sexta-feira, janeiro 12, 2018

VAR – omelete sem ovos!

É difícil fazer uma omeleta sem ovos, assim como é difícil arbitrar se não houver árbitros competentes. E o vídeo árbitro, porque depende da competência dos árbitros, torna-se assim num instrumento inútil e até prejudicial. E não vem ao caso a desculpa de que estamos no ano zero e há-que ter alguma tolerância em relação aos erros. Isso seria um bom argumento não fosse a constatação geral de que ao fim de dezassete jornadas o vídeo árbitro em lugar de melhorar as suas prestações, tem vindo a piorar.

Mas analisemos o assunto com mais detalhe. Finda a primeira volta do campeonato ficámos a saber que as intervenções do VAR corrigiram 28 decisões inicialmente tomadas pelos árbitros de campo. Parece muito e parece que afinal o VAR é um instrumento útil pois, pelo menos naquelas situações, terá garantido a verdade desportiva. Não sou tão optimista, nem vou por aí.

Não é uma questão de quantidade. O vídeo árbitro só se justifica se trouxer qualidade e confiança. Não existe para estar sempre a intervir e a interromper a partida. E muito menos existe para só intervir nos jogos entre pequenos. Onde não há pressão da opinião pública e publicada. Numa breve resenha e das 28 intervenções constatamos que só quatro ou cinco dizem respeito aos três grandes e só uma foi desfavorável aos seus interesses. Mas logo compensada, no mesmo jogo, por uma decisão favorável. Nos jogos entre eles o VAR nem se atreve a intervir. E como disse acima, à medida que o campeonato foi decorrendo e a contestação foi aumentando, o VAR hibernou e está cada vez mais silencioso!

Isto não é VAR, é medo. E falta de ovos.


Saudações azuis

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