quinta-feira, julho 19, 2018

O Clube, a SAD... e o busílis do problema!


As relações entre clubes e respectivas SAD é assunto que está na ordem do dia e a tónica geral, no que ao futebol português diz respeito, é a seguinte: - os clubes que perdem a maioria nas SAD queixam-se da lei, argumentando que não defende suficientemente os clubes, queixando-se ao mesmo tempo dos investidores dizendo que não respeitam os clubes e que só se preocupam em rentabilizar o investimento realizado. Basicamente é isto.

Não vou dar para este peditório por várias razões e mais uma: – já conheço a mentalidade vigente, gostam do mercado mas preferem o proteccionismo, gostam do capital mas não gostam dos capitalistas, e sendo assim entramos na quadratura do circulo e não há lei que nos valha. Aliás o problema sempre esteve latente mas fomos fingindo que não existia. Algumas SAD entretanto faliram arrastando consigo os respectivos clubes, os investidores ficaram com má fama, mas como eram clubes 'pequenos', não interessavam. Porque em Portugal só os três clubes grandes é que interessam. E aqui parecia não haver qualquer problema. E parecia porque era o próprio estado (o contribuinte) que fazia de investidor! Com o fecho da torneira bancária, com a falência de algumas empresas públicas e com o escândalo das imparidades o problema ameaça agora os 'clubes do estado'. Daí que o tema das relações Clube versus SAD esteja a ocupar a agenda dos candidatos às próximas eleições leoninas!

E podemos ouvir preciosidades deste género: - 'os investidores nas SAD, quando o clube é aí maioritário, fazem-no por amor'! Quem assim se exprime devia estar a pensar outra vez no Estado e nos contribuintes!

Conclusão: - Não será pois por causa do Belenenses que a lei se há-de alterar. Isso só acontecerá ou por falência geral do sistema ou para acudir a algum dos clubes do estado. Ou seja, por amor!

Saudações azuis


Nota básica: Começou a contagem decrescente para esta Direcção ceder no que tiver que ceder para que a equipa de futebol regresse o quanto antes ao Restelo. Manter as condições de 2012 parece-me um bom ponto de partida. A outra alternativa é demitir-se dando lugar a quem tenha outra perspectiva das relações entre clube e SAD. Na outra perspectiva cabe à Direcção criar as condições o mais favoráveis possíveis para que a equipa de futebol obtenha os resultados desportivos que os adeptos desejam. No actual quadro normativo é este em meu entender o papel da Direcção. Noutro contexto logo se verá. Refundações e outras quimeras, não obrigado. Modalidades?! Enquanto não houver futebol de alto nível, não são prioridade. Gestão de propriedades, rendas, etc?! Isso é lateral. O futebol tem que ser o centro das nossas preocupações. É a única coisa que verdadeiramente interessa aos sócios e adeptos do Belenenses. Aos 'sócios do Restelo', isso é outra história.

Post Scriptum: E para quem ainda acredite na possibilidade de aventuras distritais recomendo a leitura de um excelente artigo de José Neves com o título - "Um caminho de esperança para o Belenenses: Resposta a Carlos Pereira Martins". Record on line.  

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