segunda-feira, março 02, 2015

Temos que aprender a jogar em casa

Perder é sempre possível, é um dos resultados do futebol e contra isso não há nada a fazer. Já me faz mais confusão perdermos tantos pontos em casa! Há-de haver qualquer coisa que está errada. Quanto a mim continuamos a entrar a medo, sem extremos, pois quer Miguel Rosa quer Camará nunca procuram a linha de fundo, unica forma de criar dificuldades às equipas que vêm ao Restelo para defender. Miguel Rosa puxa a bola para o meio e remata, às vezes despropositadamente. Camará não tem capacidade de drible para jogar na ala. Em contrapartida é um jogador que pode fazer golos, se for bem servido.
Portanto e por conseguinte não aproveitamos o factor casa logo de início, deixamos o adversário respirar, ganhar confiança, e se acontece um golo, corremos então atrás do prejuizo! É claro que podemos sempre colocar a seguinte pergunta: - mas existe algum extremo capaz de romper?! Existe sim senhor, chama-se Fábio Nunes mas normalmente fica no banco! Dálcio também é um extremo, e Lito fê-lo entrar mas nessa altura já o Paços ganhava, já estava confortável no jogo. Além de que Dálcio ainda não tem a intensidade de jogo que o Belenenses necessita para virar resultados. 
Resumindo, temos que aprender a jogar em casa contra adversários da nossa igualha. Temos que jogar as nossas armas logo de início. Temos que jogar com extremos, ou seja, com jogadores que procuram a linha de fundo para cruzar. 

Também podemos perder, mas é diferente.

Saudações azuis


Post Scriptum:

Revendo a partida confirmei aquilo que escrevi acima, ou seja, foi na segunda parte que criámos as jogadas mais perigosas, nomeadamente quando Dálcio jogou declaradamente no flanco esquerdo. Pena que tenha finalizado mal - centrou muito por alto de uma das vezes e rematou muito por alto na outra.
Outra conclusão que retirei foi a seguinte: - Nos jogos em casa Miguel Rosa tem que jogar mais perto da área, não se percebendo a insistência nas alas! isso admite-se na condição de visitante e no tempo em que tínhamos menos soluções na equipa. Quero com isto dizer que a entrada de Pelé justificava a permanência de Carlos Martins e que a sacrificar alguém seria o esgotado Sturgeon. Assim, o assalto final seria protagonizado por dois pontas de lança (Rui Fonte e Miguel Rosa) e um extremo esquerdo colado à linha - Dálcio. Na ala direita passariam os que tinham que passar.
É a minha opinião.    

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