sábado, outubro 05, 2019

Dia de reflexão


Se há alguns anos me perguntassem se os clubes deveriam ser maioritários nas respectivas SAD, eu diria que sim embora a minha opção não tivesse qualquer base lógica a suportá-la. De facto as SAD nasceram porque as receitas dos clubes não conseguiam acompanhar as exigências colocadas pela crescente indústria do futebol. Tornava-se assim necessário recorrer ao investimento externo para manter a competitividade das equipas de futebol profissional. O problema é que ninguém investe se não mandar no investimento que faz. E isso exige ter a maioria no capital da SAD. Branco é galinha, o põe!

Nestas circunstâncias a questão que se põe é saber como funcionam as SAD onde isto não acontece, ou seja, aquelas onde clube detém a maioria na SAD, os investidores aceitam ser minoritários, e quem põe e dispõe sobre o seu dinheiro acabam por ser os sócios que elegem os órgãos sociais do mesmo clube! Isto é uma anomalia, acontece em Portugal, pelo menos nos três clubes chamados grandes, e talvez por isso ninguém questiona a situação! E aqui levanta-se uma montanha de perguntas e ao mesmo tempo de suspeições, perguntas que não têm resposta, suspeições que nos levam à teoria do 'biombo' que esconde 'negócios' que não são devidamente escrutinados.

No entanto a fórmula que rege as relações entre os clubes e as respectivas SAD já foi inventada. Ela é aliás praticada nos países civilizados e nos clubes normais. Veja-se o caso de Inglaterra que inventou o futebol. Porque os interesses entre clube e SAD não podem deixar de ser coincidentes. O clube e os seus adeptos querem ganhar campeonatos para honra e glória da respectiva colectividade. O investidor também quer ganhar campeonatos para valorizar o seu investimento. O resto é atraso de vida. Ou outra coisa pior.


Saudações azuis

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