quinta-feira, fevereiro 23, 2012

Treinadores fracos e fortes

É claro que antes dos treinadores vêm os presidentes mas hoje apetece-me especular sobre os treinadores. Escolhido o tema, escolho também o teorema – o jogo entre Manchester City e o FC Porto imaginando que Jorge Jesus era o treinador dos tripeiros. E pergunto:
Hulk jogaria?!
E se jogasse, em que posição o colocaria a jogar?
E estaria autorizado a marcar todos os livres?! Todos os cantos?! Ainda por cima á maneira curta, para ficar outra vez com a bola, e desatar (de novo) a tentar furar pelos intestinos dos defensores contrários?!
Outra pergunta pertinente – Jesus arriscaria jogar sem uma referência na área, chame-se ele Kléber ou não?!
Tratando-se de imaginação tenho que imaginar também as respostas de Jesus!
Assim, eu diria, que após uma prelecção inicial contundente, Hulk jogaria encostado ao flanco esquerdo do ataque, e não no flanco direito como ele gosta jogar, perdão, de driblar. Depois, ainda mais contundente, explicava ao ‘íncrivel’ que era proibido perder a bola na recepção, ou seja, de costas para a baliza. Mas no caso de a perder deveria de imediato tentar recuperá-la, em lugar de se estatelar no chão a pedir faltas inexistentes. Faltas que a maioria dos árbitros internacionais não marcam.
E Jesus terminaria a sua prelecção proibindo cantos curtos no caso de haver referências na área especialmente quando existem centrais como Maicon, Otamendi ou Rolando. Mas para que não fossem só proibições, autorizava Hulk a marcar um livre por jogo. Apenas um.
E ai de quem desobedecesse!

Nota básica: Para que conste, no jogo de ontem, Hulk quis marcar e marcou todos os livres frontais à baliza (e foram quatro), e todos sem qualquer perigo para o City. Mais, o único golo que o Porto conseguiu marcar foi anulado por off side de posição de Hulk. Por fim a jogada que mata a eliminatória é precedida de uma perda de bola infantil do mesmo Hulk, no que aliás é reincidente.
De positivo, afinal, o que fez Hulk? Fez uma espécie de cruzamentos remates para uma zona da área onde era suposto que ele próprio lá estivesse!

Este tipo de dependências, numa equipa que deve funcionar em colectivo, é mais frequente do que se julga. Por isso é bom que os treinadores nunca esqueçam o gesto (simbólico) do grande Helénio Herrera que um dia teve a coragem de sentar o Matateu no banco dos suplentes. Fez bem ao Belenenses e fez bem ao Matateu.

Saudações azuis

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