quarta-feira, fevereiro 21, 2018

Comentário mais votado!

Para complemento do postal anterior tomo a liberdade de reproduzir um comentário que li no jornal Record sobre a 'guerra dos comentadores'. Diz o seguinte:

Estes programas das TV´s são degradantes. Os lampiões apoderaram-se de tudo. Têm os moderadores "independentes" que celebram a missa segundo as regras dos "padres". Definem o guião dos programas,onde e-mails, vouchers, tráfico de droga, avençados, jornalistas e não só, não fazem parte. Os comentadores do SCP e FCP são os cabeçudos da festa lampiónica.

Se isto não é assim, anda lá perto. Ou não tivesse Sócrates (o verdadeiro grande líder) metido o país no bolso mais a sua comunicação social.

Saudações azuis

segunda-feira, fevereiro 19, 2018

O nacional benfiquismo já tem adversário!

Quem se interesse pela bola nacional, e pelas suas inúmeras ramificações, não pode nem deve ficar indiferente aos últimos acontecimentos leoninos, nomeadamente ao protagonismo que o respectivo presidente tende a assumir. São más notícias para o nacional benfiquismo e boas notícias para o futebol português! E nem vou perder tempo a dizer o que quase todos dizem quando têm oportunidade para isso – que o presidente do Sporting é um alucinado, um malcriado, um ditador, etc, até porque quem diz semelhantes coisas tem convivido (lindamente) e ao longo de anos e anos com uma ditadura muito mais feroz, e implacável - o próprio nacional benfiquismo! Para atestar esse facto não é preciso ler emails, nem comprar jornais! Basta olhar de longe para os respectivos títulos e constatar o tom encarniçado dos mesmos.

Ora bem, eu sou do Belenenses e nunca esperei ter que agradecer ao presidente do Sporting o combate que vem travando na questão dos títulos sonegados. Naturalmente que ele luta pelos do Sporting mas indirectamente lutou por todos os ausentes.

Numa breve resenha desta guerra contra o nacional benfiquismo é justo destacar Pinto da Costa pois foi durante algum tempo o grande obstáculo ao crescimento desmesurado daquela doença. Mas depois da paixão pelo alterne e pelas suas musas, o líder portista ficou muito fragilizado. E o ‘apito morgado’ acabou com ele. Sem falar na inexplicável peregrinação a Évora que terá caído mal no seio da nação portuense. Francisco J. Marques tem hoje mais audiência que o presidente.

Assim, sem adversários à altura, o polvo encarnado cresceu e multiplicou-se à vontade. Desde os árbitros aos juízes desembargadores, não escapou ninguém. Até que surge Bruno de Carvalho que, bipolar ou não, começou a partir a loiça toda. Há gente horrorizada com o seu palavreado mas já se vêm bocados de polvo espalhados pela rua. E a procissão ainda vai no adro.


Saudações azuis

domingo, fevereiro 18, 2018

Do susto á vitória!

O jogo no Coimbra da Mota começou com um susto! Logo aos dois minutos a bola é colocada na esquerda do ataque estorilista para de seguida atravessar toda a área azul para um golo falhado incrivelmente por um tal Evandro, que nem imagina o bem que fez ao futuro próximo do Belenenses! A jogada (estudada) haveria de repetir-se mais tarde e com idêntico perigo embora eu pense que nessa altura já estávamos a vencer graças a um golo de Maurides. Um golo de contra ataque de acordo com o guião do meu anterior postal: - bola colocada por alto nas costas da defensiva adversária. Maurides até estava em posição irregular mas tirou partido da atrapalhação do defesa que cabeceou a bola pondo em jogo o avançado azul. A partir daí a equipa acalmou.

Mas ainda sobre o golo e sobre Maurides, que quebrou um longo jejum de golos de bola corrida, convém que Silas perceba que é colocando a bola à frente de Maurides que ele pode melhorar a sua perfomance. Explico mais uma vez: - Maurides não sabe, nem vai aprender agora a receber, ou a segurar a bola de costas para a baliza. Não tem pés para isso. Mas com a bola lançada para a frente, por alto ou por baixo, devido à sua corpulência, pode ganhar vantagem na disputa com os defesas. O resto vem com os golos e com a confiança que isso traz.

O outro tema é o três-cinco-dois! Três centrais com o Diogo Viana a falso defesa direito e falso ala, e no lado contrário o Florent com idênticas funções. Na verdade, a defender em bloco as coisas funcionaram, mas em transição rápida do adversário, como se viu naqueles dois lances, claudicámos demasiado. Em especial, pelo lado do Diogo Viana que, embora esforçado, não tem rins para lateral improvisado. Já com o Aves foi por ali que a desgraça começou. Um caso a rever.

O terceiro tema é a propalada posse de bola de que Silas não abdica. Ora bem, o que este campeonato nos tem mostrado é que nunca houve tantas vitórias fora por parte de todas as equipas, tornando-se cada vez mais difícil impor o chamado factor casa. E quando falamos de factor casa falamos de mais posse de bola. Isto é uma realidade. Sendo assim há que dançar consoante a música pondo de parte (para já) algumas ideias feitas. Acresce que o Belenenses não tem um ‘patrão’ no verdadeiro sentido do termo. Jogador, ele próprio com indiscutível posse de bola, indispensável para coordenar a posse de bola da equipa. Não tem e devia ter embora esses sejam jogadores caros e raros. Além de que é preciso saber escolhê-los. Estou a pensar num Tó Zé do Moreirense, num Fábio Espinho do Boavista, etc., jogadores que têm o colectivo nos olhos e na cabeça.

Últimos temas: Dar os parabém à equipa, que num contexto psicológico muito difícil, soube jogar e lutar de forma muito solidária, sem vedetismos ou criancices! E desejar ao infortunado Chaby um rápido restabelecimento.

Resultado final: Estoril 0 – Belenenses 2


Saudações azuis

quinta-feira, fevereiro 15, 2018

Equipa ideal!

Só hoje reparei que o meu sócio bloguista (SPM) reformulou a ‘equipa tipo’ o que só por si merece uma palavrinha. Pesei os prós e os contras, sorri para os meus botões e pensei… porque não! Já que se mudou tanto nos dois últimos jogos porque não solidificar a mudança?! Mais importante é adaptar o modo de jogar aos jogadores que temos. Assim, retirar agora o André Moreira não seria boa política. Já a substituição do capitão Gonçalo Silva pode ser mais problemática. A verdade é que não está muito confiante e o Sasso demonstrou contra o Benfica que faz o lugar. Os lapsos de posicionamento em Setúbal não foram só dele.

E chegamos ao trinco, uma das posições chave. Yebda tem perfil técnico e táctico para a função, os problemas são outros: – vícios de retenção de bola e as consequentes perdas comprometedoras; alguma rispidez nas entradas, os livres correspondentes; e uma emotividade exagerada que leva aos cartões. Se o Silas conseguir convencer o jogador a emendar-se, tudo bem. Se não conseguir, tudo mal. Daqui para a frente a novidade é Diogo Viana na faixa central. Com a qual concordo pois é a única posição onde rende. Depois ou há Bakic ou não há Bakic. Espero que haja. No ataque Nathan veio para jogar e quer Fredy quer Maurides têm sido titulares. 

À espreita temos o Chaby e o Benny e no ataque Licá é uma boa opção. Yazalde recebe bem de costas para a baliza. Depois é entrar e rematar. A escrever parece fácil.



Saudações azuis

terça-feira, fevereiro 13, 2018

Doze finais!

Não interessa neste momento discutir a sabedoria do treinador, a classe dos jogadores, a competência dos dirigentes! O que interessa é ganhar o próximo jogo. E não vai ser com homens valentes, cheios de carácter, mas com os jogadores que temos, cheios de humildade e inteligência. A humildade que leva à superação. A inteligência que proíbe que se repitam erros antigos. A força da camisola azul fará o resto.

Este esquema simples baseia-se no entanto em duas ou três regras que ninguém pode quebrar. Nada de invenções na defesa; quem não tem precisão no passe (e sabe disso) deve colocar a bola nas costas da defesa adversária; quem não sabe disso deve fazer o mesmo. No meio campo são proibidos os seguintes comportamentos: - vedetismo (atitude pouco humilde e pouco inteligente) que nos leva a reter a bola, arriscando a perda, e ao mesmo tempo perdendo a oportunidade de um passe de rotura que surpreenda o adversário. No ataque a simplicidade, que é mãe da inteligência e filha da humildade, normalmente dá golo!

Será assim no Estoril!


Saudações azuis

sexta-feira, fevereiro 09, 2018

Quo vadis, Belenenses?!

Penhoras, hipotecas/arrendamentos por cinquenta anos, supermercados, colégios, etc., e dois presidentes a degladiarem-se na praça pública, cada um com a sua verdade, é esta a imagem que fica de um clube que luta para não descer de divisão! Que é a única coisa que interessa aos sócios e adeptos. O resto é mais do mesmo daquilo que nos levou até aqui.

Não quero arrendamentos por cinquenta anos, nem quero supermercados. Colégios muito menos. Quero futebol de primeira! Isto é muito difícil de perceber?! Ou ainda há algum idiota que acredite que é através de negócios ou actividades fora do futebol (bingos, bombas de gasolina, supermercados, colégios, piscinas, saunas, etc.) que nos reerguemos?! Não brinquem mais com o Belenenses porque isto está a chegar ao fim. Concentrem-se no futebol. No futebol profissional, gerido por profissionais competentes. Se houver êxito no futebol tudo o mais vem por acréscimo. E paguem as hipotecas/penhoras sem hipotecar o Clube de Futebol ‘Os Belenenses’!



Saudações azuis  

terça-feira, fevereiro 06, 2018

O vento não sopra a nosso favor!

Antes da crónica é preciso revisitar aquele sábado em que dois dos maiores clubes portugueses, plenos de vitalidade presidencial, preferiram discutir a divisão em lugar de privilegiarem a unidade! As respectivas equipas de futebol ficaram naturalmente para segundas núpcias! Coincidência ou não, ambas perderam sem apelo nem agravo e contra os dois últimos classificados! Ilações a tirar?! Nenhumas… por enquanto.

Quanto ao jogo própriamente dito e depois de uma primeira parte contra o vento, em que não rematámos à baliza, mas em que apesar de tudo fomos equilibrando as coisas em termos de posse de bola, esperava eu, esperávamos todos, que com o vento de feição pudéssemos encostar o Vitória de Setúbal às cordas e chegar ao empate. E não havia nada que enganar, era bola rápidamente nos flancos, e centro para o coração da área à procura da cabeça do ponta de lança. Fizemos isso no primeiro minuto da segunda parte, foi o nosso primeiro remate à baliza, mas a seguir, estranhamente, começámos a jogar para trás, a perder bolas de forma infantil, e numa desconcentração fatal oferecemos o segundo golo. Pouco depois mais um brinde defensivo e veio o terceiro. Só então percebemos que o vento nos podia ajudar. E que não era necessário sair com a bola em pequenos toques e tentativas de drible condenados ao insucesso. Mas já era tarde.

Silas, um treinador que gosto de ouvir porque explica em poucas palavras aquilo que eu só sei dizer em muitas, resumiu o jogo e nesse resumo salientou o narcisismo. E lembrei-me imediatamente de um conjunto de jogadores que podiam enfiar a carapuça. O resto é o efeito natural do contágio. Sem esquecer o grande mérito do adversário na nossa derrota.

Resultado final: - Vitória de Setúbal 3 – Belenenses 0



Saudações azuis