quarta-feira, julho 11, 2018

O senhorio do Restelo!



Mostrou as taças, mas continua a fazer confusão, eu explico outra vez, o Belenenses ganhou quatro campeonatos e ponto final. Se são nacionais ou de Portugal é uma questão de vocabulário ou ideológica. E sempre que fizermos aquela confusão/distinção estamos a apoucar os nossos campeões. E para que não confunda o Belenenses com o Restelo nenhum destes campeonatos foi ganho no Restelo. No Restelo ainda não ganhámos nada. Porque as três taças de Portugal que também conquistámos duas delas foram ganhas no Jamor. Felizmente presenciei as duas últimas. A primeira contra o Guimarães não sei efectivamente onde se disputou.

Perdi-me entretanto mas a conferência prosseguiu, Taira foi apresentado como director desportivo, e admito que a partir de agora a guerra comunicacional seja diária com apresentações sucessivas dos grandes craques distritais tentando empalidecer as aquisições (e as notícias) da equipa profissional. Haja paciência.

Se ao menos houvesse uma ponta por onde se pegue! Mas não há. Não fui eu que inventei as SAD, quem as inventou foram os Clubes e inventaram-nas por alguma razão. A razão principal era captar investimento para uma modalidade cada vez mais dispendiosa e que não se compadecia com as receitas tradicionais – quotas e rifas. Vir agora dizer mal dos investidores e do dinheiro cheira-me a oportunismo. Então os investidores metiam dinheiro nos clubes e não eram eles que mandavam?! Onde é que já se viu isto?! Bem, em Portugal e nos clubes do estado vê-se de tudo! Outra questão levantada foi a lei das SAD, que está mal e tem que mudar?! Admito que sim. Mas antes de se mudar há que respeitá-la. E para mudar a lei os clubes também têm que mudar.

O futebol profissional e a indústria do futebol só fazem sentido se for a sério. A Inglaterra é um bom exemplo. Foram eles que inventaram o futebol e a cada momento conseguem reinventá-lo sem que ele perca adeptos e clubes. Mas sem confusões nem saudosismos. Não há cá ecletismos nem assembleias gerais onde duzentos sócios possam decidir (por todos) o destino de uma equipa profissional de futebol. Isso só existe em Portugal. E a lei que o permite é que tem que ser alterada.

Enfim, o bom senso foi de férias. Esperemos que regresse depressa.

Saudações azuis

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