domingo, janeiro 31, 2010

Os motores da equipa

Desculpem lá mas já me custa falar do Belenenses. Hoje vou escrever sobre futebol, sobre os problemas do meio campo ofensivo, e se alguma coisa aproveitar ao meu clube, tanto melhor. Não quero enveredar pelo negativismo, não quero opinar sobre aquilo que não sei, porque não conheço os bastidores nem os personagens que por lá se movimentam. Existe assim algum risco de errar, e o momento aconselha serenidade e bom senso.
Posto isto, e quando estamos à beira do fim das inscrições de Janeiro, vou falar-vos daqueles jogadores que fazem andar as equipas – os seus motores. E com isso alimentam o ataque, propiciam golos, ao mesmo tempo que criam muitas dificuldades às equipas adversárias.

Começo pelo jogo da Choupana onde o Porto ganhou com inesperada facilidade. É certo que houve um lance decisivo, penalty e expulsão que deixou o Nacional a perder e com menos um jogador. Também é certo que o penalty existiu, muito embora nos possamos questionar se em idênticas circunstâncias, mas na área portuense, o árbitro o teria assinalado!
Mas não foi isto que me interessou neste jogo. Prendi-me ao desempenho de Ruben Micael, um dos motores mais interessantes que tenho visto actuar! Inteligência de jogo, movimentação, técnica e certeza no passe, curto ou à distância, a melhor escolha no melhor momento, e ainda, terrivelmente perigoso perto da área adversária. E já sabemos que é um especialista nas bolas paradas. Em suma – um fenómeno! Impressiona ver como Ruben Micael vulgariza os restantes jogadores do Porto, quase todos! Alguns até parecem toscos!
Como já afirmei Ruben Micael chega tarde ao Porto tendo em vista as pretensões dos azuis e brancos à revalidação do título. Mas talvez chegue a tempo à selecção.

Outro motor que já conhecemos joga em Guimarães. Com alguns problemas extra futebol, Nuno Assis joga e faz jogar uma equipa. Foi ele, que mesmo na Luz e perante um Benfica fortíssimo (e cheio de soluções) conseguiu empurrar a sua equipa para a frente proporcionando algumas ocasiões de golo. E sem ocasiões de golo não se marcam golos.

E quem será o motor de Braga?!
Domingos Paciência não tem nenhum virtuoso do calibre dos dois já referidos. Por isso, para levar a água ao seu moinho, serve-se do talento de dois ou três, muito sincronizados, e que lançam rápidos contra ataques sobre a área adversária. E tem sobretudo um sistema defensivo quase inviolável – seis golos sofridos no total e apenas um golo sofrido em casa! E já vamos na 17ª jornada! É obra! Está aqui a explicação para o primeiro lugar.

Saudações azuis


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