segunda-feira, abril 11, 2016

O sprint final

Velasquez voltou ao normal, não inventou! Deu uma vista de olhos ao onze que propus e decidiu-se por Miguel Rosa em vez de Fábio Nunes. Era uma opção mas como se viu na primeira parte o Belenenses teve pouco jogo ofensivo. O meio campo errou inexplicávelmente alguns passes de transição e nesse aspecto viu-se que Bakic não estava nos seus dias. Mas Bakcic lesionou-se cedo no encontro. Era altura para decidir se apostávamos tudo no ataque ou se nos resguardávamos defensivamente! Velasquez preferiu resguardar-se e colocou Rúben Pinto a par de Aguilar. Menos mal. A outra hipótese seria aproveitar a boa onda de Tiago Silva. Ofensivamente não houve grande melhoria valendo então o bom desempenho defensivo, para além do labor de Aguilar a meio campo, a segurar bem a bola.

Na segunda parte com Miguel Rosa mais próximo de Juanto e André Sousa a derivar para a esquerda, a equipa tornou-se mais ameaçadora. Entretanto surge novo contratempo. Aguilar acusa o esforço e pede para ser substituído. Entra Ricardo Dias, e com isso o Belenenses ganhou músculo (e mais intensidade) passando a recuperar muitas bolas. Assim, com o domínio de meio campo e a subida de rendimento de Sturgeon, a vitória dos azuis chegou com naturalidade.
Não foi tarefa fácil, vê-se que há treino e dedo do treinador, até porque o Vitória de Setúbal precisava destes pontos para assegurar de vez a manutenção.

Numa análise mais fina, nota-se que há jogadores que estão a subir de rendimento e como tal devem ser aproveitados neste sprint final. O campeonato ainda não acabou. Globalmente gostei do desempenho defensivo, com a equipa muito compacta, muito solidária e onde é justo destacar a boa exibição de Gonçalo Brandão! Também gostei de Abel Aguilar a revelar classe, por vezes no limite do calafrio, mas tem que ser assim. Quem tiver medo de ter a bola não pode jogar no grande Belenenses. Outro capítulo: - André Sousa tem que jogar, e por duas razões importantes: - está sempre em jogo e por isso procura sempre a bola. Parece a pescadinha de rabo na boca mas não é. Com um bocadinho mais de intensidade e com menos tendência para se atirar para a relva, temos ali um grande organizador de jogo! E não se percebe porque é que não é ele a marcar as bolas paradas! Juanto, que jogou bem e marcou o golo, é que não revelou grande aptidão para tal. Pelo menos ontem. E mais duas referências individuais: - a excelente entrada de Ricardo Dias, tal como já tinha acontecido contra o Sporting; e a grande segunda parte de Sturgeon que desbaratou o flanco esquerdo da defesa sadina!

Não é meu costume falar do árbitro, mas Soares Dias durante grande parte do jogo não deixou o Belenenses jogar. Apitava a tudo, parecia basket.


Saudações azuis 

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