quarta-feira, maio 10, 2006

Primeiro...a raiva

Tenho hesitado, estou à espera que a raiva surda que resiste dentro de mim, se desvaneça aos poucos. Vou lendo e ouvindo o que se diz por aí, o praguejar sentido, o desânimo espalhado, algumas desistências, espantosas subserviências, e o silêncio pesado.
Estou vivo, aqui no Belém Integral, estamos vivos. Prontos para o que der e vier.
Ao longo do percurso que já levamos, mais de um ano, sempre propusemos a rotura com o descaminho que o Belenenses vem seguindo.
É hora de manter a proposta.
Entretanto a Direcção pronunciou-se no Portal oficial do Clube. Um comunicado de pesar, que posso compreender.
O que não compreendo e por isso evito frequentar esse ‘espaço’ do Clube de Futebol “Os Belenenses”, é justamente a equiparação, ao menos formal, que ali se estabelece entre o futebol e as restantes modalidades que se praticam no Clube. Talvez seja um pormenor, mas espelha incapacidade e desnorte de quem está à frente do Belenenses. Que não percebe que não é aquela, a imagem do Belenenses. Os homens e as instituições distinguem-se nos pormenores. No resto são iguais.
Doravante, e para acabar de vez com as confusões patético-ecléticas, seria razoável separar o que deve estar separado: o futebol a abrir a página, as outras modalidades, englobadas, noutra página. Na página principal, a do futebol, ponham lá a fotografia do Matateu ou do Vicente, dois dos últimos jogadores que alinharam com a Cruz de Cristo ao peito, e que sentiam a camisola!
Ora aqui está uma primeira mudança, um primeiro ‘corte transversal’ a efectivar, como anuncia o comunicado.
Hoje impliquei com o ‘site’, amanhã falarei sobre o frenesim relativamente à contratação do treinador e dos jogadores. Para o fim da semana, direi o que penso em relação ao futuro desta Direcção.
Saudações azuis.

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