quarta-feira, fevereiro 17, 2016

A honra do árbitro!

Julio Velasquez é amigo dos árbitros, mas os árbitros não são amigos dele. Com ele o Belenenses comete poucas faltas, facilitando assim o trabalho das equipas de arbitragem. Não o faz apenas por desportivismo, fá-lo com a consciência de evitar golos de bola parada nas balizas de Ventura. Lances cada vez mais importantes no futebol actual. Para dar o exemplo das duas últimas jornadas, num derby lisboeta sempre fervente, o Belenenses cometeu metade das faltas do Benfica, 9 para 18 dos encarnados! E ainda faltam as duas não assinaladas ao Renato! Em Moreira de Cónegos, num campo encharcado pelo temporal, e com as duas equipas a precisarem de pontos, o Belenenses fez menos de um terço das faltas do Moreirense – 7 contra 23! Incluindo nas sete duas faltas inexistentes! O tal penalty forçadíssimo e outra ‘falta’ perto da nossa área cujo livre esteve na origem do segundo golo do Moreirense. Desta vez Velasquez explodiu, protestou bastante, e o árbitro deu-lhe ordem de expulsão. Ordem que o treinador acatou pacificamente. O relatório fala em ofensas à honra, à honra do árbitro, e por via disso os julgadores carregaram na pena. Dez dias de suspensão e multa também pesada. Dez dias que o impedem de se sentar no banco no próximo jogo. Jogo no Restelo contra o Arouca.
Mas voltando à honra dos árbitros, mil vezes manchada em cada jogo, bastando para tanto descodificar os lábios dos intervenientes, não me parece que Velasquez tenha ido mais longe do que outros nas mesmas circunstâncias. Pelo contrário. Bem sei que se expressou em castelhano e se formos por aí talvez o jovem árbitro, sem querer, tenha ligado os acontecimentos a Aljubarrota e os julgadores da federação, também sem querer, ao episódio da padeira Brites! Só se formos por aí.

Saudações azuis



Notas: 

1. Já revi o suposto penalty de vários ângulos e a única conclusão que retiro é a seguinte: estavam ambos a agarrar-se e quando se soltaram, o jogador do Moreirense desequilibrou-se e caiu. Caiu sozinho. Moral da história – Geraldes devia ter continuado a ampará-lo! A agarrá-lo! E não seria penalty.

2. Noutro registo é de realçar a coerência do treinador do Belenenses que após o jogo recusou fazer quaisquer comentários ao trabalho dos árbitros.

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