terça-feira, abril 25, 2017

Assim vai o futebol indígena…

Neste dia em que não sabemos bem o que celebrar será talvez indicado fazer o ponto da situação sobre o futebol indígena. Até porque estamos perto do fim do campeonato, uma prova que como vem sendo habitual se joga mais fora das quatro linhas do que dentro. Vamos lá então:

Dos três candidatos o Benfica não terá grandes dificuldades em ser novamente campeão. Tem um bom treinador, tem os melhores avançados e tem a melhor ‘estrutura’, expressão que descodificada quer dizer que é ele quem mais ordena! Ao longo das minhas crónicas já dei vários exemplos sobre este poder mas podemos sempre acrescentar outros, como a impunidade do flagrante delito no caso de Samaris. Talvez seja castigado no fim do campeonato.

Mas o Benfica também tem sido ajudado pelos seus adversários directos. Na última jornada só faltou estenderem a passadeira! Mas vejamos o que aconteceu e ficam já apresentados Porto e Sporting.

O Porto tem um psicólogo no lugar do treinador, psicólogo que a cada jogo decisivo dá uma parte de avanço, e a atrapalhação é tanta que não me admira, que no fim, venha ele próprio a precisar de um verdadeiro psicólogo!

O Sporting apesar de ter falhado quase todas as contratações para esta época teve este fim-de-semana uma oportunidade de ouro para se aproximar do topo da tabela. Mas falhou. E falhou porque Jorge Jesus deixou no banco o ás de trunfo – Podence! Na minha opinião o jogador mais entusiasmante deste campeonato e com a vantagem de já ter despachado o Benfica na Taça da Liga! O miúdo só entrou a dez minutos do fim, altura em que o Benfica já só pensava em defender, mas mesmo assim ainda arrancou um cartão amarelo ao Luizão. Jesus teve medo e apostou na defesa. Um erro quando se defronta uma equipa que tem no ataque o seu ponto forte.

Vistos os candidatos vejamos o que acontece com os outros:

Como bem constatou Domingos Paciência, os campeonatos em Portugal são um atentado à inteligência e ao desportivismo. Na verdade, espalhados pelas duas Ligas profissionais, jogam mais de trezentos jogadores vinculados aos chamados três grandes! São naturalmente os melhores, e esta situação subverte completamente a verdade desportiva. Por outro lado impossibilita a ascensão de qualquer outro clube! Ou seja, quem é pequeno tem que continuar a ser pequeno e quem é grande tem que continuar a ser grande! E estamos a falar de futebol. Imaginem o resto.

E volto ao princípio da crónica: - é isto, é esta desigualdade, que vamos celebrar no 25 de Abril?!


Saudações azuis

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