Em
minha perdição se conjuraram...
Vamos
começar pelo fim, vamos começar pelo VAR! E uma vez que há tanta
gente a dar palpites sobre a melhor utilização daquele instrumento,
aqui vai a minha opinião: - o VAR tem dois grandes problemas e ambos
distorcem a realidade.
O
primeiro é a análise das jogadas em 'câmara lenta' que nos levam
para uma perigosa decomposição das imagens onde sem querer passamos
para o mundo virtual. O segundo é o tempo de análise das repetições
que tem que ser obviamente limitado sob pena de amanhã o árbitro
precisar de uma cadeira para se sentar em frente ao visor de campo! E
mais um par de óculos!
Assim
a sugestão que lanço é a seguinte: - o árbitro, quando alertado
pelo VAR para um lance passível de outro julgamento, teria direito a
rever o lance (no máximo três repetições) e em velocidade normal.
Depois decidiria. De outra forma, estamos a matar o futebol.
O
que se passou com a análise do segundo penalty, aquele que deu a
vitória ao Porto, não pode voltar a acontecer. Xistra esteve mais
de um minuto a rever o lance e isso não tem nada a ver com a verdade
desportiva. Porque se é este o caminho então o melhor é fazermos
uma análise à posteriori do jogo todo (até ao último frame) e
estabelecer depois o resultado da partida. Não é isso que queremos,
pois não ?!
Sobre
o jogo real o Belenenses bateu-se muito bem contra o Porto e não
fora o erro de Dálcio e a infeliz actuação de Licá (completamente
ausente do jogo) e estou convencido que o resultado seria outro.
Fomos uma equipa homogénea, que dividiu sempre o jogo, e teve tantas
oportunidades como o actual campeão nacional.
Desta
vez gostei do defesa esquerdo Zacarya, Lucca foi pendular, e Fredy
embora tenha jogado bem falta-lhe às vezes algum discernimento nas
decisões que toma. Como foi o caso do último lance do desafio em
que quis rematar em vez de passar a bola. Keita é avançado de
categoria.
Saudações
azuis
Adenda: Depois de ouvir Duarte Gomes justificar a marcação dos dois penalties, 'diferentes mas formalmente iguais', não pude deixar de sorrir... Assim há justificação para tudo! Isto depois de no início da época os árbitros terem sido alertados para só marcarem grandes penalidades indiscutíveis. E para provar que o primeiro foi indiscutível e que o segundo não foi, basta comparar o tempo que Xistra levou a visionar o primeiro lance (poucos segundos) com o tempo que levou a visionar o segundo ( uma eternidade)! E vai uma aposta em que se o Porto estivesse a ganhar Xistra manteria o seu julgamento inicial?!
É por estas e por outras que, por mais tecnologias que inventem, em Portugal ganham sempre os mesmos. Porque têm que ganhar.
Adenda: Depois de ouvir Duarte Gomes justificar a marcação dos dois penalties, 'diferentes mas formalmente iguais', não pude deixar de sorrir... Assim há justificação para tudo! Isto depois de no início da época os árbitros terem sido alertados para só marcarem grandes penalidades indiscutíveis. E para provar que o primeiro foi indiscutível e que o segundo não foi, basta comparar o tempo que Xistra levou a visionar o primeiro lance (poucos segundos) com o tempo que levou a visionar o segundo ( uma eternidade)! E vai uma aposta em que se o Porto estivesse a ganhar Xistra manteria o seu julgamento inicial?!
É por estas e por outras que, por mais tecnologias que inventem, em Portugal ganham sempre os mesmos. Porque têm que ganhar.
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