Crónica de abertura
Naturalmente que o Desportivo das Aves reagiu, mas foi o Belenenses que acabou por dar uma ajudinha que não estava no programa – Devic, mal colocado, em lugar de tomar a iniciativa do desarme, de tapar a entrada da grande área, não, deixou o adversário passar por sítio proibido (junto à linha de fundo) e aí qualquer contacto é penalty. E foi, foi cartão amarelo, e golo do empate. Não havia meia hora de jogo. Mas o estado de graça dos primeiros minutos já se tinha quebrado, voltámos aos lançamentos longos, sem hipóteses, voltámos a ser pouco esclarecidos.
Segundo tempo a substituição clássica, entrou Miguel Rosa para o meio campo e saiu um dos pontas de lança, Tiago Almeida. Meio campo onde havia Pelé, bom jogador mas sem apoio, recorrendo a iniciativas individuais, já não havia Celestino, lento e a perder bolas que não se podem perder, e também já não havia André Almeida. Com Miguel Rosa o Belenenses reapareceu dominador, mas foi sol de pouca dura. Esperei pela entrada de André Martins à semelhança do que acontecera no último jogo, esperei pela entrada de Luís Carlos, mas para a direita, esperei ver jogar Purovic sozinho lá frente, a fixar os dois centrais, a libertar os flancos para as entradas dos laterais, mas tive apenas a terminação, já não foi mau. Como disse antes, houve progressos e não perdemos. Mas precisamos de ganhar em nossa casa.
Receita do treinador de bancada - há que treinar:
Já disse quase tudo, mas há que treinar os rodopios defensivos para despachar a bola. Quer Barge quer André Pires têm que se habituar a solucionar o problema usando o pior pé. Luís Carlos também se sente pouco á vontade na esquerda. Há que treinar. Os dois jovens pontas de lança têm qualidades, já o afirmei, mas precisam de mais experiência, mais traquejo. Há que treinar a concentração e os reflexos. Quanto a Purovic espero que seja este o ano dos seus golos de cabeça. Há que treinar os cruzamentos.
Resultado final: Belenenses 1 – Desportivo das Aves 1
Saudações azuis





