domingo, agosto 01, 2010

Deu para ver

Ontem, estádio do Restelo com pouca gente, falhou a limpeza, as cadeiras estavam sujas, sujei os fundilhos das calças e o meu lenço azul e branco ficou cinzento, o speaker grita muito, a música também, mas gostei dos equipamentos, a Cruz de Cristo está de novo em cima do coração!

Sobre a equipa, vi um colectivo esforçado, mexido, aqui e ali com bons apontamentos, e todos reconhecemos que se trata de uma equipa de ex-juniores, jovens com futuro, a que se juntam três ou quatro jogadores mais experientes.

E foi um desses mais experientes, Devic, que logo no início, entregou a bola a um adversário (Anselmo, falei dele tantas vezes!) e assim sofremos o primeiro e único golo. Aliás, um golo à ponta de lança, com todos os condimentos que esses golos têm – azelhice do defesa, sorte no ressalto (em Arroz) e guarda-redes mal batido. Mas foi golo.

Para além do golo, Luís Carlos, vê-se, foi uma excelente aquisição, o defesa direito Duarte Machado é minorca, não sei se tem velocidade compatível, mas tem bom toque de bola e alguma lucidez a entregar. Digo isto porque o lado direito da nossa defesa foi diversas vezes ultrapassado durante o primeiro quarto de hora de jogo. Depois estabilizou com a ajuda de Barge.

Guarda-redes, vi três – Néné (baixote, sofreu o golo, mas não comprometeu); Assis (boa planta, uma saída em falso, talvez encadeado pelo sol) e o alemão Semler, que jogou na segunda parte (físico de alemão, pareceu-me calmo e não vislumbrei erros).

No meio campo Celestino ainda demora a pensar, marcou livres, alguns bem marcados. André Almeida não impressionou, e Freddy tem que soltar a bola mais depressa. A produção atacante durante o primeiro tempo, mau grado o esforço de Camará e algumas iniciativas de Luís Carlos ou Freddy, resumiu-se a um golo anulado por fora de jogo.

Na segunda parte, com equipamento todo branco, ocupámos melhor os espaços, a entrada de Tiago Almeida trouxe alguma força (e técnica!) não apenas ao ataque mas também ao meio campo, tal como a entrada de Azeez, um médio esperançoso que fala outra linguagem em termos de pensamento de jogo! E foi com a equipa mais junta, com os centrais mais subidos (Pelé e Paiva), que descemos mais vezes pelas laterais (Duarte Machado e Tiago Gomes) e levámos mais perigo à área do Nacional. Perigo relativo, é certo.

Por isso, nada de ilusões, ganha quem marca e para marcar é preciso ter goleadores. O problema é que há poucos e os poucos que existem são caros.
Mas havemos de descobrir (ou fabricar) qualquer coisa.
Resumindo e concluindo, um balanço positivo desta apresentação aos sócios.

Saudações azuis


Post- Scriptum: Fica para próximo postal um comentário à greve do Bingo.

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