domingo, fevereiro 07, 2016

Calvário ou redenção!

Se tivesse durado só a primeira parte teríamos que admitir que dividimos o jogo com o Benfica! Basta ver a posse de bola. Ao fim ao cabo fomos para o intervalo a perder por uma bola a zero, um golo aos quarenta e um minutos que Ventura poderia ter evitado. É certo que houve alguma aflição com as temerárias mexidas do treinador – Rúben Pinto a central, Fábio Nunes a lateral esquerdo, Aguilar a jogar (de inicio) a trinco – aflição que aumentava (eu bem ouvi os ais!) com as saídas de bola em posse, algumas no limite! Vamos ter que nos habituar. É a única maneira de não a perdermos quando jogamos contra grandes equipas. A verdade é que a bancada serenou, Rúben Pinto aguentou Mitroglu (excepto naquele último lance), Abel Aguilar, embora jogando apenas num pequeno círculo, não cometeu erros e Fábio Nunes calou os desesperados invadindo com muito a propósito o último reduto encarnado!

Nessa primeira parte, o problema esteve no ataque, nomeadamente no trio mais ofensivo, Sturgeon, Juanto e Miguel Rosa, que nunca tiveram engenho e arte para esburacar a improvisada defesa do Benfica! E não se podem queixar de isolamento, pois tínhamos sempre muita gente projectada no ataque!

Velasquez mudou ao intervalo. Tirou Rúben Pinto por estar amarelado, e quis ser mais ofensivo. Mas não refrescou o meio campo cujos índices físicos estavam no limite. A equipa ameaçava partir-se e partiu-se mesmo com as arrancadas de Renato Sanches! E começaram a surgir os espaços… e os erros. Erros que esta linha avançada do Benfica não perdoa.

Nos primeiros dez minutos da segunda parte ainda houve hipóteses de empatar, mas acabámos por sofrer o segundo golo. Uma jogada irregular de Renato Sanches que agrediu Sturgeon deixando-o estatelado no relvado. Tivemos ainda possibilidades de reduzir para 1-2, mas não conseguimos concretizar. A partir do terceiro golo o Benfica, cheio de confiança, dominou o jogo a seu belo prazer e foi aproveitando todos os nossos erros. Carlos Martins já não corria, marcava Renato com os olhos, Abel Aguilar cada vez mais limitado no seu círculo, fazia jogo posicional, o único que continuava a correr e a alimentar o ataque era Bakic, em minha opinião o melhor entre os azuis.

Concluindo: - O caminho é este e Velasquez tinha que fazer este teste. Mas também tem que compreender que o Belenenses não é o Vila Real nem o Múrcia. As derrotas com o Benfica doem muito. Quanto à SAD, pese o esforço que fez no mercado de inverno, tem que concluir que falhou na construção do plantel, nomeadamente nos aspectos defensivos. Não há consolidação possível quando se sofrem tantos golos. E o Belenenses é um grande clube e que provoca sempre grande entusiasmo… se for competitivo.  O que eu quero dizer é que só vale a pena investir no Belenenses se for a sério.


Saudações azuis

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