terça-feira, agosto 08, 2017

Sob o manto diáfano da fantasia…

A nudez forte da verdade! Foi a frase do Eça que me ocorreu depois de um jogo de aparências, em que dominámos as operações durante quase toda a primeira parte, em que não consentimos qualquer oportunidade ao Rio Ave, em que até podíamos ter marcado um golo e mesmo assim chegámos ao intervalo a perder por uma bola a zero! E usando a gramática do Vieira, pergunto: - que passou-se?!

É simples, falharam as investidas pelas alas, arma que levámos (juntamente com os três centrais) para surpreender o vila-condenses e estes, aos poucos, foram-se apossando da bola e do jogo. O golo é uma infelicidade completa mas encerra algumas lições: - um passe errado de Gonçalo Silva, segue-se uma falta desnecessária e infantil de Juanto, a barreira é pouco afirmativa e para cúmulo a bola sofre um desvio no corpo de Tomás e trai Muriel. Domingos tem razão quando diz, que foi o único lance de golo (!) do Rio Ave durante a primeira parte.

E veio o segundo tempo que revelou as forças e fraquezas do Belenenses actual: - sem bola, passámos demasiado tempo a correr atrás dela, ficámos demasiado tempo lá atrás, atrás da barreira que erguemos de cinco defesas, e que só se transfigurou em 3-5-2 nos últimos minutos do desafio. Nessa altura o jogo directo contra a ventania foi tarefa inglória e os defensores da casa agradeceram. Não havia mais nada a fazer.

Resumindo, a táctica e o empenho não chegam quando não se tem bola nem capacidade para a conquistar. Sobra talvez o empate e ainda assim é preciso uma ponta de felicidade. Desta vez não houve.

Resultado final: Rio Ave 1 – Belenenses 0


Saudações azuis

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