quinta-feira, janeiro 19, 2017

O mercado de Janeiro… e o Belenenses!

Entre saídas, regressos, e aquisições veremos se ficamos mais fortes ou mais fracos. E deixo já um aviso à navegação: - este torvelinho de entradas e saídas não me impressiona absolutamente nada e não vai apagar a péssima impressão que mantenho sobre a preparação desta época. As coisas compuseram-se porque Quim Machado vem apresentando um futebol com alguma qualidade e dentro dos limites do plantel que dispõe até tem conseguido fazer evoluir alguns jogadores! O que é notável. No entanto devemos olhar à nossa volta e perceber que num campeonato muito nivelado (por baixo) a diferença faz-se nos treinadores e nos golos que se marcam. E há por aí muitos jovens treinadores a dar nas vistas e que podem surpreender na segunda volta! O do Feirense é um deles. Mas voltemos ao mercado.

Fala-se agora e mais uma vez na saída de Sturgeon, seria o quarto titular a sair, uma razia, e nestas condições é impossível estruturar uma equipa para o futuro. E voltamos à velha questão da confiança! E voltamos a questionar quais as reais intenções da SAD no que ao Belenenses diz respeito?!
Eu percebo que Sturgeon queira mudar de ares pois está numa idade em que é, agora ou nunca. Mas também sei que isto só acontece porque o jogador não vê no Belenenses um projecto de futuro credível. Ou será só o dinheiro que o move?! Na minha opinião a SAD deveria fazer um esforço para renovar o vínculo com o atleta dando-lhe a garantia de que o emprestaria no final da época a um clube estrangeiro que estivesse interessado nos seus serviços. Assim poderia valorizar-se no que resta desta época e seria o melhor para todas as partes. Mas ainda tenho uma dúvida: – na notícia que li a SAD diz que só negociará o jogador se conseguir arranjar um substituto à altura! Mas deve haver aqui um engano, porque o Belenenses para além do Sturgeon precisa de alguém para a ala direita. Neste momento só lá aparece o Rosa que não é ala. Atrevo-me a sugerir, se houver condições para fazer negócio, o nome do Luizinho que creio que voltou ao Académico de Viseu. Para mim resolvia o assunto das alas. Mantendo o Sturgeon, evidentemente. E convém não esquecer que ainda falta alguém para o meio campo.



Saudações azuis


Nota: O Abel Camará não é um ala no sentido que lhe dou. Um ala tipo Sturgeon (ou Luizinho) carreia jogo pelas alas, é quase um armador. E vem atrás defender. Aliás, no futebol moderno, quando não temos a bola, todos defendem.

segunda-feira, janeiro 16, 2017

Vitória crucial!

Para quem não saiba crucial vem de cruz e a dos adeptos é bem pesada. Sobre o jogo há que salientar a honestidade do treinador do Rio Ave que admitiu no final que a sua equipa ‘nunca conseguiu ligar o jogo e sendo assim o resultado foi justo’. E foi. Quim Machado, como costuma acontecer, definiu bem a estratégia, uma enorme e esgotante pressão alta, e com isso perturbou os vila condenses e recuperou muitas bolas. A dúvida que perpassou sempre nas bancadas era se isso seria suficiente para marcar um golo e não sofrer nenhum! Com a agravante de o Rio Ave ter, do meio campo para a frente, os seus melhores elementos. Desta vez, porém, conseguimos acautelar a defesa e depois segurámos a vantagem com critério. Também não houve deslizes fatais, e assim os três pontos caíram para o nosso lado. No entanto o golo surgiu tarde! Já ia adiantada a segunda parte quando na sequência de um canto o central Gonçalo Silva se antecipou a um adversário desviando a bola para a baliza! Houve outras hipóteses, não muitas, mas ou era o último passe que saía frouxo ou era a conclusão que não era a melhor.

Falando agora das novidades e das melhorias, começo pelo guarda-redes Cristiano que fazia a sua estreia. Temi alguma desarticulação defensiva, ela aconteceu num choque violento com Gonçalo Silva, mas tirando esse lance, a exibição do Cristiano não poderia ter corrido melhor! Seguro, sempre a jogar simples, safou uma bola perigosa, deu confiança! O meio campo defensivo, com Vítor Gomes e Yebda foi subindo de rendimento com o jogo. E é uma boa notícia o facto de Yebda ter aguentado os noventa minutos porque a sua qualidade técnica traz outras possibilidades ao futebol belenense. O problema situa-se mais à frente muito embora Juanto tenha confirmado credenciais. Na hora de atacar a baliza adversária parece faltar gente e acutilância! Eu bem sei que a actual classificação do Belenenses não permite, nem permitiu, arriscar demasiado. Mas por isso mesmo há posições que ganham uma importância transcendental! Estou a pensar em Sousa, que tem que ser muito mais consistente e perigoso do que é. E estou a pensar que, por uma questão de segurança defensiva jogámos sem ponta de lança. Juanto tem o faro do golo mas precisa de companhia lá na frente. Alguém vai ter que sair e alguém vai ter que entrar. Alguma coisa vai ter que mudar para ultrapassarmos este dilema. Para sairmos de vez do meio da tabela.

Resultado final: Belenenses 1 – Rio Ave 0


Saudações azuis

sábado, janeiro 14, 2017

Eles não estão preocupados!

Naquele postal a que dei o título – ‘Uma selfie com o polvo’ – está lá tudo o que podemos saber sobre o país que somos e o futebol que temos. Isto para quem souber ler ou quiser perceber o que nos está a acontecer, sendo certo que a maioria da população prefere continuar na ignorância! É o estado da nação e sobre isso não há muito a fazer. Podemos escrever, berrar, insistir, e pouco mais. Dito isto vejamos qual é a nossa guerra no meio da guerra que parece varrer o futebol português. É antes de mais uma guerra a fingir onde todos se ameaçam mas depois… comem todos da mesma tasca. Vidé as peregrinações a Évora, peregrinos de vários quadrantes, mas todos eles plenos de fé e gratidão. E sobre dívidas de gratidão cada um sabe das suas. Mas por falar em dívidas, passivos, etc. ficámos a saber que os dirigentes do Benfica não estão nada preocupados com o facto de encabeçarem uma lista da UEFA onde se classificam os passivos dos clubes europeus reportados ao ano de 2015! Estão em segundo lugar mas se a UEFA tivesse acesso a outros dados eram por certo campeões! E com muitos euros de avanço! Por acaso o ano de 2015 é o equivalente, no sector bancário, ao ano de todas as descobertas! Descobrimos então os golpes, as falências, as falcatruas (só algumas!) que arruinaram as grandes instituições financeiras deste país! Arrastando consigo empresas públicas e semi-públicas de nomeada! De nomeada porque dão o nome a centros de estágios, patrocinavam camisolas e outras aventuras dos grandes clubes nacionais! Faliram, obviamente. Estou a falar dos bancos e das empresas porque os clubes em causa, pelos vistos, estão de óptima saúde, controlam a situação e não estão nada preocupados! Minto. Há uma certa preocupação em vender uns quantos jogadores rápidamente e para o efeito a comunicação social está toda mobilizada! Sendo assim, não há clube no mundo, país, ou continente, que não esteja louco para comprar, custe o que custar, as pérolas encarnadas!

Portanto é neste cenário que se desenvolve a chamada guerra das arbitragens! Que tem um fundo de verdade e dois fundos de mentira. O fundo de verdade é que o polvo existe e os seus tentáculos são actualmente encarnados. Os dois fundos de mentira é que quer verdes, quer azuis e brancos, também têm, embora em menor escala, os rabos de palha financeiros do seu adversário. Um imbróglio que vai sobrar para os outros clubes quando defrontarem os três comilões – ao mínimo gesto dentro da área, é penalty! Prepara-te Belenenses.


Saudações azuis



quarta-feira, janeiro 11, 2017

Desinvestimento em curso!

Nota introdutória: - Escrevi este postal há tempos mas não achei oportuno publicá-lo. Mas uma vez que se confirma um claro desinvestimento por parte da SAD, recorrendo preferencialmente ao empréstimo de jogadores, resolvi publicá-lo. Dei-lhe o título de ‘Futuro incerto’:

Futuro incerto aplica-se ao país mas também se aplica ao Belenenses que estranhamente gosta de se identificar, em cada república que sofremos, com a sua parte mais negativa! Isto é um caso para estudo e dava uma boa tese para doutores da mula russa! Avivemos a memória:

No tempo da outra senhora, segunda república, estado novo, como lhe queiram chamar, dizia-se que éramos o clube do regime mas os outros é que ganhavam os campeonatos! Veio a república de Abril, o clube foi assaltado por comunistas e afins, e quando demos por nós estávamos na segunda divisão. Não contentes, vendemos o negócio do futebol a uma empresa suspeita de ter ligações a um ex-primeiro ministro indiciado por crimes de corrupção, fraude fiscal e branqueamento de capitais! Suspeitamos inclusivé que é ele (ou o amigo que paga as contas) o verdadeiro dono da SAD! E para abrilhantar o cenário elegemos uma direcção que tem um plano para requalificar o Restelo, em vez de ter um plano para requalificar a equipa de futebol!

Com tudo isto inventámos uma estrutura bicéfala que tinha tudo para não funcionar. E não funciona. Vai daí surge agora a urgência de recomprar o negócio do futebol adquirindo para tal a maioria na SAD. Neste sentido o Clube interpôs uma demanda na justiça que, segundo diz, espera ganhar! Este é o ponto da situação. Situação que entretanto se pode complicar e muito.

Vejamos os entretantos na perspectiva dos interesses do Belenenses. Assim, vamos imaginar a justiça portuguesa, a sua morosidade, a sua óbvia injustiça. Vamos imaginar também o que fará o actual investidor atendendo aos vários cenários que se irão colocar. E por fim façamos um último esforço para imaginar que tipo de gestão e quais os meios que a actual Direcção terá ao seu dispor para se diferenciar das anteriores e que levaram o Clube a perder o controlo da SAD!

Há aqui portanto muita coisa para imaginar mas a principal tem a ver com os prejuízos que a batalha judicial inevitávelmente vai trazer ao Belenenses. E aqui a Direcção deveria ter avaliado as consequências de ter optado por esta via. E não pode depois furtar-se às respectivas responsabilidades.

O primeiro grande prejuizo é que ninguém investe sem ter certezas e alguma segurança. Não é pois de crer que a actual SAD na iminência de uma sentença desfavorável vá fazer grandes investimentos. Nem grandes nem pequenos, digo eu. E ninguém a pode condenar por isso. Qualquer um faria o mesmo.

Nestas circunstâncias e dependendo do tempo que demore o desenlace judicial, esta época desportiva (pelo menos) corre sérios riscos. Não está descartada a hipótese de voltarmos ao ponto de partida, ou seja, à segunda Liga.

Mas pode dar-se o caso de haver um acordo extra judicial e aí pode ser que se evitem danos desportivos irremediáveis. Este seria o cenário em que esta SAD aceitaria sair mediante um bom preço. Seria a melhor solução poupando o Clube a maiores prejuízos. Mas com franqueza parece-me algo complicado de acontecer até porque que não estou a ver o Clube ter os milhões que a SAD sempre irá alegar que investiu. Para além da falta de diálogo a que se chegou.

E haverá um último cenário que passa por uma grande perfomance da SAD nesta segunda volta do campeonato. Não é impossível embora seja difícil de acontecer. Neste caso a Direcção perderia alguns argumentos e a SAD ganharia outros. O Belenenses desportivamente sairia a ganhar mas se a questão estrutural não ficar resolvida, se Clube e SAD permanecerem de costas voltadas, será apenas um adiar do problema: - O Clube de Futebol “Os Belenenses” continuará a ser um clube adiado.

Saudações azuis


   

terça-feira, janeiro 10, 2017

Um jogo que prenuncia grandes preocupações!

Vi hoje o jogo na Sport TV. Vi com calma sem sobressaltos e espero que a equipa o reveja também, incluindo o presidente da SAD. A minha opinião de hoje não se afasta muito da que escrevi ontem mas convém fazer algumas correcções ao que li entretanto na comunicação social.
Ponto número um - em condições normais, se não tivesse visto amputada a estabilidade defensiva que entretanto adquirira, o Belenenses não perdia este jogo. Aliás as poucas jogadas de perigo do Moreirense em todo o desafio resultaram de disparates, atrapalhações, ou ingenuidades da nossa defesa. E com o guarda-redes Ventura quase sempre na jogada. É certo que também houve duas perdidas de bola inadmissíveis, uma do Sousa (começa a ser repetente!) e outra do Vítor Gomes (quis fintar!), durante a primeira parte, mas de resto não me lembro de qualquer perigo que tenha rondado a nossa baliza. Quer isto dizer que a lição estava bem estudada e que a equipa a soube pôr em prática. O pior são as pernas até porque aquele pressing no meio campo adversário não se consegue fazer durante noventa minutos. Inácio sabe disso e tornou o jogo mais agressivo, e o Belenenses começou a ressentir-se. Vieram ao de cima as lacunas, as antigas e as novas! As bolas paradas são um teste importante, sejam cantos sejam livres. Saltas tu ou salto eu e no fim ficam os dois nas covas. O golo do Moreirense é uma lição para estudar e nunca mais repetir o erro. Rebocho marca o livre, como já tinha tentado em duas ocasiões, a bola vai para o lado esquerdo da nossa defesa, Hanin e Luís Silva hesitam, um adversário intromete-se, devolve-a para o coração da área, Ventura tenta agarrar a bola em vez de a socar, ela escapa-se e fica à mercê do Ramirez que marca fácilmente. A seis minutos do fim é duro! Pode ser injusto, mas ficamos com a sensação de que este lance não aconteceria na baliza contrária! Como bem disse o Tulipa, comentador da Sport TV e nosso antigo jogador, o sector aéreo não perdeu apenas altura, perdeu também os mecanismos que já possuía. É por isso que esta derrota vai directamente à conta da SAD.

E vou fazer a análise ao desempenho dos jogadores. É a minha opinião naturalmente.

Ventura – já disse tudo. Não temos centrais, nem trincos, para um guarda-redes com dificuldades naturais no jogo aéreo. É excelente entre os postes, vem ao de cima nos jogos em que é tudo a defender, mas isso para o Belenenses actual não chega. O golo que sofremos não se pode sofrer na primeira Liga.

João Diogo – jogou desconcentrado, perdeu a forma, mas não sendo um jogador alto, tem tempo de salto, e safou algumas bolas perigosas quando o jogo se encaminhava para o fim. Subiu menos vezes.

Domingos Duarte – certinho na primeira parte, menos certo na segunda, não é o patrão da defesa que esperávamos. Mas esteve melhor do que no jogo da Taça da Liga. A rever.

Gonçalo Silva – com pequenos erros manteve-se no entanto como pronto socorro defensivo. Uma exibição positiva.

Hanin – ataca melhor do que defende. Atenuantes: - faz muitas vezes o seu corredor e isso desgasta-o. Foi dos melhores apesar de ficar ligado ao golo do Moreirense.

Rosel – substituíu Palhinha e contra todas as expectativas cumpriu na brega do meio campo. Não errou passes. Não foi por ali que o gato foi às filhoses. Cometeu no entanto dois pecados capitais - demasiado impulsivo fez a falta que deu origem ao golo. E fez um penalty que o árbitro não marcou. Precisa de calma e confiança.

Vítor Gomes – não esteve mal tácticamente, lutou, recuperou algumas bolas mas depois perde tempo e espaço e a jogada perde-se também. Em termos puramente ofensivos lembro-me de um bom passe e um bom remate e não me lembro de mais nada.

André Sousa – exibição fraquinha, inconsequente, não agarra jogo, nele a bola perde-se com muita facilidade. Tem as qualidades e os defeitos que conhecemos mas como venho defendendo a falta de golos começa no meio campo.

Sturgeon – irreconhecível, perdeu a bola vezes sem conta. Queria fazer tudo e fez muito pouco. Na parte final teve uma enorme chance para empatar. Não era fácil mas um grande jogador teria empatado.

Miguel Rosa – um dos mais activos, esteve no entanto muito infeliz no remate. E a marcar os cantos. Contudo a sua exibição é positiva. Mal substituído.

Andric – o melhor na minha opinião. Os jornais e os comentadores dizem mal da sua actuação! Não vejo as coisas assim. O rapaz deu quase sempre sequência aos lances, coisa rara e difícil, sofreu imensas faltas e são dele os lances mais perigosos. Se alguém podia ter marcado em Moreira de Cónegos era ele. Há que continuar a apostar neste jogador que deu muito trabalho à defesa do Moreirense. Com um árbitro mais rigoroso o central Micael não chegava ao fim do jogo.

Sobre os que entraram (Luís Silva, Fábio Nunes e Juanto) não me vou pronunciar. Estiveram pouco tempo em campo e os dados já estavam lançados.


Resultado final:  Moreirense 1 - Belenenses 0



Saudações azuis

segunda-feira, janeiro 09, 2017

Um filme já visto...

O Belenenses infelizmente nunca me surpreende. Não quis ver nem ouvir nada, fui trabalhar e só agora fiquei a saber o que se passou. Masoquista, olhei o pequeníssimo resumo  e todos os meus receios se confirmaram. A dificuldade em marcar um golo mas sobretudo o regresso aos golos do costume. Golos previsíveis, a papel químico, golos que o adversário ensaia uma vez, duas vezes, até resultarem. E resultam porque a fragilidade do nosso jogo aéreo é uma evidência. Um livre, abola é lançada para o lado esquerdo da nossa defesa, o adversário ganha nas alturas, devolve a bola para o coração da área e aí não temos ninguém para nos salvar. Ventura fica ligado a mais um golo decisivo mas não é só ele. Houve mais gente que ficou nas covas. Ou então foi batida. E agora?! Como vamos resolver isto?! Não me interessa nada ter razão, prefiro mil vezes não a ter. E as declarações finais de Quim Machado são já a antecâmara do que nos espera. Pobre Belenenses, não tens sorte nenhuma. Vai ser um sufoco até ao final. E não sei...

Saudações azuis

sábado, janeiro 07, 2017

‘Quem não tem dinheiro, não tem vícios’!

Ter vícios é sempre mau porque um vício é uma dependência. Quem os tem deve tratar-se e hoje já existem tratamentos com algum sucesso. E vou dar o meu exemplo: - eu sou de certo modo um viciado do Belenenses, o meu humor depende das suas vitórias e em horas de euforia também me imagino o seu presidente! E aqui nem vou fazer distinções entre o Clube e a SAD uma vez que estamos a falar de vícios. No entanto sabendo das minhas limitações, domino-me, e limito a minha ligação ao clube à condição de adepto. E quando o vício aperta, uso esta página e escrevo qualquer coisa. Como agora. Neste caso o que me leva a desabafar é um sentimento de desilusão generalizado ao ver o Restelo convertido em centro de formação (mais um!) dos nossos rivais! Se o futebol já nos dá tristezas de sobra para quê alargar essa mágoa às modalidades?! Que sentido é que isso tem e que justificações é que vamos arranjar para prosseguirmos neste caminho?!

Quando me imagino presidente do Belenenses tenho sempre meios (dinheiro, conhecimentos e crédito) para levar a nau azul a bom porto. Sou um expert no negócio do futebol e não tenho nenhum projecto imobiliário para o Restelo! Sonho apenas arranjar uma equipa de futebol que encha aquelas bancadas desertas.
Mas a minha imaginação não pára. Preciso de uma equipa B para dar sequência à formação e quanto a esta, enquanto não estiverem reunidas as condições para segurarmos as nossas jovens promessas, o melhor é investirmos tudo nessas garantias.
Por falar em investimento, o único que interessa tem a ver com a nossa independência como clube de futebol profissional. Campos de treino e centro de estágio são a prioridade. Temos de nos equipar ao mesmo nível que os nossos rivais. E para isso faremos os sacrifícios que forem necessários. É nisso que temos que nos concentrar. O resto fica para depois.
Se eu fosse presidente do Belenenses era assim.


Saudações azuis