sábado, março 30, 2019

Regresso ao futebol

Aos soluços, selecção oblige, o nosso campeonato retoma o fôlego para o sprint final. Ontem em Portimão o Moreirense adiantou-se confirmando que não vai ser fácil desalojá-lo do quinto lugar! Bela equipa, treinador destemido, bons jogadores, voltei a lembrar-me do erro que cometemos no Jamor... Era preciso segurar o empate... Enfim, águas passadas, até porque amanhã o encontro no Bessa pode dizer alguma coisa. Só a vitória interessa mas há que ter olho no Mateus, o nosso caso de vida, e que continua a romancear o campeonato. E daqui não saímos enquanto os órgãos desportivos que deviam decidir continuarem a não decidir encostando-se às decisões dos tribunais civis. Uma cobardia e ao mesmo tempo uma incompetência. E todos pagamos por isso. 

Esta parte relaciona-se com mais uma reunião do G 15 onde o caso do Gil Vicente voltou a ser falado. Pensava eu que já estava tudo clarinho como água mas não. Segundo percebi há quem queira baralhar e dar de novo! Um absurdo. 

É também notícia o registo de uma nova marca do Belenenses SAD e não estando dentro dos meandros do assunto, socorro-me da expressão latina muito usada em direito - 'quod abundad non nocet'. Tudo o que seja a mais, não prejudica. E espero que seja assim.


Saudações azuis



terça-feira, março 26, 2019

Desfazendo equívocos


Quando os papagaios (agora são advogados!) repetem que temos de ajuizar a intrusão informática na conta de outrem como se da nossa se tratasse, estão obviamente a tentar confundir a opinião pública! Em primeiro lugar as contas que apetece violar, invadir, revelar, correndo o risco da ilicitude, são poucas e têm a particularidade de serem suspeitas. Suspeitas de falta de transparência e estou a ser suave na adjectivação.

No caso concreto dos 'fundos de jogadores' que a partir de certa altura invadiram o futebol qualquer mentecapto percebe que a transparência diminuiu e que em sentido inverso aumentaram os riscos sobre a integridade das competições. E tanto assim é (ou foi) que a FIFA limitou a respectiva actividade.

Acresce que a vontade de confirmar suspeitas (e suspeitos) de ilícitos criminais aumenta muito quando se conjugam alguns factores, a saber: - a inércia das autoridades na investigação de práticas suspeitas; a dificuldade legal em fazer a prova; e o histórico da justiça em termos de condenações! E se há país onde estes três itens coincidem, esse país é Portugal. Ou seja, a impunidade é sempre um convite à justiça por conta própria. Ninguém aprova e eu também não aprovo. Mas no limite, quem não compreende?!

Compreendem-se assim as objecções de Rui Pinto sobre a justiça portuguesa, como se compreende que o seu advogado tenha dito, face à inexplicável medida de prisão preventiva aplicada ao seu cliente que, e estou a citar - 'o Rui Pinto está a incomodar muita gente'.

Uma coisa é certa este processo que levou à detenção e extradição de Rui Pinto parece ter sofrido uma vertiginosa aceleração após ter sido noticiado que o site de um escritório de advogados em Lisboa havia sido pirateado! Mais uma suspeita infundada?! E as suspeitas continuam.

sexta-feira, março 22, 2019

Troféu Ibérico!


O Belenenses venceu na passada quarta-feira o Badajoz (1-0) conquistando assim o Troféu Ibérico em disputa. O golo foi apontado por Matia Lulic através da marcação de um livre. Parabéns aos vencedores, honra aos vencidos.


Saudações azuis

quinta-feira, março 21, 2019

Agora é que são elas...

Extraditado, aterrou hoje em Lisboa o herói para muitos, vilão para outros tantos, Rui Pinto de seu nome, e pelo andar da carruagem há muita gente aterrada com o que ele possa dizer. Ainda é cedo para um juízo final mas num país que detesta a verdade esta história tem todos os condimentos para acabar mal. Aguardemos pelos próximos capítulos.

quarta-feira, março 20, 2019

A batota a céu aberto!


Como era previsível começam a aparecer provas que revelam aquilo que todos sabemos: - que em Portugal o futebol é uma fraude! Árbitros transformados em padres de confraria suspeita, agentes 'desportivos' que trocam e.mails também suspeitos, toupeiras que escavam galerias no ministério da Justiça, juízes suspeitos, juízas à maneira, deputados da bola, empresários da treta, tudo concorre para este clima onde a corrupção e a batota são rainhas! A olhar para o lado temos a FPF, a Liga e a Tutela. A silenciar o 'incómodo' temos uma comunicação social obediente e vendida. Há excepções, mas são poucas. E hoje quem folhear a imprensa desportiva até parece que não aconteceu nada! Um jogador testemunha em pleno tribunal que foi aliciado para facilitar a vitória do Benfica num determinado jogo e só vemos notícias sobre o Batuque Futebol Clube e Bruno de Carvalho que 'ressuscita' sempre que dá jeito! 

Assim, tal como as coisas estão, pergunta-se: - quem é que vai investir num país destes?! Seja no futebol, seja onde for?! Só se for louco! Sério e honesto não há-de ser concerteza.

Saudações azuis



Nota: Uma das tarefas do G 15, onde em tempos depositei alguma esperança, tem a ver com a equidade que está em falta e com a verdade desportiva que não existe. Para isso é necessária uma agenda firme e independente. Não é o que tem acontecido, apesar de alguns pequenos passos hesitantes. Matérias como a centralização dos direitos televisivos e uma distribuição justa das receitas, não pode ficar à espera que se cumpram os contratos em vigor; o factoring é uma consequência nefasta e uma desigualdade que atenta contra os direitos de imagem; a BTV a transmitir jogos por sua conta é uma aberração e uma suspeita permanente; a limitação do número de jogadores que cada clube pode ter na sua esfera patrimonial é uma urgência. Etc. etc. etc.
Enquanto isto não for uma realidade, a batota e a corrupção vão continuar, e a violência, que é filha da suspeição, vai aumentar. Quanto à independência dos clubes, financeira e não só, que é a base de uma competição saudável, essa será sempre uma miragem.

Adenda: - A fraude é tanta e está tão generalizada que já nem podemos acreditar naquilo que vemos na TV. Imaginem que até quiseram fazer passar a ideia de que a bola não tinha entrado no golo anulado por fora de jogo ao Moreirense logo no início do encontro com o Benfica! Inclusivamente o Coroado na sua análise veio dizer isso! Como se fosse possível a intervenção do VAR, e de facto interveio, no caso da bola não ter entrado! Está tudo doido. E já agora um aparte - o golo anulado (ainda estava zero a zero) faz lembrar o golo de livre do Diogo Viana com o Vlacodimos a ser batido da mesma maneira. Se o avançado do Moreirense estava ou não fora de jogo temos dúvidas e é essa dúvida que explica toda esta sucessão de falsas notícias e de imagens marteladas que mais não fazem que servir de forma abjecta o nacional benfiquismo em vigor. Que tristeza de país...

segunda-feira, março 18, 2019

Oito jogos oito!


Faltam oito jogos e o campeonato está mais ou menos definido: - há duas equipas que lutam pelo título, Benfica e Porto, com os encarnados mais próximos de o alcançar, e não apenas pela vantagem que têm em caso de igualdade pontual, mas sobretudo pela facilidade com que vão marcando golos em comparação com as enormes dificuldades dos nortenhos.
Braga e Sporting lutarão pelo terceiro lugar embora os bracarenses ainda possam, teóricamente, vislumbrar o título. Digo teóricamente porque à sua frente estão duas equipas e não uma, o que diminui sobremaneira as respectivas possibilidades.

Para a Europa (através do quinto lugar*) adivinha-se um trio de candidatos – Guimarães (42 pontos) Moreirense (42 pontos) e Belenenses (trinta e oito pontos). E aqui reside alguma surpresa já que no início da época quer o Moreirense quer o Belenenses almejavam objectivos mais modestos. O que significa que houve equipas com orçamentos bem superiores que dificilmente alcançarão aquilo a que se propuseram. Estou a pensar no Rio Ave, por exemplo, equipa que, apesar de tudo, ainda não terá desistido de chegar mais acima. Junto a ela e com os mesmos 32 pontos estão duas equipas - Santa Clara e Portimonense - que praticamente já asseguraram a respectiva permanência.

Daqui para baixo, ou seja do 11º lugar ocupado actualmente pelo Marítimo, até ao 18º e último ocupado pelo Feirense todos lutam para não descer, sendo que a equipa da Feira já dificilmente se salvará. E este ano, como se sabe, descem três equipas.

Feito este resumo vamos então falar do Belenenses, não do Belenenses SAD como muitos insistem em chamar-lhe como se os outros clubes de futebol profissional não tivessem também eles uma SAD! Enfim, haja paciência. Mas vamos aguardar que o foguetório da providência cautelar esmoreça e que a lei substantiva se cumpra. Refiro-me ao Dec - Lei 10/2013 que rege as sociedades desportivas, e que enquanto estiver em vigor não pode ser subvertido quando se extinguem protocolos ou haja desacordo em outros instrumentos negociais que careçam de acordo. Isto qualquer pessoa percebe. A não ser que esteja de má fé.

Pois muito bem e falando do Belenenses europeu cumpre-me dizer o seguinte: - É certo que perdemos dois pontos contra o Portimonense, dois pontos que provávelmente não perderíamos se a equipa alinhasse de início como era expectável: - Sagná no lugar de Diogo Viana, Matia e Dálcio para colmatar as ausências forçadas de André Santos e Eduardo. Mas não vou bater mais nesta tecla, olhemos em frente  tentando nestes oito jogos que faltam alcançar os tais 50 a 55 pontos, meta ou cume onde costuma situar-se a Europa. Temos futebol para isso.


Saudações azuis


*É possível que o sexto lugar dê também acesso à Europa mas será por portas travessas. Não é isso que queremos.

sábado, março 16, 2019

Dar avanço...


Silas falou de erros técnicos para explicar o descalabro inicial mas quanto a mim o descalabro foi consequência e não causa. Consequência de termos mexido, sem necessidade, no trio defensivo (Gonçalo Silva, Nuno Coelho e Sasso) verdadeira muralha azul, torres de Belém, se quiserem e que tão boa conta tem dado de si nos últimos jogos! Aliás logo que foi feita a correcção, ainda na primeira parte, o jogo mudou para o nosso lado e o Portimonense foi desaparecendo. Mudança que a segunda parte confirmou plenamente - chegámos ao empate, e não demos a volta ao marcador porque o desgaste psicológico já era muito. Não é fácil recuperar de dois golos de desvantagem.

Quanto às dificuldades para armar uma equipa onde faltavam dois elementos fulcrais do meio campo isso é outro assunto. De facto não é fácil substituir Eduardo mas especialmente André Santos. Um problema que tem a ver com a estrutura do plantel. De resto estava um bonito dia, a relva estava em condições e só foi pena não ter sido possível oferecer uma vitória aos adeptos. Porque quanto mais vitórias mais adeptos hão-de aparecer.


Saudações azuis