segunda-feira, março 14, 2016

Até que enfim!

Finalmente ganhámos em casa, folgadamente, e não sofremos golos! Se pensarmos que o adversário se chamava Sporting de Braga, só temos motivos para estarmos contentes. Bem sei que os arsenalistas fizeram alguma rotatividade mas este Braga de Paulo Fonseca não depende muito dos jogadores que eventualmente possam jogar mas da sua força colectiva. Parabéns portanto à equipa do Belenenses que fez um jogo quase impecável!

Impecável desde logo na forma como defendeu, como tentou recuperar a bola, pressionando sempre e concedendo muito pouco espaço ao adversário. Impecável também na forma como discutiu a posse de bola com uma das equipas que nessa área apresenta percentagens avassaladoras. E finalmente impecável a fórmula equilibrada como Velasquez escalonou a equipa. – sem invenções, com mais segurança e sobriedade. Dois laterais de raiz, Geraldes e Filipe Ferreira; dois alas que sabem defender, Sousa e Sturgeon; e uma presença na área adversária (Caeiro) a obrigar os centrais bracarenses a resguardarem-se. E assim os lances de perigo rondaram sempre a baliza de Marafona. Ao contrário de Ventura que teve apenas uma bola difícil, ao evitar o golo de Alan no final da primeira parte.
Ainda no aspecto defensivo convém salientar que nos lances de bola parada, especialmente nos cantos, e o Braga dispôs de alguns, o nosso sistema defensivo esteve sempre à altura das circunstâncias!

Numa rápida análise individual não posso deixar de destacar a generosidade de Gonçalo Silva, que compensa alguma dificuldade técnica com a rapidez de entrada aos lances. Até marcou um golo graças a essa velocidade de decisão! O grande jogo de Aguilar, cada vez melhor fisicamente, e naturalmente Bakic pela importância que teve nos momentos cruciais do jogo – nomeadamente nos dois primeiros golos. E já que falamos em golos Sturgeon também merece uma referência no cruzamento que proporciona o segundo golo. Um grande golo de Miguel Rosa! E sem desprimor para os restantes que estiveram também em grande nível acabo como sempre em Carlos Martins elogiando a eficiência e arte das suas bolas paradas. Quanto ao mais deve evitar continuar sentado ou deitado na relva a queixar-se de pretensas faltas enquanto o jogo prossegue. O único senão do seu bom jogo e que começa a irritar os adeptos.



Saudações azuis

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