quinta-feira, junho 01, 2006

Mais vale tarde...

Afinal a Direcção resolveu viabilizar uma Assembléia-Geral Extraordinária para prestar esclarecimentos aos sócios. Melhor assim.
Não vou remexer mais no assunto, já expliquei largamente qual o meu ponto de vista, e, portanto só me resta aguardar pacientemente pela data, hora e local do evento. E pela oportunidade de ser esclarecido.
Entretanto fica aberto o debate sobre o denominado “Plano de Intervenção”.
Sobre este assunto, gostava que o citado documento estabelecesse com clareza, logo no seu preâmbulo, um conjunto de princípios sem os quais qualquer “intervenção pontual” estará condenada ao fracasso. Mais um.
Explico:
O Belenenses é um clube de futebol e deve recentrar-se em torno dessa modalidade fundacional. Sem futebol o Belenenses não existe, morre.
As restantes modalidades e actividades nasceram à sombra da grandeza do futebol e por isso devem conformar-se com esse estatuto.
Como imediato corolário do que se reafirma, e atendendo à crise ininterrupta que assola o Clube, todos os recursos disponíveis terão de ser canalizados para salvar o futebol, ou seja, para salvar o Clube. E sabemos que mesmo assim não chegarão, teremos que os ‘inventar’!
E quando se diz, salvar o futebol do Belenenses, quer isto significar devolver-lhe o estatuto de grande clube do futebol português, grandeza que se mede na única maneira conhecida: com resultados desportivos.
Já não há lugar para as habituais meias medidas, para agradar a todos! Precisamos de um corte mais do que transversal, radical. Mas não no futebol, porque aí vai ser preciso investir e muito.
Desde logo na formação, com o objectivo primário de dentro de dois anos estarmos a disputar as fases finais de iniciados, juvenis e juniores. Sem reticências.
O facto de podermos hoje exibir alguns jogadores oriundos das nossas camadas jovens é sem dúvida interessante, mas não é disso que se trata.
Há quanto tempo não disputamos com regularidade as fases finais dos campeonatos das camadas jovens? A questão é esta.
O outro objectivo imediato será naturalmente construir uma equipa sénior competitiva, que lute sistematicamente pelos primeiros lugares do campeonato.
Atravessamos um momento delicado em termos de sabermos se descemos ou não de Divisão! Um momento difícil e triste, independentemente da solução que venha a encontrar-se para resolver o caso “Mateus”! Neste sentido teremos de unir esforços e esperar que se faça justiça.
Em matéria de grandes princípios orientadores, aproveito esta oportunidade para propor a filosofia que doravante deve vigorar em relação às modalidades ditas ‘profissionalizantes’:
O Belenenses autoriza e faculta o uso da sua camisola e insígnias, nas seguintes condições cumulativas:
- Não prejudicar a prática e desenvolvimento do futebol;
- Independência financeira;
- Discutir o primeiro lugar nos campeonatos em que estejam envolvidas;

Um último grande princípio de intervenção, indispensável no país em que vivemos:
O Belenenses tem que ter voz própria, e incómoda, porque não estamos no poder há muito tempo, tempo demais, e queremos lá estar, porque todos sabemos como funciona o futebol português!
Para a comunicação social valem os mesmos motivos e razões.
Assim termino, na expectativa de ter acertado em cheio nos princípios que irão orientar o Belenenses no futuro, pondo fim à crise perpétua em que vivemos.
Saudações azuis.

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