quarta-feira, abril 02, 2008

Replay

Li e recomendo a leitura que Freitas Lobo faz hoje no jornal “A Bola” sobre as incidências técnico-tácticas do jogo que realizámos no Domingo. Trata-se de uma análise curiosa que tenta explicar as dificuldades que sentimos na segunda parte, especialmente para sairmos a jogar depois de recuperarmos a bola defensivamente. Segundo o conceituado comentador, essas dificuldades não se prendem só com este jogo, mas com uma pecha enraizada e que tem a ver com a demora ‘ a sair da zona escura’ por parte dos recuperadores azuis, que assim comprometem toda a transição ofensiva.
Mas há mais e aí entram as minhas crónicas – Jesus é um emérito treinador, ninguém melhor do que ele prepara as equipas durante a semana, e por isso consegue frequentemente surpreender o treinador adversário! O pior é quando este reage e se reage a propósito. Jesualdo percebeu ao fim de quarenta e cinco minutos que tinha que arranjar alguém para desbloquear a estratégia de Jesus, que sacrificou Roncatto para tapar Paulo Assunção, fonte do jogo atacante portista. E assim surgiu Meireles recuado para resolver o problema. A partir daí Jesus nunca mais se entendeu. É certo que lhe falta qualidade de passe a meio campo, é certo que o Porto acelerou começando a dar menos espaço, e tempo, quer a Ruben quer a Gabriel Gomez para se libertarem da bola, para retirarem a iniciativa ao adversário, mas por isso mesmo havia que reagir não enfraquecendo o núcleo central da equipa. Verdade que subimos no terreno, estabilizando um pouco o jogo, mas nas substituições teria sido preferível reforçar o meio campo esticando depois até ao fim (e doesse a quem doesse) o equilíbrio que ainda se mantinha.
Freitas Lobo não é treinador, não corre esses riscos, eu tão pouco, (já vi foi muitos jogos), e estes comentários (inofensivos) são comentários de bancada, mas que temos um problema com as segundas partes (leia-se ‘rigidez táctica’) isso não há dúvida que temos.
Saudações azuis.

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