domingo, maio 21, 2017

Acabou o suplício…

Em Vila do Conde numa tarde de sol e vento cumpriu-se a derradeira jornada de uma época lamentável que só não foi pior porque ainda assim nos mantivemos na primeira Liga! Mas se o campeonato dura mais umas jornadas, não sei, não! Basta isto para se ter a ideia do estado em que o clube se encontra, sem rei nem roque, onde todos mandam ou julgam mandar, onde há quem se julgue melhor adepto do que o vizinho! Na verdade somos todos responsáveis pela situação a que o clube chegou, embora em níveis diferentes. E aqui tem que valer uma antiga regra democrática – quem mais protagonismo tem, ou tem tido, é mais responsável do quem está longe e apenas sofre pelo clube. É também por isso que vou resumir a minha crónica aos aspectos meramente desportivos sabendo no entanto que as vitórias só hão-de chegar quando remarmos todos na mesma direcção.

A partida com o Rio Ave foi uma cópia de outras em que existe uma ideia de jogo mas é impossível pô-la em prática com os executantes que temos. Outra razão, óbvia, resulta da descrença que se apodera da equipa face às derrotas sucessivas que vem sofrendo. Equipa que rende mais quando joga fora, não só porque é mais fácil defender do que atacar (outra verdade do campeonato) mas, custa-me a dizer, porque o Restelo se transformou em recinto de confronto e desunião.

Este jogo fica desde cedo marcado por um primeiro golo onde à passividade do nosso central Diniz Almeida se juntou a tradicional incapacidade de Ventura para adivinhar o lance e sair dos postes. Tudo junto, com a ajuda do vento, e de uma carga legal mas que seria assinalada se o Diniz fosse do Benfica, deu num golo que a maioria das equipas da primeira Liga não sofrem. A perder, a nossa tarefa complicou-se dada a dificuldade que temos em marcar golos. Mas lá fomos porfiando e na segunda parte conseguimos mesmo instalarmo-nos no meio campo adversário. Tínhamos o vento a favor e tínhamos o jovem Benny que entretanto entrou e dinamizou o meio campo. Mas o golo é que não aparecia. Domingos quis então ser mais ousado e retirou o trinco Persson que estava a dar conta do recado e fez entrar Yebda. O argelino começou a fazer os seus números habituais (e disparatados) de retenção de bola e não ganhámos nada com a troca. E, claro, levámos o dois a zero num contra ataque. Gil Dias, extremo vila-condense recém entrado e no seu estilo habitual, levou tudo à sua frente, incluindo Yebda, e marcou.
E pronto, está feita a história de mais uma derrota.

E uma vez que o campeonato está práticamente terminado resta-me destacar aqueles que em minha opinião merecem mais palmas:

No Belenenses destaco Joel Pereira, guarda – redes emprestado pelo MU, que saiu em Janeiro, mas cujo contributo, numa fase crucial do campeonato foi decisivo para a pontuação que hoje temos!

Nos outros o meu destaque vai para o Feirense, a melhor equipa face aos meios de que dispõe, e para o seu treinador Nuno Manta, o melhor da Liga!

O jogador mais esperançoso da Liga foi Podence. Deu uma Taça da Liga ao Moreirense e foi muito mal aproveitado no Sporting.




Saudações azuis

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