terça-feira, junho 23, 2015

Emprestados (Parte dois)

No último postal não houve tempo para propor uma alternativa à má solução adoptada pela Liga. Faço-o agora.

Ora bem se a Liga estivesse realmente preocupada com a verdade desportiva, e como lhe compete, em aumentar a competitividade do campeonato português, teria começado por reduzir os direitos de propriedade dos clubes acabando assim com o sistema feudal em vigor! Feudal no sentido de que tudo o que nasce e cresce no Condado, se por acaso tem algum valor, é propriedade de três senhores feudais!

Muito concretamente teria que estabelecer um tecto de inscrições e por essa via limitava drasticamente o número de jogadores profissionais na propriedade de cada clube. Não arrisco o número mas deveria chegar para as necessidades da equipa principal uma vez que a equipa B, a existir, deveria incluir alguns jogadores da formação ainda sem contrato profissional.
Mas a Liga não foi por aqui. E não foi por aqui porque está ao serviço do regime feudal.

E pergunta-se: - para além das equipas B, que abastardam completamente a segunda Liga, para além do número de jogadores que podem emprestar e rodar no primeiro escalão, três por clube, teoricamente quarenta jogadores por cada um dos eucaliptos, o que é preciso mais para transformar o futebol português numa fraude?!

Acham bem um sistema que levou a esta realidade?! Em que três clubes são práticamente os donos de todos os bons jogadores e os restantes quinze meros satélites?! Sem hipóteses de rentabilizar no mercado exterior os seus formandos?!
Acham mesmo bem?!

Saudações azuis



Nota: Para a próxima falarei sobre Dálcio e a hipótese de ficar no Restelo mais uma época sendo já jogador do Benfica! Uma hipótese que repudio e que a ir para a frente continuará a ferir a alma belenense. E a adiar a retoma azul. 

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