terça-feira, fevereiro 07, 2017

Os dramas do Restelo!

Jogar em casa, assumir o favoritismo, responder às exigências de uma massa associativa cansada, aos assobios do desespero, tudo isso é muito complicado. E mais complicado se torna num clube dividido por ódios e facções, e com a equipa de futebol a servir de bombo de festa. Mas as coisas são o que são e se não surgir nada de novo esta segunda volta no Restelo vai ser dramática!
E vai ser um drama porque a equipa não tendo uma defesa tão sólida como já teve (Joel Pereira transmitia muita confiança) acaba por não se ter reforçado como devia no seu calcanhar de Aquiles – a ineficácia ofensiva! E estou a fazer fé nas declarações de Quim Machado. Disse ele que não pôde contar com Juanto e no que toca a Maurides revelou que ainda não está apto!

Sendo assim, não se perspectiva que Abel Camará desate a marcar golos nem será o jogo exterior com cruzamentos e mais cruzamentos que resolverão o problema. E não resolvem o problema porque temos o tal problema dos finalizadores, em especial de cabeça. Aliás esta é uma fragilidade inicial pois em termos de jogo aéreo ofensivo apenas Caeiro corresponde ao requisito. Camará dá um jeito e Andric que tem condições para progredir nesse aspecto parece que não é aposta. E como não temos nenhum Sérgio Ramos nas linhas atrasadas só podemos contar com a disponibilidade de Gonçalo Silva que vai tentando e até já marcou um golo. Mas não é um cabeceador nato. Na linha média Yebda tem real capacidade de elevação e sabe jogar de cabeça mas só agora aparece em boa forma física. Em contrapartida, Sousa, o mais adiantado dos médios, aquele que deveria aparecer nos cruzamentos corridos… não sabe jogar de cabeça! Esta lacuna deve ter levado a SAD a contratar Maurides cuja compleição física é conhecida. Assim consiga impor-se e marcar golos… quando estiver apto. Não me referi a Juanto ou Miguel Rosa porque são avançados com outras caraterísticas. Vejo-os como jogadores de área, muletas de um avançado centro fixo. Sabem jogar de cabeça mas não são cabeceadores para cantos ou livres.
Mas não é apenas o jogo aéreo que resolve a carência de golos. Por exemplo no jogo com o Tondela houve quatro assistências, que eu me lembre, cruzamentos rasteiros vindos da linha de fundo, e portanto letais para a defesa adversária, e que não foram aproveitados! Assim é difícil.

E encerro hoje esta análise com o triângulo das Bermudas! É aquele espaço, nas costas de Gonçalo Silva, e na zona de acção defensiva de Hanin e do guarda-redes. Uma terra de ninguém para onde seguiam invariávelmente os cruzamentos de Ruca, defesa esquerdo do Tondela! O assunto deve ter sido estudado e bem estudado. Terão revisto, digo eu, o golo que sofremos contra o Sporting, e daí que logo no primeiro minuto tenha havido uma oportunidade (naquele local) para o Tondela. Na segunda parte a cena repete-se, Cristiano fica a olhar, Hanin também e só não foi golo por acaso. É urgente acabar com este triângulo de hesitações.


Saudações azuis



Nota: Já depois de escrito este postal li que Juanto Ortunho esteve lesionado o que explica a sua ausência da convocatória. 

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