sábado, julho 17, 2010

Boas notícias

Inscrição na Liga, autorização para inscrever jogadores, em resultado de certidões do fisco e da segurança social, são por certo boas notícias que contrastam com a habitual crónica depressiva que os jornais desportivos fazem questão de dedicar ao Belenenses. Sabemos no entanto que estas boas notícias não escamoteiam o mar de dificuldades com que se confronta esta direcção, são surpresas (desagradáveis) atrás de surpresas, indefinições, e aquilo que já suspeitávamos - a anarquia como forma de organização!
Mas há qualquer coisa a mudar, já se nota alguma firmeza nos novos dirigentes, e sobretudo uma política de verdade. Aleluia.
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Saudações azuis

quinta-feira, julho 15, 2010

Só não vê quem não quer…

Andamos aqui a martelar há não sei quanto tempo, mas parece que só agora é que se começa a escancarar a realidade de um clube cheio de vícios, cheio de tudo menos daquilo que é preciso – seriedade e competência. E ainda a procissão vai no adro…
Repetidas vezes dissemos que o futebol é a mola real do Belenenses, é pelo futebol que crescemos e é pelo futebol que minguamos. O andebol, o basket, o râguebi, etc., chegaram na euforia do futebol e pela mão de dirigentes que não gostavam (nem percebiam) de futebol. Uma verdade antiga, custosa de engolir, mas verdade. E que outra explicação podemos encontrar para a decadência do futebol belenense?!
Eu sei que é mais fácil falar no ‘sistema verde/rubro’, que sempre existiu e existe, no menor apoio comparativo das entidades públicas, o que também é verdade, nos árbitros, enfim, numa série de factores para justificar ou ignorar a primeira das causas – a partir de certa altura fomos menos competentes que a concorrência.
E durante muito tempo continuámos convencidos que o tempo voltava para trás! Continuámos a eleger dirigentes que subiram através das modalidades e esperámos o milagre! Não há milagres desses.
Ainda há pouco tempo li opiniões favoráveis ao eclectismo do Belenenses, como se isso fosse possível, como se isso fosse natural num clube vocacionado para o futebol, como se esse fenómeno proliferasse nos países mais civilizados! Nos países onde o desporto é muito mais evoluído que o nosso! Não, não é isso acontece. Como já expliquei mil vezes, o que acontece em Portugal, e cada vez menos em Espanha, é (ou foi) o resultado de uma política desportiva baseada em ditaduras políticas que utilizavam o desporto para propaganda do regime. Isso em Portugal ainda não acabou, e daí o nosso persistente atraso desportivo. Para não falar no resto.
É tempo de corrigirmos a situação – o que é do futebol é para o futebol. O que é da política é para a política. As modalidades devem desenvolver-se através de clubes/modalidade.
Nada como uma boa crise para percebermos tudo mais rápidamente.

Saudações azuis

Notas básicas:
Esta é uma opinião que não interfere com o apoio que sempre dei a qualquer atleta ou equipa que represente o Belenenses.
O caso do futsal pode constituir uma excepção enquanto pertencer à mesma federação que o futebol.

terça-feira, julho 13, 2010

Sete dias depois

A Espanha ganhou, a França comemora amanhã a sua guerra civil, Coentrão está a ser vendido pela comunicação social portuguesa a troco não se sabe de quê, o Belenenses inicia a sua travessia do deserto. Estamos onde estamos e é a partir daqui que temos que caminhar. Pouco interessa falar do passado, inclusive do passado recente onde (segundo parece) mais uma vez demos um tirinho no pé. Normal, já nem damos pelo tiro!

Olhemos então o futuro – um treinador que conhece a casa, tem fama de disciplinador, o que é positivo, é jovem, tem obrigação de ser ambicioso.
Jogadores há muitos e se estivemos atentos ao mundial que decorreu na África do Sul, verificámos que o colectivo (humilde e solidário) triunfou sobre o vedetismo inútil. Isto tem tudo a ver com o nível de quem comanda, com a educação versus selvajaria, e outras pequenas grandes coisas que já fui aflorando… aqui e ali.
Venham pois juniores ou jogadores entradotes, o que precisamos acima de tudo é de comportamentos adultos, aquilo a que o vulgo chama de homenzinhos.

A travessia do deserto será dura, acabaram-se para já os sonhos de grandeza, nem esses sonhos serão úteis, pois não deixam de ser sonhos. Melhor será assumir a realidade e construir a partir daí uma base segura para outros voos. É verdade que investir em Portugal (seja no que for) não compensa, mas sejamos ao menos um bocadinho mais inteligentes que a concorrência. Pode ser que o tempo corra a nosso favor.

Saudações azuis

terça-feira, julho 06, 2010

Um país à sede

Sagres, Vitalis, agora Oranjina, amanhã capilé, o calor aperta e Portugal não tem outro remédio senão beber aquilo que lhe aparece pela frente. Pois muito bem, não podendo ser Sagres, bebamos então a tal orangina, filha ou bisneta da laranjina C, que bebíamos com satisfação para ficarmos com mais sede! A palavra de ordem para todos, de cima a baixo, é respeitar o Clube. Se os dirigentes o respeitarem o exemplo transmite-se em todos os planos e direcções. E os que chegam apercebem-se disso e respeitam também. Importante que os cargos de capitão de equipa sejam entregues, não apenas aos filhos da casa (se ainda os houver!) mas a quem tenha perfil para tal. O perfil detecta-se em campo, emerge nas dificuldades, impõe-se no balneário.
A finalizar este intróito, e como é costume, o Belém Integral endereça aos novos dirigentes as maiores felicidades no desempenho dos cargos para que foram eleitos.

Quem continua com sede de protagonismo é o pobre do Cristiano Ronaldo, a imagem viva dos ídolos do nosso tempo. Pensando doirar a pílula que foi a sua participação no mundial, o seu staff de imagem (!) não achou melhor ideia do que transformar o madeirense num pai solteiro! Que lindo!

Outra novidade lusitana, pós mundial, são as homenagens aos grandes vultos da selecção, porque afinal, e eu não sabia, tivemos um comportamento a todos os títulos meritório! Vai daí, festa nas Caxinas, Coentrão recebido em glória, e o rapaz não se fica por menos, já se considera o melhor defesa-esquerdo do mundo!

Marca registada da nossa televisão, sem novidade, é a obrigatoriedade de falar no Benfica! Seja o Ghana contra o Uruguai, sejam os camarões contra as santolas, o Benfica tem que entrar em jogo! Até faz sede!

Saudações azuis

segunda-feira, julho 05, 2010

Ser belenense

Ser belenense…
É ter um só coração
Olhar o rio
A pensar no mar
Pegar na Cruz
Sem saber rezar!

É escolher o azul para bandeira
E ser fiel a vida inteira!

Fiz estes versos na caixa de comentários do blogue - Belém Livre, no dia 17/05/09. É uma boa altura para os publicar aqui, onde nasceram.

quinta-feira, julho 01, 2010

Eleições

No próximo sábado o Belenenses vai mais uma vez a votos. Mais uma vez ou uma vez mais e não será por falta de eleições que não ganhamos um campeonato há um ror de anos! Mas vai a votos e vai escolher entre duas listas concorrentes que, louve-se a coragem de ambas, se disponibilizam a tomar conta do clube em época de vacas magríssimas e com o futuro bastante comprometido.
Estamos portanto em tempo de contenção, incluindo a escrita que cada vez apetece menos escrever sobre o Belenenses. Mas tinha que alinhavar ao menos duas linhas, repetitivas, como convém em época de cata ventos.
Sem enganos nem esperanças vãs o Belém Integral sempre pugnou pela rotura ao contrário da evolução na continuidade que tem sido a regra geral neste clube. Por isso, o Belém Integral sempre perdeu as eleições.
Existe agora uma nova oportunidade para experimentar outras soluções, com gente nova, e assim pergunto, sem qualquer menosprezo pela outra candidatura que aliás já saudei – será desta?!

Saudações azuis

terça-feira, junho 29, 2010

Os imbecis

É para isto que serve um blog, para descarregar raivas e frustrações, minhas naturalmente, quem não gosta não lê, mas fica registado. Daqui a alguns anos pode ser que este texto desconexo ganhe algum sentido! Acontece muito.
Perdemos quando não podíamos perder, contra uma selecção que faz bilros o tempo todo. Perdemos a jogar práticamente em casa, e quando se joga em casa enfrenta-se o adversário olhos nos olhos, não ficamos à espera dele, recuados, dando-lhe esse suplemento vitamínico que ele à partida não tinha. Perdemos porque não podemos depender de um jogador, por mais credenciado que seja, alimentando ilusões e expectativas que a realidade se encarregou de desfazer. Cristiano Ronaldo bem quis corresponder mas tudo lhe saía mal, ao ponto de parecer um principiante a jogar à bola!
E não foi só neste jogo, foi em todos.
Perdemos porque não houve a coragem de denunciar o exibicionismo dos livres tipo play station, lances que poderiam ter sido melhor aproveitados já que dispomos de grandes especialistas no jogo aéreo. Especialistas que íam lá à frente... em vão! E depois aqueles locutores enervantes mais preocupados em ‘vender’ o ‘benfiquista’ Coentrão do que em valorizar a selecção portuguesa. É também por aqui que perdemos, e é por aqui que nos tornamos minúsculos.
Ilacções positivas, duas, o que já não é mau: - evitamos que a propaganda republicana (mais o seu centenário) contamine o que resta da unidade nacional; e espero eu, esperamos todos, que durante uns tempos o Ronaldo nos poupe aos saltinhos de calcanhar e outras imbecilidades semelhantes. Se jogar à bola, simples, pode ser que para a próxima... venha a ser útil à equipa portuguesa.