sábado, junho 09, 2018

O problema do contraditório!


Neste caso da falta dele! Aparentemente não é nada comigo, aparentemente não tem a ver com o Belenenses, mas já 'chateia' abrir a televisão ou pegar num jornal e o prato do dia ser sempre igual: - descascar em Bruno de Carvalho! O homem pode até ser um monstro mas a verdade é que até há bem pouco tempo não era, uma vez que ganhou as eleições com confortável maioria. E para todos os efeitos é presidente do Sporting legitimado em eleições livres. Quanto à matilha de cães africanos (é a imagem que me ocorre) que aguarda o momento propício para devorar a vítima, o mais estranho é ela ser constituída maioritariamente por 'cartilheiros' do Benfica! Mas como disse gostava que, para além do próprio, aparecesse alguém com a coragem suficiente para exercer o contraditório. Porque é inimaginável que não haja um argumento a favor de uma direcção que tem quórum sendo que não existe nenhuma norma que a obrigue a renunciar quando os outros órgãos o fazem. Como seria impensável que cedessem às ameaças de rescisão ou outro tipo de chantagens por parte dos jogadores de futebol profissional. Isso seria o fim dos clubes.

Portanto o que podemos concluir desta campanha anti-Bruno são duas coisas aparentemente distintas: - por um lado e não tendo um fundamento sólido para o destituir, os seus adversários agarram-se ao assalto a Alcochete para inflamar a opinião pública tentando fazer de Bruno de Carvalho o autor moral daquele episódio de violência. Seria mais sério se o fizessem de forma declarada em lugar de andarem a enganar as pessoas com manobras eleitorais.

Mas Alcochete também tem servido os intentos da tutela, leia-se - responsáveis governativos! Como nunca tiveram coragem para acabar com as claques querem aproveitar agora esta boleia! Fica-lhes mal como lhes fica mal falarem em terrorismo! É um exagero especialmente para quem assiste, compreende e paga (incluindo a comunicação social) todo aquele aparato policial que envolve os jogos entre os chamados grandes. Não brinquem connosco.

E já que estamos a falar de uma terra de toiros e pegadores deixo aqui uma sugestão ao governo: - se quer resolver o problema das claques (e outros onde o futebol anda metido) então não pode ir lá de cernelha. Tem que ir para a cara do toiro.

Saudações azuis

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