quarta-feira, dezembro 28, 2016

O ‘fair play’ no futebol português!

Os altos responsáveis pelo futebol português, federação e afins, têm o peito curvado de medalhas! No pescoço não cabem mais colares por serviços prestados à pátria. Então agora que conseguiram um título europeu, igualzinho ao da Grécia, subiram ao Olimpo, tornaram-se deuses! E não olham para as pequenas coisas do dia-a-dia, como por exemplo para a farsa que é o futebol nacional! Estou a falar do futebol profissional, obviamente. Estou a falar do fair play e do seu contrário que é a batota! E a batota podia ser combatida se houvesse a coragem para mudar o que está mal, para mudar o que é vergonhoso.

Por exemplo, como é possível que existam três clubes que têm sempre dinheiro para comprar todos os jogadores promissores do nosso futebol, a maior parte para serem depois emprestados, quando esses mesmos clubes devem somas astronómicas aos bancos, bancos públicos ou semipúblicos, dívidas que o mais certo é serem os contribuintes a pagar?! Sim, como é possível que a federação portuguesa de futebol não intervenha em nome do fair play, já não digo desportivo, porque isso parece não lhe interessar, mas ao menos financeiro! Seguindo aliás as directivas da UEFA!

Havia uma maneira de acabar com este regabofe ou pelo menos de reduzir os seus nefastos efeitos. Bastava querer. Já o sugeri - bastava uma norma que limitasse o número de jogadores que cada clube, em cada época, podia inscrever como sua propriedade. Era simples. Mas depois era preciso fiscalizar as fraudes e os truques que inevitávelmente surgiriam.
É claro que assim os outros clubes, os chamados pequenos, estariam mais protegidos, e talvez fosse possível aumentar a competitividade* do nosso futebol! Mas se calhar é isso que os altos responsáveis não querem.

Saudações azuis


*Competitividade para lutar pelos lugares cimeiros e não a actual onde quase todos lutam para não descer. 

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