segunda-feira, dezembro 05, 2016

O empate e a esperança!

Não quero desvalorizar o excelente trabalho que Quim Machado está a fazer no Belenenses mas empatar não chega para dar descanso aos pobres adeptos azuis. Pobres adeptos, com uma resistência infinita, adeptos a quem têm tirado tudo menos a esperança! E o futebol de Quim Machado que ontem se apresentou no Estoril já é um futebol de esperança! Futebol de equipa grande, que pressiona alto, com muitos jogadores no campo adversário, que impede a outra de sair a jogar, reduzindo o opositor à insignificância de um ou dois remates de longe! E mesmo o golo do empate só foi possível porque houve muito demérito da nossa parte. Mas como vinha dizendo, se a ideia é boa alguns dos intérpretes não estão à altura do esquema montado. E ainda assim reconheço que a maioria dos jogadores têm vindo a subir de rendimento e são hoje melhores jogadores do que eram! Apesar desse pequeno milagre foi visível a dificuldade em marcar um golo! E lembrei-me da ‘doença do Porto’ cujo diagnóstico é atribuído erradamente ao ataque mas que em minha opinião se situa no meio campo. É nesta zona que tudo se decide, para o bem e para o mal. E a conclusão que retiramos é que o Belenenses tem muitas carências nesta zona. Carências técnicas que se reflectem no último passe para os avançados ou em perdas de bola inadmissíveis. Lembro-me de duas - a que deu origem ao golo do empate; e um livre muito mal marcado que deu origem a um contra ataque perigoso. Mas na questão das bolas paradas ainda há muita coisa a melhorar. E se a isto associarmos alguns excessos de vedetismo encontraremos a explicação para o empate. Não vou particularizar mas todos sabem a quem me refiro.
O que fica dito é sobretudo um alerta para a SAD que precisa de compreender que o Belenenses não pode ter apenas quatorze pontos ao fim de doze jornadas. Estar a cinco pontos da linha de água e com a única ambição de não descer!*

Resultado final: - Estoril 1 - Belenenses 1 (marcou Abel Camará)


Saudações azuis



*Se for preciso faço um desenho mas já expliquei que em Portugal não há classe média. Quer na vida social quer no futebol. Na vida social há os ricos (onde se incluem os administradores da Caixa Geral de Depósitos e todo o alto funcionalismo público) e há os outros. No futebol há os que vivem da Caixa Geral de Depósitos e dos outros bancos falidos e também há os outros. Estes lutam todos para não descer salvo se têm alguma autarquia ou região autónoma por trás. E que ainda não esteja falida. É neste quadro que o Belenenses tem que fazer pela vida.

quarta-feira, novembro 30, 2016

Não desvalorizem o Belenenses

Eu quero lá saber do número de minutos que o Porto leva sem marcar um golo, tão pouco me interessam os sucessivos recordes que a idiotice jornalística vai desencantando para entreter as criancinhas adultas deste país! O que me interessa é o futebol jogado nas quatro linhas e nesse aspecto quer no Restelo quer no Dragão o Belenenses esteve à altura dos acontecimentos! Depois, se quiser analisar os méritos e deméritos dos dois antagonistas tenho que recorrer ao senhor de La Palice: - uma equipa joga aquilo que a outra a deixa jogar! 

A partir daqui podemos inventar o que quisermos mas aquilo que toda a gente viu neste segundo jogo foi um Belenenses a defender com classe, sempre organizado, e sem arriscar jogadas duvidosas dentro da área! Isto é muito importante sabendo-se como trabalha o subconsciente (e o inconsciente) dos árbitros nestes jogos que metem os clubes do estado. Mérito azul! Outro dos méritos que não vi realçado por quase ninguém teve a ver com o dispositivo táctico que Quim Machado (mais uma vez) implementou e que baralhou de novo os azuis e brancos! Mesmo com dez jogadores o Belenenses conseguiu durante a maior parte do tempo impedir que a defensiva nortenha se adiantasse muito no terreno! Isso foi fundamental para criar os espaços para a transição, para sairmos a jogar. Para respirarmos. É claro que na parte final as coisas se tornaram mais difíceis. Mas tivéssemos nós, nessa altura, um ‘ciclista’ a sério, com físico (e arte) para aguentar a primeira carga, e talvez fosse possível mais qualquer coisa…

Sobre os comentadores e comentários a seguir ao jogo a ideia com que fiquei foi a que exprimi inicialmente, ou seja, que o Porto jogou sozinho contra os seus fantasmas! É uma tristeza mas é verdade. O fora de jogo que o fiscal de linha corajosamente assinalou foi posto em causa! Foi um fora de jogo no limite, disseram! Como se existissem dois tipos de fora de jogo! E quanto à expulsão que o árbitro (pouco corajoso) decretou, todos concordaram que estávamos perante um acto criminoso! Afinal o que é que aconteceu?! Uma pisadela, sem maldade, igual a tantas outras que ficam impunes! Mas pronto, desta vez era preciso que o castigo ao jogador do Belenenses fosse exemplar. Veremos daqui para a frente o que acontece e qual o critério adoptado.

 Falemos agora dos jogadores azuis que bem merecem! Em primeiro lugar e repetindo a ideia que exprimi a seguir ao jogo de sábado confirma-se que os jogadores melhoram de forma a olhos vistos! Não apenas na componente físico-técnica, mas sobretudo na sua componente mental! A mais importante. Estão mais adultos mais serenos e isso permite-lhes optar em cada momento pelas melhores soluções. E estou a falar de jogadores que têm menos minutos como por exemplo Mica Pinto que me surpreendeu com as suas arrancadas! Ventura também surgiu em grande forma! João Diogo está mais calmo, menos quezilento e com isso o seu futebol melhora. Defrontou Brahimi sem problemas! A dupla central manteve-se imperturbável e só nas bolas paradas consentiu algum perigo. É preciso notar que não é fácil defrontar (nas bolas paradas) um dos melhores cabeceadores que está actualmente no futebol português – o central Filipe!
Mas voltando aos destaques do nosso time também é justo salientar Miguel Rosa que me pareceu em excelente condição! Yebda precisa de mais jogos e Palhinha de mais qualquer coisa. 
Mas repito, todos cumpriram, em especial a equipa, um conjunto solidário que soube defender com classe o resultado possível face às circunstâncias. Uma exibição que traz esperança aos adeptos.



Saudações azuis

segunda-feira, novembro 28, 2016

Exibição interessante, mas …

Há que reconhecê-lo o Belenenses realizou uma excelente exibição impondo um nulo no Restelo ao Futebol Clube do Porto! Podíamos até ter ganho e não seria nenhum escândalo para quem viu o jogo. Isto quer dizer que Quim Machado está a conseguir tirar rendimento dos jogadores que tem à sua disposição, dando-lhes confiança (e serenidade) e isso nota-se em campo. Essa foi a primeira boa surpresa da noite chuvosa. A segunda surpresa residiu na capacidade para discutir o jogo em todo o campo nunca perdendo o sentido da baliza contrária. Houve é certo, períodos, nomeadamente na segunda parte, em que alguns jogadores pareciam vacilar mas a equipa manteve-se organizada e sem abdicar dos seus princípios de jogo. Bola na relva, espaços para onde os jogadores se desmarcavam com naturalidade e desenvoltura. Sim senhor, há progressos!
A terceira grande surpresa da noite foi a lição de táctica que Quim Machado deu no seu opositor! Ao colocar André Sousa adiantado e sempre em perseguição de Danilo, secou uma das fontes do ataque tripeiro! Confinado ao tricot de dois jogadores de futebol de salão (Oliver e Octávio) o Porto pouco incomodou o último reduto azul. E ainda bem.

Destaques individuais: - é um lugar-comum dizer que o Belenenses valeu como um todo, no entanto houve algumas exibições individuais que não passaram despercebidas! Comecemos pelo guarda-redes Joel, um jovem que tem que ser associado ao melhor desempenho defensivo da equipa nestes últimos jogos. Depois tivemos uma dupla de centrais em grande plano! O bem reaparecido Gonçalo Silva e Domingos Duarte. Dispensável apenas o imprudente encosto em André Silva.  
Os laterais também contribuíram bastante para a boa exibição azul! Seguros na defesa, incorporando-se com a propósito no ataque anularam quaisquer veleidades portistas. Um destaque especial para Florient, que revelou estar em grande forma. Até safou um golo certo graças ao seu sentido de oportunidade e colocação!
O meio campo foi um muro abnegado onde esbarravam as curiosas tentativas dos homens do norte! Neste aspecto Rosel merece uma palavra. De salientar também o papel de Sousa, na dupla missão de apoio ao meio campo e ao ponta de lança. Uma tarefa esgotante que Sousa realizou com brilho!
No ataque devo registar a melhoria de forma dos três arietes – Sturgeon a confirmar o estatuto de craque; Gerso mais confiante e mais sólido; e Camará, um poço de energia a defrontar ( e a fixar) os dois centrais portistas! Merecia um golo.
Quanto ás substituições pareceu-me que Miguel Rosa poderia ter entrado mais cedo mas entendo que mexer numa equipa que está a jogar bem poderia ser prejudicial. Yebda também regressou para jogar uns minutos mas desta vez não se lesionou nem houve golpe de asa. Mica Pinto também entrou para render o esgotado Florient.


Nota final:

Na conferência de imprensa após o jogo Quim Machado deu a entender que o estilo de jogo que implanta nas suas equipas acaba por valorizar os jogadores. E deu o exemplo do que aconteceu no Vitória de Setúbal com André Horta que foi para o Benfica, Rúben Semedo para o Sporting e Suk que seguiu para o Porto. Estes dois logo em Janeiro. É verdade. O problema é que o Vitória de Setúbal esteve à beira de descer o ano passado!

Podíamos dizer que nada disto tem a ver com o Belenenses não fosse o caso de na mesma conferência Quim Machado ter desvendado a hipótese da saída de um jogador do actual plantel. Adivinhamos que se trata de Sturgeon, ele que faz a diferença, como ontem se viu no Restelo. Mesmo atirando um pontapé para as nuvens. Não é isso que interessa aqui. A verdade é que a SAD se prepara para fazer mais um encaixe à conta de um jogador que foi fabricado em Belém. Tal como já tinha acontecido com Fredy, e provávelmente com Dálcio. É claro que a vida de qualquer SAD é isto - comprar barato, valorizar, para depois vender mais caro. Subentende-se, no entanto, que só se podem valorizar jogadores se a equipa onde actuam estiver também ela a valorizar-se. Não me parece que tenha sucedido isso no Vitória de Setúbal. E entramos naquilo a que se pode chamar, sem ofensa a ninguém, a ‘setubalização ‘ do futebol azul! Lá como cá não estamos a falar de vendas de jogadores adquiridos pela SAD, mas sim, ou de produtos da cantera (no caso André Horta) ou então, emprestados (Rúben Semedo e Suk). Pois bem, é disto que eu tenho medo. Vende-se o Sturgeon, que é nosso, e vai-se pedir emprestado um jogador qualquer a um dos grandes e assim se vai descapitalizando o Clube de Futebol “Os Belenenses”.
Estarei a ser pessimista?! Velho do Restelo?!



Saudações azuis

sexta-feira, novembro 25, 2016

Nem só de campeonatos vive o Belenenses!

Enquanto andei entretido a ganhar quatro campeonatos nacionais para o Belenenses, faltando apenas inscrever o facto (a letras garrafais) no site do Clube – desliguei-me por completo das notícias sobre o mesmo, ou seja, desliguei-me das lesões do Yebda e da querela que promete eternizar-se entre o Clube e a SAD!
Mas houve outras novidades e uma delas merece destaque por se tratar de mais uma homenagem ao Vicente Lucas glória do passado mas sobretudo fasquia de exigência para o futuro, um repto para todos os belenenses. O evento ocorreu na Trafaria terra onde ainda permanecem (firmes) algumas Torres de Belém!
Sobre a guerra surda que vai dividindo a comunidade azul quero que fique bem claro que sou e serei sempre do Clube de Futebol “Os Belenenses” e esgotadas que estão todas as tentativas de conciliação há que partir para a unificação do clube acabando de vez com esta estrutura bicéfala, que sempre critiquei e está a dar cabo do Belenenses.



Saudações azuis

sexta-feira, novembro 18, 2016

Também no ‘Observador’!

Não há dúvida que o assunto anda a incomodar muita gente! E já chegou ao jornal digital ‘Observador’! Com efeito lá aparece um artigo de Rui Miguel Tovar, com um título sugestivo: - ‘E que tal honrar os campeões do passado?’!*

Lido e relido no entanto é só fumaça! É uma descrição parola de factos conhecidos onde o autor embora considere que existe matéria para polémica acaba por concordar com a situação criada, com o erro federativo e a maquilhagem que mais tarde se fez no troféu da Taça de Portugal – as tais placas a assinalar os campeões de Portugal como se tivessem ganho a taça de Portugal! É óbvio que deixei lá os meus comentários na linha do que venho defendendo nos postais já escritos. Mas para não ser o dono da verdade transcrevo os outros comentários que lá estão. Com a devida vénia:

Luis Vaz
·          
Há aqui alguns equívocos, por exemplo, o Campeonato de Portugal era a única competição a nível nacional, e por exemplo crónicas e relatos da época dizem que o vencedor é o campeão da modalidade em Portugal, o formato de campeonato em Portugal foi uma imitação das melhores praticas da altura, ou seja a Liga Inglesa ou seja, primeiro uma liguilha regional e depois a eliminar até encontrar um vencedor e no entanto eles não deixam de contabilizar os títulos como campeões. E deixo outra questão, os Mundiais, Europeus, Competições Europeias de Clubes não mudaram muitas vezes de formato? O Campeonato de Portugal era a única competição de clubes a nível nacional, a única! E Durante mais de 30 anos foi referenciada como tal, só na década de 60 é que alteraram essa situação.


Rui Martins – Luís Vaz
·    
Não, não foi nos anos 60. Foi em 1938!!!


Luis Vaz – Rui Martins
Não Rui não foi, eu não falei da reforma das competições, falei da contabilização dos títulos e basta ver por exemplo o DVD oficial do Sport Lisboa e Benfica chamado "Benfica a História" do ano de 2001 cujos autores Manuel Arouca e Miguel Arouca, cujo prefácio é feito pelo então presidente Manuel Vilarinho Nº de Registo 7970/2001 para perceber que os Campeonatos Experimentais não eram sequer referenciados, eram antes os 3 Campeonatos de Portugal  30, 31 e 35. Efectivamente estes deveriam contar, e dou-lhe um exemplo os campeonatos experimentais tinham tanto valor que sempre se falou que Mário Coluna foi o primeiro treinador português a ser campeão nacional pelo Benfica, no entanto os campeonatos experimentais do Benfica foram ganhos por um português, e esta hein? Isso sim é muito mais pernicioso e nunca ninguém questionou, o mal do Sporting foi ter reclamado estes títulos, apresentando jornais de época e crónicas da época, mas bastaria ver a legenda que a federação portuguesa de futebol ainda tem sobre os campeonatos de Portugal para perceber que de facto estes devem ser validos.

 http://atascadocherba.com/wp-content/uploads/2016/11/22titulos.png 


E pronto. É só mais uma achega para que a ignorância e o facciosismo não triunfem. E devolvo a pergunta ao 'especialista' Rui Miguel Tovar - E que tal honrar os campeões do passado?


Saudações azuis


* Jornal digital 'Observador' de 16/11/2016. 

quinta-feira, novembro 17, 2016

Os erros corrigem-se!

Cabe portanto à Federação Portuguesa de Futebol corrigir o seu próprio erro reconhecendo os campeões excluídos desde 1922 até 1934. Assim como cabe aos clubes prejudicados, nomeadamente Olhanense, Marítimo, Carcavelinhos (por quem o represente) e Belenenses, reivindicarem a reposição da verdade desportiva. Todos eles foram campeões nacionais e não vencedores de Taças de Portugal que ainda não existiam.

O erro aconteceu em 1938 (data do último campeonato de Portugal) quando a Federação resolveu atirar para o limbo do esquecimento os campeões de Portugal dando-lhes em troca uma plaqueta com o respectivo nome no troféu ‘Taça de Portugal”! Taça de Portugal que só se começou a disputar no ano seguinte! Portanto aqui o que há a fazer é retirar a dita placa do dito troféu e acrescentar aqueles clubes ao ‘Galarim dos campeões nacionais’.

O problema mais bicudo diz respeito como já referi ao período em que ainda houve Campeonato de Portugal e começou a disputar-se, a título experimental, o Campeonato da Liga (1935,1936,1937 e 1938). Mas aqui também terá que haver uma solução. E essa solução nunca pode pôr em causa o prestígio do campeonato de Portugal que continuou a ser até à sua última edição a prova mais importante do calendário futebolístico. Sugiro que os clubes em causa se entendam com a Federação mas não vai ser fácil. Estamos a falar de Benfica, Sporting e Porto pois foram estes clubes que ganharam naqueles quatro anos os campeonatos de Portugal e os campeonatos da Liga.


Saudações azuis



Nota básica: Espero bem que a Direcção do Clube de Futebol “Os Belenenses” agarre esta causa em nome dos campeões de Portugal que naqueles tempos (sem polémicas) usavam a Cruz de Cristo nas camisolas! Eles foram campeões nacionais!

terça-feira, novembro 15, 2016

Os oito campeões nacionais!

Concluindo a exposição anterior está na hora de repor a verdade e fazer justiça aos oito campeões nacionais nomeadamente àqueles que o sistema excluiu. Assim, contrariando teses e pareceres, que vêm sempre do mesmo lado, entendo que os campeonatos de Portugal, e até à sua extinção em 1938, foram os legítimos antecessores dos campeonatos nacionais da actualidade. Quer isto dizer que não há nem pode haver diferença entre a alegria sentida por um jogador do Olhanense que em 1924 ergueu o troféu de campeão de Portugal e a mesma alegria sentida pelos jogadores benfiquistas que exultaram com a conquista do campeonato de 2015! Dito isto ficam aqui registados os oito campeões e os respectivos campeonatos!

São eles o Olhanense (1924), o Marítimo (1926) o Carcavelinhos (1928), o Boavista (2001), o Belenenses (1927, 1929, 1933 e 1946), o Sporting (22 títulos/inclui 4 campeonatos de Portugal), o Porto (30 títulos/inclui 4 campeonatos de Portugal) * e o Benfica (35 títulos/inclui 3 campeonatos de Portugal).**


*O Porto que actualmente ostenta 27 campeonatos na verdade ganhou 30! E as contas são boas de fazer: neutralizado um campeonato da Liga experimental (1935) e adicionados os 4 campeonatos de Portugal que ganhou o somatório perfaz os 30 títulos.

** Para o Benfica o critério é idêntico: - ostenta actualmente 35 campeonatos nacionais, ora neutralizando os três campeonatos da Liga experimental (1936,1937,1938) e acrescentando os três campeonatos de Portugal que ganhou tudo somado e subtraído mantém os 35 títulos de campeão nacional.

É provável que o Benfica não goste destas contas nem deste critério, já que vê aproximar-se Porto e Sporting. Paciência, é o meu critério que, modéstia à parte assenta numa lógica insofismável: - na mesma época não podem coexistir dois campeões nacionais! Havendo que decidir só o campeonato de Portugal poderia gerar o campeão português! Fazer confusões com a Taça de Portugal, cuja primeira final só aconteceu em 1939*** (depois de extinto o campeonato de Portugal) é raciocínio enviesado e suspeito. **** 



Saudações azuis


*** Esta final foi jogada nas Salésias (único campo relvado de Lisboa) entre a Académica e o Benfica. Os estudantes ganharam por 4-3.

**** Já expliquei que quem argumenta que o campeonato da Liga, naquele quadriénio, gerava o campeão nacional e o campeonato de Portugal gerava um suposto vencedor da 'Taça de Portugal' morre pela base quando se sabe que os campeonatos de Portugal desse período nunca foram adicionados ao número de Taças de Portugal que os respectivos clubes ganharam.

Adenda: Por lapso na primeira versão deste postal atribui 34 títulos ao Benfica pois contabilizei apenas dois campeonatos de Portugal quando na realidade ganharam três. O seu a seu dono e assim as águias ganharam até à data os 35 títulos que ostentam.