domingo, maio 15, 2016

Meia hora de saudade…

É difícil escrever sobre o Belenenses depois de se ter lido - ‘O meu amigo Matateu’! Uma descrição extraordinária sobre uma época e sobre um enorme jogador!

Mas a primeira meia hora contra o Estoril, medindo as distâncias e as circunstâncias, até que nem envergonha ninguém. Os jogadores correram, desmarcaram-se, jogaram para a frente e marcaram dois golos! Nessa meia hora o Estoril, que precisava de ganhar para manter aspirações europeias, apenas incomodou num cruzamento atrasado que Matheus cabeceou para Ricardo Ribeiro fazer uma grande defesa! E a minha crónica devia acabar por aqui, dar os parabéns ao grupo e ao treinador, pois cumpriram o objectivo (final) que formulei: - ficar na primeira metade da tabela!

Porém, não seria justo para quem me lê se não falasse na fase da asneira! Foram dez minutos incompreensíveis! Desatámos a jogar para trás, Ricardo Ribeiro passou a ser cada vez mais solicitado a jogar com os pés, e claro, asneira da grossa – uma tentativa de passe mais difícil, bola nos pés de Bonatini que isolado marcou como quis! E depois sucedeu o que normalmente sucede – uns crescem enquanto os outros minguam. Com um golo caído do céu o Estoril acreditou. E as asneiras sucederam-se: – Filipe Ferreira entra mal a um cruzamento e toca na bola com a mão! O árbitro, também contaminado pela asneira, marca penalty e mostra-lhe o cartão encarnado!

Penalty ainda se admite, até porque o Filipe Ferreira descontrola-se muito na área de rigor, mas cartão encarnado parece-me um exagero, uma vez que não havia nenhum estorilista próximo da bola e na iminência de marcar! Do mal, o menos, Ricardo Ribeiro defendeu a grande penalidade! E fomos para intervalo a ganhar por duas bolas a uma, mas com dez jogadores.
Na segunda parte a equipa recompôs-se, e foi segurando o jogo e o adversário, como pôde. Adversário que carregava na busca do empate e que viu a vida facilitada com as saídas forçadas de Aguilar e Bakic, um por cansaço, outro por lesão. Estavam a ser peças importantes na posse de bola e na retirada de iniciativa às pretensões canarinhas. Em boa verdade, Aguilar, foi quanto a mim e no cômputo geral o melhor jogador azul!

E houve um novo momento da asneira. Ricardo Dias que havia entrado há pouco tempo, toca duas vezes na bola, faz duas faltas e leva dois cartões amarelos! O Belenenses fica reduzido a nove jogadores e ainda havia algum tempo para jogar.
É um facto, Ricardo Dias tem que rever a sua forma impetuosa de jogar, seja com os braços quando disputa a bola de cabeça, seja nas outras formas de jogo perigoso. Mas o árbitro (eu diria os árbitros) também tem que rever o seu critério na apreciação destes lances. Até parece que Ricardo Dias é um jogador violento, e não é. Aliás nenhum dos dois lances me pareceu violento e a prova é que, ao contrário do que sucedeu na entrada por trás sobre Bakic, ninguém se magoou.

Com nove jogadores cerrámos os dentes, foi a vez de sofrer. Inclusivé sete minutos de compensação! Este último esforço valeu uma vitória importante mas que poderia ter sido alcançada de outra maneira.



Saudações azuis

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