terça-feira, março 26, 2019

Desfazendo equívocos


Quando os papagaios (agora são advogados!) repetem que temos de ajuizar a intrusão informática na conta de outrem como se da nossa se tratasse, estão obviamente a tentar confundir a opinião pública! Em primeiro lugar as contas que apetece violar, invadir, revelar, correndo o risco da ilicitude, são poucas e têm a particularidade de serem suspeitas. Suspeitas de falta de transparência e estou a ser suave na adjectivação.

No caso concreto dos 'fundos de jogadores' que a partir de certa altura invadiram o futebol qualquer mentecapto percebe que a transparência diminuiu e que em sentido inverso aumentaram os riscos sobre a integridade das competições. E tanto assim é (ou foi) que a FIFA limitou a respectiva actividade.

Acresce que a vontade de confirmar suspeitas (e suspeitos) de ilícitos criminais aumenta muito quando se conjugam alguns factores, a saber: - a inércia das autoridades na investigação de práticas suspeitas; a dificuldade legal em fazer a prova; e o histórico da justiça em termos de condenações! E se há país onde estes três itens coincidem, esse país é Portugal. Ou seja, a impunidade é sempre um convite à justiça por conta própria. Ninguém aprova e eu também não aprovo. Mas no limite, quem não compreende?!

Compreendem-se assim as objecções de Rui Pinto sobre a justiça portuguesa, como se compreende que o seu advogado tenha dito, face à inexplicável medida de prisão preventiva aplicada ao seu cliente que, e estou a citar - 'o Rui Pinto está a incomodar muita gente'.

Uma coisa é certa este processo que levou à detenção e extradição de Rui Pinto parece ter sofrido uma vertiginosa aceleração após ter sido noticiado que o site de um escritório de advogados em Lisboa havia sido pirateado! Mais uma suspeita infundada?! E as suspeitas continuam.

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