domingo, abril 17, 2011

Então e o meio campo, Zé Mota?!

Nestas alturas só vale mesmo a pena falar de futebol. Outro caminho, fazer agora o balanço dos culpados, é fugir à realidade, é desviar as atenções para assuntos que não se resolvem dentro de campo, pois é dentro do campo que se vai jogar a permanência ou a despromoção. É lá que se marcam e sofrem os golos. Por isso, começo pelos golos que não se marcam! E vai ser muito difícil marcá-los enquanto insistirmos no futebol directo, uma pecha que se arrasta desde o início da época sem quaisquer resultados práticos. Aliás, o futebol directo só resulta, ou na terceira divisão, com jogadores ‘ratos’ e trafulhas, ou nas equipas de topo com jogadores de classe extra que sabem receber a bola em condições desfavoráveis. Ora o Belenenses não corresponde a nenhuma destas alternativas, pelo menos por enquanto.

Sendo assim há que investir no meio campo, fazer a bola passar por aquela zona, e para isso o treinador terá que ‘descobrir’ (rápidamente) dentro do plantel, jogadores que façam esse serviço. Nem que tenha que desmantelar toda a equipa. É isto… ou a actual situação em que marcar um golo será sempre obra do acaso.

Uma sugestão: - Porque não aproveitar um daqueles laterais, o Tiago Gomes, por exemplo, e colocá-lo no meio campo! O rapaz é um defesa sofrível, não tem velocidade de pernas para longos sprints, perde muito terreno em compita com os extremos contrários, mas é rápido e decidido a arrancar, o que ajuda a criar desequilíbrios, e por consequência, linhas de passe. E até tem um bom pontapé de meia distância! Como disse, é uma sugestão, já que foi grande asneira a dispensa do miúdo Martins, dos poucos centro campistas do plantel. Uma coisa é certa, com a actual forma de jogar, e com o actual meio campo, lento e previsível, será muito difícil construirmos ocasiões de golo. E se alguma aparece, o nervosismo é tal que o mais certo é falharmos.

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Hoje fico-me por aqui, o meu contributo de treinador de bancada está dado. E que mais posso eu fazer?! Não escrever nada?!

Uma hipótese que estou a considerar ao fim de um percurso de seis anos de desilusões. E pelos vistos, de escritos inúteis ou errados. A (impensável) segunda B está à vista, o que a acontecer, marcará o (meu) ponto final.

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Saudações azuis

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