terça-feira, março 14, 2017

Segunda parte…

Foi na primeira parte que o jogo se definiu. Um primeiro golo cedo é meio caminho andado para um clube como o Benfica quando joga no seu terreno contra uma equipa menos apetrechada. Pelo contrário, quanto mais tempo retardássemos esse golo mais hipóteses teríamos de os enervar e quem sabe marcarmos nós primeiro. Este não é um segundo postal para crucificar o Miguel Rosa mas é uma explicação mais detalhada e mais frontal sobre o que aconteceu. Muitos dirão que se não fosse aquela abébia haveria outra, de outro jogador azul e que o Benfica com aqueles avançados e em última análise com aquela equipa de arbitragem acabaria sempre por chegar à vitória. Em primeiro lugar não é obrigatório dar abébias, há quem não dê, e em segundo lugar se for assim o melhor é nem nos equiparmos e dar o jogo e a vitória ao nosso adversário. Não vou por aí. Mas vamos aos erros básicos:

Contra o Benfica eu não teria feito alinhar Miguel Rosa e ponto final. Estive para o escrever antes do jogo mas fiquei-me (e bem) pelas entrelinhas. Não está em causa o brio e a vontade de ganhar do jogador, que sei que é muita, mas estão em causa aspectos psicológicos que devemos ter em conta. Mas se o pusesse a jogar nunca o colocaria na ala esquerda e isto já tem a ver com a ideia que tenho do jogador e da sua utilidade. Aliás já glosei este tema. Ora bem, na posição em que jogou na primeira parte caber-lhe-ia dobrar defensivamente o lateral Florent, coisa que Miguel Rosa faz mal e não tem a ver com a distracção no primeiro golo do Benfica. Tem a ver com a sua inadequação defensiva. Quem tiver dúvidas que analise as perdas de bola comprometedoras de Juanto (três) e Miguel Rosa (duas) no jogo contra o Chaves. São dois avançados puros que se esquecem que estão a defender e continuam a jogar como avançados em zonas perigosas para a nossa baliza. Outra razão tem a ver precisamente com o contrário! Ou seja quando os defeitos defensivos se tornam virtudes atacantes. E assim aconteceu quando na segunda parte foi jogar para mais perto da área adversária! Tornou-se mais perigoso e até podia ter marcado. E sobre Miguel Rosa não digo mais nada.

Sobre o resto do jogo devo realçar as alterações que foram feitas na segunda parte e que tornaram o Belenenses mais rápido e mais perigoso. Isto não quer dizer que não concorde com o esquema que Quim Machado montou para a primeira parte! Concordo porque o objectivo era não sofrer golos e tentar fazê-los na segunda. É certo que depois, com o jogo partido, o Benfica teria sempre mais hipóteses de marcar mas a verdade é que nós também o podíamos ter feito. Enfim, foi o que foi para mal dos nossos pecados. 

Não termino sem uma referência à arbitragem e aos comentários posteriores. Simplesmente ridículos e dentro da linha que vaticinei. A arbitragem foi caseira e permitiu sempre que quer Eliseu quer Samaris entrassem à vontade sobre os jogadores do Belenenses. O contrário era logo motivo para falta e reprimenda pública do prevaricador azul. No meio disto pode ter ficado uma grande penalidade por marcar em falta cometida sobre Fábio Nunes. E mais ridículo ainda foi (e é) a compreensão geral para o golo irregular de Jonas! Compreensão quer do fiscal de linha quer dos analistas! Um grande golo, disseram, não interessa que tenha sido precedido de um fora de jogo indiscutível! O que era preciso era acabar com o jejum do Jonas! E ainda dizem que eu tenho a mania do nacional benfiquismo! Pois, pois.


Saudações azuis

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