenses entrava em qualquer campo e assumia as despesas do jogo em busca da vitória!

Domingos Paciência surpreendeu tudo e todos e num dos campos mais difíceis da primeira Liga, encostou o Feirense às cordas remetendo-o para o seu meio campo sem apelo nem agravo! Foram três golos e até podiam ter sido mais! E estou a lembrar-me daquele cabeceamento de Caeiro ao qual o guarda-redes da casa respondeu com uma defesa impossível! Voltando ao princípio, não é fácil surpreender Nuno Manta um dos mais esperançosos treinadores da nova vaga, e é muito difícil interromper aquela correria permanente dos jogadores treinados por ele! Mas a verdade é que o Belenenses interrompeu e mandou em absoluto no terreno durante quarenta e cinco minutos! Uma defesa intransponível onde está encontrada a dupla de centrais – Gonçalo Silva e Nuno Tomás – um meio campo musculado e com a lição bem estudada – Saré, Tandjigora, Yebda (desta vez sem fantasias!) e Sousa – e um ataque com dois pontas de lança que prendiam muita gente do Feirense lá atrás! Gente que cometia faltas que se revelaram fatais. E chegamos também a uma conclusão eterna no futebol – a sorte do jogo existe, é factor importante, mas há que merecê-la! E o Belenenses mereceu.

A segunda parte teria que ser diferente, pois a ganhar por três bolas a zero a nossa equipa recuou um pouco e ao recuar a mais valia de Caeiro foi-se perdendo, abriram-se espaços e os homens da Feira carregaram. Foi a vez de mostrarmos solidez defensiva! Mas ainda houve um ligeiro estremeção quando na sequência de um canto o Feirense reduziu. Porém aquele era o dia do Belenenses e logo a seguir Benny faz o quarto golo. A discussão do resultado acabou aí.

Ora bem, hoje é muito difícil emitir opinião desfavorável sobre as opções de Domingos. Mas ainda assim eu teria feito as substituições pelo livro, ou seja, teria tirado Caeiro fazendo entrar um ponta de lança fresco e com velocidade. Seria a oportunidade para Jesus Hernandez mostrar o que vale. E Benny teria entrado naturalmente para render um Sousa esgotado. Mas ainda bem que não sou eu o treinador.


Saudações azuis

sábado, setembro 23, 2017

Aniversário!

Sem emoção e sem festa, quase despercebido, o Belenenses faz hoje noventa e oito anos! Perto do centenário, aquilo que deveria ser motivo de orgulho e força para continuar, desfalece à vista de um clube dividido, onde proliferam grupos e grupinhos que somados não chegam para compor uma bancada em dia de futebol!

Uma única reflexão, uma única pergunta, resume o presente que podemos dar ao futuro do Clube de Futebol “Os Belenenses”: - era este o clube sonhado pelos fundadores naquele longínquo 23 de Setembro de 1919?!


Saudações azuis