quinta-feira, fevereiro 25, 2016

O modelo

O Belenenses às vezes faz-me lembrar a TAP! Por um lado é preciso privatizá-la, colocá-la no mercado, ser competitiva, mas por outro queremos controlá-la, mandar nela, em suma, mandar no dinheiro dos outros, uma velha doença socialista. Mas há uma diferença importante e em prejuízo do Belenenses. Enquanto a TAP quer continuar a ser só companhia aérea o Belenenses insiste em dedicar-se a uma série de actividades/modalidades que ocupam tempo, espaço e recursos.

Noutra perspectiva, a relação entre o Clube e a SAD também não é brilhante! Lembra-me a conflitualidade latente entre o senhorio e o inquilino, em qualquer caso uma relação inapropriada para um clube de futebol onde é suposto (todos) vestirem a mesma camisola.
Nestes dois equívocos que em nada beneficiam o Belenenses reside a problemática que temos que resolver.

Para isso será preciso conciliar os interesses da indústria do futebol, que é um negócio e obedece às leis do mercado, com as expectativas dos adeptos que se movem por outras leis como a afectividade e a emoção. Não é fácil harmonizar os dois pontos de vista a não ser que se perceba que no fim das contas, e desde que o Belenenses ganhe mais vezes do que perca, todos ganham. Ganha o investidor e ganham os adeptos.

E já que estou em maré de recordações vou recuar aos anos da última vitória na Taça de Portugal! Foi contra o Benfica no tempo de Mário Rosa Freire. Nessa altura o campo de treinos era o estádio nacional e os equipamentos eram transportados num triciclo motorizado! Passaram quase trinta anos e a pergunta impõe-se: desde aí o que fizeram as variadíssimas direcções, a de Mário Rosa Freire inclusivé?! Onde é que investiram, onde é que gastaram o dinheiro?! Até havia Bingo a dar dinheiro a rodos!

A melhor resposta é andarmos para a frente e pormos de lado querelas inúteis.


Saudações azuis    

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