quinta-feira, maio 03, 2018

A UEFA e os países do terceiro mundo!



Os milhões da UEFA são sempre bem-vindos quando quem os recebe é um país civilizado. Caso contrário, aqueles milhões mais não fazem do que aprofundar o fosso entre os vários clubes que disputam um mesmo campeonato. Nesta matéria, quando pensamos num país civilizado ocorre-nos a Inglaterra. E quando pensamos num país do terceiro mundo ocorre-nos Portugal.

Colocada a questão desta maneira o esforço civilizacional nem seria assim tão difícil! Bastava copiar o modelo que rege o futebol inglês e esperar pelos resultados. Acontece que o que parece simples às vezes é muito complicado, nomeadamente quando os respectivos indígenas gostam do sistema que têm, gostam das desigualdades, e já não conseguem viver sem batota e corrupção! Perante isto… batatas!

Mas há aqui um pequeno problema. Um problema aritmético para o qual convido os leitores a debruçarem-se: - pois se há apenas dois lugares disponíveis na Liga milionária e nós temos três eucaliptos qual vai ser a solução?! Mais batota e mais corrupção. Alguém tem dúvidas?!

Noutro registo e se houvesse verdadeira vontade para reformar o futebol português (a tal indústria) o normativo a implementar teria que se basear no seguinte princípio contabilístico: - nenhum clube pode viver de receitas extraordinárias… como se elas fossem ordinárias! E bastaria uma entidade realmente independente para fiscalizar este imperativo.
Mas, como disse, não cansem a cabeça, copiem o futebol inglês. Afinal foram eles que inventaram o futebol.


Saudações azuis


Nota das dívidas: - Estes perdões de dívidas com prefixo... (re)negociação, (re)escalonamento, (re)estruturação, etc., não podem deixar de nos preocupar. Eu bem sei que isto acontece em todos os clubes mas aqui o que conta é a dimensão da dívida. E para os contribuintes que vão pagando estes sucessivos perdões conta muito. É claro que esta minha nota nada tem a ver com os protestos sindicais do nacional benfiquismo. Estou a referir-me ao assunto em termos genéricos. E em termos genéricos esta brincadeira tem que acabar. 

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