terça-feira, abril 22, 2008

Presidente e treinador


Ainda falta algum tempo para ver a repetição do jogo na SportTV, tenho assim uns minutos para comentar o teor das controversas declarações de Jorge Jesus no final do desafio com o Vitória de Setúbal!
Em primeiro lugar a oportunidade, pouco feliz, sabendo-se que esta será a semana de todas as cabalas, de todos os golpes, advinhando-se uma última golpada no 'caso Meyong', cuja decisão está agendada para a próxima segunda-feira!
Em segundo lugar a questão do vencimento do treinador, uma falsa questão que esta Direcção terá abordado de uma maneira também pouco feliz. Digo, terá, porque não conheço os bastidores do assunto, mas não nos podemos esquecer que Jorge Jesus tem desempenhado várias funções, que correspondem em condições normais a vários ordenados, nomeadamente o de Director Desportivo, e nessa perspectiva não sei se o seu vencimento é caro ou barato. Pode questionar-se que independentemente de ser caro ou barato, o Belenenses não tem condições de suportar tal despesa e sendo assim haveria que tentar renegociar o respectivo valor. Ora é precisamente aqui que pode estar a chave do problema, a saber: estou convencido que Jorge Jesus seria (será) sensível a esse problema desde que não lhe tocassem no poder que desfruta na parte desportiva própriamente dita. E na qual tem tido sucesso indiscutível! Melhor seria (será) aproveitar esta questão para mobilizar ainda mais o treinador dando-lhe a importância (e confiança) que até à data tem merecido.
Noutro sentido e se a Direcção entende rever o conceito e as funções do treinador do Belenenses, deve deixar isso para melhor oportunidade, evitando dar qualquer motivo a especulações.
Por último, há quem desconfie de Jesus, sugerindo que este se oferece constantemente ao Benfica ou a qualquer clube que tenha um projecto desportivo mais aliciante! Bem, eu sou insuspeito nesta matéria, não há nada que me irrite mais do que subserviências aos três clubes do estado! Mas por isso mesmo quem contrata um treinador com cláusulas de rescisão que lhe permitem sair a custo zero para o mercado nacional, não se pode admirar de incutir essa mesma mentalidade nos seus eventuais empregados.
Em suma, o sucesso de qualquer clube assenta sempre numa grande simbiose (e cumplicidade) entre Presidente e Treinador. Querem exemplos?!
Saudações azuis.
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Post Scriptum: E a talhe de foice vem a utilização de Amorim no jogo contra o Benfica! Convenhamos que o timing (por certo escolhido pelo Benfica) para anunciar a transferência não terá sido o melhor para proteger o jogador!

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