segunda-feira, fevereiro 16, 2015

Crónica azul

Sem querer apropriar-me do nome de um ilustre blogue, que nos traz (incansávelmente) as notícias do nosso Belenenses, não tive outro remédio senão escolher este título face ao esverdeado profundo de todas as crónicas que se referem ao jogo entre dois velhos rivais - Belenenses e Sporting!

Empatámos, podíamos ter ganho e foi pena. Talvez merecêssemos a vitória depois daquele esplendor táctico e colectivo que exibimos durante quase todo o encontro, e que apenas teve a maculá-lo dois ou três erros individuais, um deles, no último minuto do desafio, e que deu o empate ao Sporting. Certo que o golo que marcámos se deveu, também ele, a um erro grosseiro de Rui Patrício, mas nessa altura ainda havia muito tempo para o rectificar. E a verdade é que o Sporting, em jogo jogado, nunca deu mostras de o conseguir fazer. De resto, recordo alguns apontamentos que me ficaram na retina:

 - Em primeiro lugar Ventura, onde morriam todas as iniciativas de Alvalade e ao mesmo tempo onde nasciam quase todas as iniciativas do nosso ataque – bola no chão e lá ía ela, sobrevoando o fortíssimo meio campo leonino, certeira, em condições jogáveis, para os nossos avançados! Em segundo lugar aquela estrutura defensiva, em especial a primeira muralha, Dias, Sturgeon e Pelé, que basculava para um lado e para o outro, tapando todos os caminhos por onde pudesse entrar um passe mais perigoso! E fizemos tudo isto sem cometer faltas à entrada da área! Em terceiro lugar a generosidade de todos, a capacidade para responder, para atacar o último reduto leonino. Foi o que eu vi numa noite chuvosa, com menos público do que merecíamos.

Saudações azuis



(Notas à margem) - Aconteceu o que eu menos desejava, Rui Pedro Soares, o presidente da SAD do Belenenses, lá foi peregrinar à prisão de Évora… Visitar um amigo?! A título pessoal?! Já o escrevi - os primeiros ministros (os governantes) não devem arranjar amigos durante o seu mandato. Não é para isso que foram eleitos. Pois assim pode dar-se o caso de arranjarem também inimigos ou estabelecer preferências. Ressalvo evidentemente a existência de uma amizade de longa data, o que não deve ser o caso. Acresce que Rui Pedro Soares, enquanto for presidente da SAD do Belenenses, tem que se coibir de alguns actos que possam atingir a imagem do clube que quis representar. Inclusivé ferir a sensibilidade de alguns sócios. Não o fez e segundo consta não tenciona desligar-se daquele passado que mesmo que não o condene judicialmente, já o condenou moralmente. E isso é grave, não para ele, pois é livre de seguir o caminho que entender, mas é grave, repito para o Belenenses. Esperava eu aliás, e com isto termino, que Rui Pedro Soares aproveitasse esta nova fase da sua vida, aproveitasse o Belenenses, um clube que não usa a Cruz de Cristo impunemente, para construir algo que a memória não viesse a apagar. Ainda espero.   

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