
Éramos poucos, mas todos sentimos, na expressão do olhar, nos abraços espontâneos trocados no fim do jogo, que ainda era cedo para encerrar a história deste Clube sofrido, maltratado, quantas vezes pelos próprios, mas que ainda tem tempo para se salvar, para regressar à sua anterior grandeza.
Não é uma questão de quantidade, nunca é. É sempre uma questão de qualidade. Não serão precisas bandeiras, cachecóis, fumos e outros artefactos. Muito menos gritarias imitativas e inócuas de ‘speakers’ de serviço. Quem é belenense por dentro, dispensa esse folclore. Isso é para os outros, os tais grandes, que se estivessem tanto tempo como nós, sem ganhar nada, já tinham acabado. Esses é que têm adeptos que já foram de outros clubes, muitos cujos pais eram do Belenenses, esses é que precisam de afirmar por fora, as dúvidas que têm por dentro! Nós não. Nós somos um clube diferente.
Nós temos esta Cruz que a intolerância não admite.
Em altos gritos, os poucos sócios presentes, gritavam Belém, Belém, mas não, porque fossem de Belém, mas porque é esse o nosso grito de guerra, que é Azul com a Cruz de Cristo. Que não é encarnado nem verde, nem águia francesa, nem leão inglês. É isso que lhes dói. Que o nosso símbolo seja português e bem português.
Quando interiorizarmos isso de novo, voltaremos a discutir o 1º lugar...contra ventos e marés.
Saudações azuis.
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