segunda-feira, abril 06, 2009

Catilinária

“Até quando abusarás tu (Delgado) da nossa paciência…”!
Assim se expressava Cícero testando os seus limites e eu estou na mesma. Poderia seguir por outro caminho, tentar dizer bem de alguma coisa, rebuscar qualquer ideia construtiva… mas logo desisto, não seria entendido, a começar por mim próprio!
Vamos então a isto:

O jornal “A Bola”, que recebo gentilmente todas as segundas-feiras, é a imagem do país e nesse aspecto não tem culpa nenhuma de ser reflexo em vez de reflectir! E não tem culpa nenhuma porque os seus autores se consideram inimputáveis e gostam de o ser! Dizem eles que seguem as audiências, são incuráveis portanto.
É assim que dizer mal do jornal ou dos seus directores é um acto gratuito sem consequências, um mero desabafo de consciência, tal qual o tribuno romano.
Tomemos como exemplo o aplauso de Delgado ao juiz Costa da Liga (há Costas por todo o lado!) pelo jogo de castigo imposto ao Lizandro Lopez.
‘Piscineros’ é o título do aplauso, e a partir daqui está lançada nova confusão no futebol português. É disto que ele vive, o futebol e os jornais que temos. Para além do precedente perigoso seria útil deixar uma pergunta no ar – se o ‘polémico’ lance tivesse ocorrido num jogo, ainda que televisionado, mas em que não houvesse ‘prejuizo’ para os clubes da segunda circular, alguém acredita que aconteceria alguma coisa?! Nem processo, quanto mais condenação.
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Encerrando este assunto e por uma questão de coerência, nunca é de mais repetir: - existem determinados lances que não podem ser analisados (e valorizados) em câmara lenta porque as imagens assim obtidas, ou não captam, ou distorcem os efeitos dos pequenos impactos, decisivos para desequilibrar um jogador lançado em velocidade. Nestes casos só a visão directa e a velocidade real servem para ajuizar da legalidade do contacto. No caso em apreço o árbitro estava defronte para o lance. Mais tarde disse que se enganou... convencido pelos 'olhos' da câmara lenta!!! Outro precedente perigosíssimo!
Nunca me esqueço do lance que envolveu Porta, derrubado por Reyes (com um pequeno encosto) no momento em que se preparava para rematar. Eu vi uma grande penalidade clara. A televisão pública pôs a câmara lenta e disse que não era nada.
E o juiz Costa nem sequer sabe quem é o Porta!

Saudações azuis

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