segunda-feira, fevereiro 13, 2017

Na fase da galinha!

Grão a grão e vamos imaginar que daqui até ao fim do campeonato vamos empatando uns jogos e conseguimos ganhar uma vez! Não vai ser fácil atendendo a que não conseguimos ganhar aos dois últimos! Houve hipóteses de ganhar?! Contra o Tondela houve poucas, contra o Nacional houve mais até porque jogámos com um avançado digno desse nome – Juanto! É certo que falhou golos mas teve o mérito de aparecer em boas condições para marcar. Não é para todos. Tirando esse aspecto demos uma parte de avanço a uma equipa que é realmente muito fraquinha pese o facto de jogar em sua casa, com grande apoio, e com a corda na garganta. Mas não era razão para tantos receios. Jogar com um defesa a extremo direito, caso de João Diogo, esperar que Edgar Ié suba no corredor quando ele não está rotinado para isso, e manter Camará como ponta de lança é jogar sem ponta de lança. Se acrescentarmos os erros clássicos de Vítor Gomes (vejam-se as percas de bola no primeiro e no último minuto de jogo) mais a morosidade de Yebda a soltar a bola e temos o quadro perfeito de um Belenenses equivocado!

Na segunda parte (a perder) Quim Machado corrigiu e fez entrar Caeiro deslocando Camará para o flanco direito e a equipa ganhou outra dimensão. Passámos a controlar melhor a partida e o Nacional teve que recuar no terreno. Marcámos finalmente um golo, um bom golo por sinal, e nos últimos minutos podíamos ter chegado à vitória não fora a indecisão e azelhice do Sousa. Mais indecisão que azelhice. Este é o filme do jogo na Madeira, um filme gasto, que urge mudar.

Sobre a actuação dos jogadores já fui dizendo alguma coisa: - o melhor foi Juanto, Miguel Rosa teve alguns apontamentos – passe a isolar Juanto e o centro que deu o golo – Yebda esteve lento e complicativo, de Vítor Gomes já falei mas posso aconselhá-lo a ser mais rápido a pensar e a executar. E esqueça os lançamentos compridos que não são a sua praia. Os centrais estiveram bem embora tenham dado uma fífia cada um – Domingos Duarte num corte defeituoso ía traindo Cristiano e Gonçalo Silva facilitou ao não ceder canto dando assim uma hipótese ao venezuelano do Nacional. João Diogo é mais útil a defesa direito do que a ala direito e Hanin cruza muito mas com conta peso e medida apenas me lembro de um centro rasteiro que Juanto tentou aproveitar. Bolas que Caeiro pudesse cabecear foram poucas ou nenhumas. Um aspecto a treinar quer do lado direito quer do lado esquerdo. Cristiano foi dando para as encomendas. No golo sofrido não teve hipóteses.

Quanto aos jogadores que entraram a Caeiro faltaram-lhe centros em condições, a Sousa faltou-lhe arte e engenho para meter a bola na baliza adversária e o sueco Person, um trinco, jogou apenas alguns minutos. Foi uma substituição estranha na medida em que estávamos por cima no jogo mas até posso compreender que dadas as incidências da partida… um ponto é um ponto.

Resultado final: Nacional 1 – Belenenses 1



Saudações azuis

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