terça-feira, setembro 20, 2005

Surpresas de um navegador solitário

Solitário e inexperiente. Navegava eu em mar chão, sem pensar na vida ou nas preocupações que um belenense normalmente transporta, quando resolvi aportar a um cais conhecido – o “belenenses sempre”. Desembarquei numa importante descrição sobre a saga da recuperação do Estádio do Restelo, com todas as suas elucidativas peripécias, e resolvi fazer um comentário, e lembro-me que na altura, o postal ainda não tinha qualquer comentário. Fui sucinto e referi apenas a oportunidade de tal divulgação! Recuperei o rumo e segui viagem.
Dormi descansado e só no dia seguinte me dei conta dos tremendos perigos que corri porque, mal me afastei, rebentou de imediato uma autêntica batalha campal (ou naval), com flechas e tinteiros a sobrevoar a terra de ninguém, onde por sorte, eu já não estava!
Recolhido em porto seguro, não quis acreditar que o meu singelo comentário pudesse ter dado origem a tamanho desacato, e questionei o meu companheiro de viagens, sobre as razões da tempestade?!
SPM, marinheiro mais experimentado, lá me explicou que aqueles comentários vinham de trás, que aquilo não era nada comigo, eram transcrições, acertos de contas, e que eu tinha que me habituar a reconhecer o traço contínuo e o tracejado, etc., etc.
Ora bem, recém-chegado à blogosfera, mal sabendo ainda mexer em todas as teclas e botões, não quero impor as minhas regras a ninguém. Mas tem que haver uma regra mínima e, passe a tentativa de ironia com que iniciei o texto, creio que a regra mínima a respeitar será decerto tomar como base de comentário, o assunto do “postal”.
Parece-me elementar.

Nota: Luís Lacerda também chamou a atenção para o facto.

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