sexta-feira, setembro 23, 2016

Mais perto do centenário!

O Clube de Futebol “Os Belenenses” celebra hoje o seu nonagésimo sétimo aniversário e coloca-se assim mais perto do centenário, um marco na história de qualquer colectividade. Foi um longo percurso e se quisesse em poucas linhas concretizar um pouco da sua história diria que fomos sempre em crescendo até sermos forçados a abandonar as Salésias, com um campeonato perdido a cinco minutos do fim! Estávamos em 1955, se não me engano, ou seja dez anos depois de termos ganho o nosso primeiro campeonato nacional. Depois, transformar uma pedreira num estádio bonito, estádio que requalificou a zona ocidental da cidade de Lisboa, é obra e assunto que não podemos ignorar neste breve balanço. Num tempo em que os bancos ainda se regulavam pelas regras das instituições de crédito e não de favor como acontece hoje com alguns ‘clientes’, era preciso pagar os juros e amortizar os empréstimos, e foram essas obrigações que nos condenaram ao declínio. Primeiro venderam-se os melhores jogadores aos nossos rivais – Yaúca ao Benfica; Peres ao Sporting; e finalmente Murça e Freitas ao Porto. Depois dos anéis foram os dedos. Era a mudança de estatuto, deixámos de ser um dos quatro grandes. É certo que ainda houve alguns fogachos de grandeza, mas eram luzes intermitentes que logo se apagavam. À memória acorre a equipa montada por Scopelli que conseguiu um honroso segundo lugar no campeonato. E um pouco mais tarde o feito de Marinho Peres ao conseguir trazer a Taça de Portugal para Belém! Seria o último troféu digno do nosso passado.

Mas o aniversário é hoje e hoje só podemos olhar para o futuro! Porque o presente, dilacerado por profundas divisões internas, não serve de exemplo para ninguém. Coloca até em risco a meta ambicionada de chegarmos ao centenário! Refiro-me ao centenário do Clube de Futebol “Os Belenenses” tal como o conheci, e não ao centenário de um qualquer clube recreativo que use o mesmo nome. 
O desafio está pois lançado, exige reflexão, muita humildade. Em busca de uma cruz menos pesada para aqueles que escolheram a Cruz de Cristo como emblema.



Saudações azuis

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