quinta-feira, junho 23, 2016

Selecção, Europeu e Belenenses!

Não sou um patriota da selecção, acho isso uma coisa ridícula, e também não sou um consumidor compulsivo do futebol que se pratica nos jornais e nos comentários da televisão. Tão pouco sofro de ronaldite aguda ou sanchite precoce. Se sofresse destas e doutras maleitas, tratava-me, de preferência num centro de recuperação de drogas.

Dito isto estou em condições de escrever algumas linhas sobre a participação portuguesa no Europeu de futebol. E começo com calma: - nem oito nem oitenta! Não temos sido inferiores a ninguém e pelo que vi nos restantes grupos, temos as nossas possibilidades. Podemos inclusivé fazer um brilharete! Assim sejamos capazes de ultrapassar dois traumas – a omnipresença de Ronaldo dentro de campo e o jogo passivo do nosso meio campo. O primeiro trauma pode começar a resolver-se entregando a marcação dos livres a outros jogadores; para resolver o segundo trauma, que é a tendência para o jogo passivo, basta pôr em campo o energético Renato Sanches para que se criem os espaços que sem ele não existem. E todo eu me revolvo quando digo isto, uma vez que Renato representa tudo aquilo que detesto – o nacional benfiquismo que sofremos.

Passemos ao Belenenses e ao seu defeso. Gosto da maneira discreta como se tem trabalhado no reforço da equipa e aplaudo a aposta no mercado jugoslavo onde existem jogadores de qualidade e de fácil adaptação ao futebol português. Quer o Benfica quer o Porto quando ali apostaram saíram-se bem. Além do mais é uma maneira de abandonarmos dependências internas que só nos inferiorizam.
Fala-se agora na troca de jogadores com o Sporting e vou ter que confiar nas capacidades negociais do nosso corpo técnico. Sem conhecer os bastidores não tenho alternativa. Mas que ainda faltam um central (destro) e dois médios (um trinco e um armador de jogo), disso não tenho dúvidas. Aguardemos.


Saudações azuis

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