domingo, agosto 08, 2010

Apesar do Hulk…

O Porto ganhou a Super Taça, Villas-Boas teve méritos tácticos, deixou o país de orelha murcha, e bem vistas as coisas até se deu ao luxo de jogar com dez! Esta é uma crónica que gosto de escrever, não é sobre o Belenenses mas podia ser, é sobre o remar contra a maré, como bem explicou o treinador do Porto logo após o jogo.
O tema é a história daqueles activos que se compram para valorizar e vender mais tarde por triliões… pensamos nós! Assim pensou Pinto da Costa mas desta vez enganou-se redondamente. E já perdeu um campeonato à conta disso, e nem à Liga dos Campeões conseguiu chegar! Disfarçou o assunto com as perseguições nos túneis, e se é verdade que os túneis destabilizaram o clube, não foi por falta de Hulk que o Porto se viu relegado para o terceiro lugar no campeonato. E ontem quem quis ver, viu. A equipa a carburar em pleno e um jogador desgarrado, armado em vedeta, a perder a bola infantilmente em sítios proibidos, esquecendo-se de ajudar o lateral do seu lado (Sapunaru) que ainda por cima não é grande espingarda, e nas acções atacantes, imprevisível, mas no pior sentido do termo! Às vezes acerta na melhor opção, a maioria das vezes nem tanto. E quanto a pontaria, já vi melhor.
É claro que o rapaz tem atributos, físicos sobretudo, arranque, finta em velocidade, e um remate poderoso com o pé esquerdo. Mas isto não faz dele um jogador imprescindível, muito pelo contrário, se fosse eu o treinador, servia para entrar nalguns jogos, e se as coisas lhe começassem a sair bem, continuava. Ao menor sinal de individualismo, retirava-o de campo. O problema é que o Hulk está convencido que é um crack! E como tal, quer ser ele a marcar todos os livres! Mas quantos golos de livre já marcou Hulk ao serviço do Porto?!
Pois é, Pinto da Costa alimenta a lenda de Hulk, o terrível, para ver se o vende bem no mercado, mas aquilo é mais pólvora seca que outra coisa. É possível que já no próximo jogo o Hulk me desminta e marque um golaço, depois de ultrapassar vinte adversários! Mas nem assim me convence. Ainda sei distinguir entre grandes jogadas e grandes jogadores. E prefiro os grandes jogadores.

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