segunda-feira, novembro 27, 2017

Um VAR de mentirosos!

Ao que isto chegou! Imaginem que já se manipulam imagens para ferir a verdade desportiva e assim atacar o adversário mesmo não tendo qualquer participação no lance ou no jogo em questão! Imagens manipuladas que os órgãos noticiosos difundem de imediato, sem escrutímio, com o maior despudor! No entanto quem viu o lance em directo, e falo por mim, ficou logo com a certeza de que já na parte final do jogo Aves-Porto ficou um penalty por marcar a favor dos dragões. Aliás opinião corroborada por todos os árbitros e painéis de arbitragem, sem excepção.
Ora isto é grave e mais grave se torna sabendo-se que o Benfica tem a responsabilidade nas transmissões dos seus jogos em casa! Em qualquer caso uma situação absurda e que só acontece em Portugal!

Mas deixemos o Benfica porque o que importa é responsabilizar quem está ou devia estar acima do Benfica, representando o interesse geral, ou seja, a verdade desportiva para todos. Essa entidade é a Federação e o seu presidente, uma vez que a Liga em termos de justiça desportiva, não funciona. E o que faz o presidente da Federação?!

Do que sabemos anda a reunir-se com o presidente do Benfica e com o presidente do Porto e espera reunir-se com o presidente do Sporting! Conversas de presidentes que nada resolvem pois não tocam no fundo da questão. E o fundo da questão são os emails que foram divulgados no Porto Canal. Emails cujo conteúdo, a ser verdadeiro, consubstancia um gravíssimo atentado à integridade das competições. É só isto que Fernando Gomes tem que verbalizar publicamente acrescentando que a justiça desportiva saberá punir os culpados e ilibar os inocentes. Justiça civil e penal não é com ele nem com a Federação. Dito isto que é o que o povo do futebol espera ouvir, incluindo os benfiquistas, deverá passar de imediato á acção com uma série de medidas preventivas que evitem, no futuro, situações como a que estamos a viver. A primeira coisa a fazer é concentrar na Federação a responsabilidade pelas transmissões televisivas tal como acontece com o VAR. A seguir terá que reduzir drasticamente o peso dos três grandes face aos outros competidores contrariando a actual satelização em curso. É que só com três não há campeonato! Se não sabe como se faz, leia o Belém Integral.

Só há aqui uma dúvida: - quererá Fernando Gomes acabar com a batota, reformar o futebol português, ou não quer e prefere não fazer ondas, deixar tudo como está e na primeira oportunidade arranjar um bom lugar na UEFA ou na FIFA?!
Pergunto isto porque é o que os nossos políticos mais proeminentes costumam fazer.


Saudações azuis

domingo, novembro 26, 2017

O campeonato, os empréstimos e a suspeição!

Quando há alguns anos escrevi sobre este assunto dos empréstimos entre equipas que disputam o mesmo campeonato era uma voz quase isolada mas os perigos já se adivinhavam. Por um lado temos a dependência de quem recebe em relação a quem empresta e por outro o desincentivo ao investimento próprio ficando os clubes ditos pequenos à espera dos jogadores emprestados pelos grandes! Esta foi a receita para chegarmos ao futebolzinho suspeito que temos hoje: - três patrões e quinze satélites! E escusam de se ofender.

A Liga (e a Federação) face aos escândalos que entretanto se avolumavam, engendraram uma norma que impede os emprestados de defrontarem o clube que os emprestava. Limitando ao mesmo tempo a três o número de emprestados por cada clube emprestador. A situação ficou mais clara mas não se tocou na sua substância.

Quanto á forma as contas são fáceis de fazer. Em teoria um clube pode jogar com nove jogadores emprestados, por exemplo, três do Benfica, três do Sporting e três do Porto necessitando apenas de se preocupar (para completar o onze base) com mais dois jogadores que podem, e dou outro exemplo, ter o passe partilhado com Benfica, Sporting ou Porto! Isto vale em pleno para 28 das 34 jornadas.

É claro que as coisas não se passam bem assim. É pior. O que acontece é usarem-se estes empréstimos como parte de uma estratégia de poder por parte de cada um dos grandes. Assim seleccionam os clubes a quem emprestam jogadores na base de algumas alianças que se reflectem invariávelmente nas votações nas assembleias da Liga, etc. Só não vê quem não quiser ver. Aliás, e para não irmos mais longe atente-se no que se passou ontem no final do jogo na Vila da Aves com o treinador do Porto a deixar algumas indirectas ao empenho dos jogadores avenses! Ou, noutro contexto, na reacção de Pinto da Costa à proposta do G15 para acabar com os empréstimos entre clubes que disputam a mesma competição! Fez questão de diminuir o G15 para G11 e ameaçar o Braga com o regresso já em Janeiro de um emprestado!

Por aqui se vê a importância da iniciativa do G15 em prol do futebol português que tem de deixar de ser uma competição entre senhores e escravos.


Saudações azuis



Nota: Tanto quanto sei o Belenenses tem actualmente um jogador emprestado pelo Sporting (André Geraldes) e emprestou ao Feirense o seu jogador Tiago Silva. Quanto às situações de partilha de passes, uma fórmula habilidosa de ultrapassar esta questão, não tenho dados seguros para me pronunciar.

sábado, novembro 25, 2017

Oportunidade perdida

Era um jogo muito difícil como serão todos os jogos desta Liga e essa dificuldade ficou bem patente na formação da equipa, nas cautelas defensivas com a bola a circular muito atrás e a tentar criar perigo pela certa. Mas é difícil criar perigo com Maurides ausente no jogo corrido, incapaz de segurar a bola, e eu penso que teremos de arranjar alternativas de golo para além das bolas paradas ou dos cruzamentos. De qualquer modo na primeira parte as tentativas de furar pela direita também não foram muito convincentes. Na segunda parte com a entrada de Benny a coisa melhorou. Acresce que o Chaves defendeu bem, recuperava a bola com alguma facilidade e tinha um craque a dar cabo do juízo a Florent. Estou a referir-me a Mateus, jogador emprestado pelo Sporting, e que acabou por resolver o jogo. Uma história repetida - em cima do intervalo, Fredy tenta o desarme pelas costas, livre em posição frontal e um grande golo do tal Mateus. A lembrar o sucedido contra o Vitória de Setúbal. E não vale a pena discutir se foi falta ou não, os árbitros vão sempre marcar falta neste tipo de lances. A solução é evitar esse risco.

Na segunda parte e estando a perder Domingos arriscou, fez entrar Benny, e o Belenenses conseguiu algumas jogadas envolventes pela direita que poderiam ter dado golo. Mas faltou sempre a decisão de um goleador nato… Caeiro entrou, ainda ameaçou, mas é curto…
É claro que um meio campo mais composto dava muito jeito. Tandjigora lesionado, Saré sem condição física e Sousa castigado, é muita gente!

No final não houve as declarações da praxe e em seu lugar o presidente da SAD manifestou o seu desagrado pela falta de frontalidade dos árbitros em denunciarem quem de facto os ameaça. Uma intervenção que não vou comentar até porque já dei a minha opinião sobre o assunto.

Resultado: Belenenses 0 – Chaves 1


Saudações azuis


Nota: Estas longuíssimas paragens do campeonato e a falta de competição que provocam não ajudam nada clubes como o Belenenses que nem equipa B possui.

sexta-feira, novembro 24, 2017

Cuidado Belenenses!

O caminho está cheio de surpresas e armadilhas e todo o cuidado é pouco. Vou começar pelo mais importante, a equipa de futebol. Logo à noite os árbitros vão querer mostrar a coragem que não têm (nem tiveram) e a primeira vítima pode ser o Belenenses. Nada de protestos, nada de entradas à margem das leis, concentração total no jogo.

No anterior postal apontei para vários cenários mas já sabia que esta novela dos árbitros ía acabar na paz dos cemitérios! Na lei da rolha. Para gáudio daqueles que têm feito de tudo para calar as vozes incómodas. Para bom entendedor…

Nesta novela o presidente da Federação tem tido uma actuação no mínimo insólita! Em primeiro lugar resolveu dar uma entrevista em vez de dar as suas ordens. Depois foi à assembleia da república falar do clima de violência sem falar nas causas. Entretanto precipitou a entrada em vigor do vídeo árbitro como se o aparelho funcionasse sozinho!

É aqui que estamos e as notícias, logo desmentidas, de encontros de Fernando Gomes com os presidentes dos chamados três grandes também não augura nada de bom. É mais uma vez a estratégia de tentar resolver em surdina aquilo que tem que ser dito em altos gritos. A suspeição alimenta-se da sombra, não do sol.

Uma última palavra sobre a posição que o G15 deveria tomar nesta novela dos árbitros. Deveria concentrar-se no seu caderno reivindicativo (centralização dos direitos televisivos à cabeça) evitando colar-se à vitimização dos árbitros, até porque eles não são vítimas.



Saudações azuis

quarta-feira, novembro 22, 2017

Pedido de dispensa, greve encapotada ou a paz dos cemitérios!

Greve não é de certeza porque não temos conhecimento de qualquer caderno reivindicativo. Será portanto um mero pedido de dispensa para os árbitros descansarem embora me pareçam muitos a necessitar de descanso! O que levanta algumas questões.

Mas afinal os árbitros estão cansados do quê?! De ouvir criticas à respectiva actuação?! Mas isso é o pão nosso de cada dia e quem escolheu ir para árbitro sabe que é assim. Ou será pelo clima de suspeição que a revelação dos emails entretanto provocou?! Eu vou mais por aqui. O problema é que o clima de suspeição tem causas e não é com descanso que se resolve. Também não se resolve com o silêncio geral. Essa estratégia só beneficia os infractores, ou se quiserem, os presumíveis infractores. 

Dir-me-ão que está tudo a ser investigado e que serão os tribunais a decidir. Mas quais tribunais?! A justiça civil ou criminal é uma coisa, têm cada qual o seu tempo e o seu processo, outra coisa é a justiça desportiva. Esta tem regulamentação própria e uma tempestividade (urgência) diferente. Está em causa a verdade desportiva, a integridade das competições. O jogador que vê dois cartões amarelos é expulso de imediato do terreno de jogo. Sem apelo nem agravo. É esta justiça que nos interessa pois é a falta dela que está a provocar todo este ‘cansaço’ nos árbitros. 

E o que tem feito a justiça desportiva?! Zero ou quase zero! Aliás não se percebe porque é que os árbitros visados nos emails nunca vieram a terreiro defender-se ou dar alguma explicação sobre a correspondência que trocavam com responsáveis do Benfica! No que toca à Liga  e à Federação, que se saiba, também pouco têm feito. Deveriam ter chamado imediatamente os árbitros sob suspeita e ter esclarecido a situação, única forma de matar à nascença o alarido social. Porque é que não o fizeram, não sabemos mas suspeitamos. E assim, de suspeita em suspeita, o campeonato pode não chegar ao fim. Até rima!



Saudações azuis 

segunda-feira, novembro 20, 2017

G 15 - uma excelente notícia!

No deserto que é o futebol português onde há três eucaliptos que secam tudo à sua volta é uma excelente notícia saber que (finalmente) alguém se atreve a contestar tamanha hegemonia! Hegemonia asfixiante, que não deixa ninguém medrar, e mantém o futebol português num casulo soviético. Não vou aprofundar a comparação, a união soviética já não existe, mas deixou testamento em Portugal. Quando existia havia os clubes do estado, com todos os direitos, e os outros, com todos os deveres. O imobilismo (em tudo) era a palavra de ordem para que ganhassem sempre os mesmos. É isso que queremos?!

Na linha da frente deste movimento de emancipação aparecem o Braga, o Boavista e o Belenenses, uma tríade que se saúda! Espero que tenham a capacidade para agregar os quinze clubes numa plataforma que possa defender os interesses comuns. Não vai ser fácil porque isto vai estragar o arranjinho em que tem vivido o futebol português. O momento no entanto parece-me oportuno. Os três clubes do estado estão envolvidos numa guerra fatal que anuncia o fim de um ciclo. A caixa de esmolas, de tanto ser arrombada já não chega para os três. Há que mudar de vida.

Em termos de reivindicação e mudança o G 15 já definiu as prioridades. Prioridades óbvias que funcionam em todos os campeonatos europeus excepto em Portugal e na Ucrânia! Refiro-me à centralização dos direitos televisivos na Federação ou na Liga e à distribuição dos proventos segundo critérios equitativos. Não é preciso inventar nada, basta copiar o que já se faz nos campeonatos mais evoluídos.

Outra das reivindicações não pode deixar de ser um limite de jogadores a inscrever na esfera patrimonial de cada clube. O objectivo é terminar com a colonização de todos os clubes por parte dos três do costume.

E claro, o VAR tem que ser democratizado. Dito de outra maneira para que todos percebam – o VAR deve estar ao serviço da verdade desportiva em todos os jogos do campeonato e não, como temos constatado, ao serviço da verdade desportiva nos jogos em que participam, Benfica, Sporting e Porto. Para bom entendedor…
  
Termino com alguma esperança sabendo como é difícil mudar mentalidades e subserviências que já têm barbas. A esperança é que o G15 representa o futuro, a verdade desportiva para todos, num futebol mais justo e competitivo. 


Saudações azuis 

quinta-feira, novembro 09, 2017

O Belenenses em primeiro lugar!

O tribunal arbitral indeferiu por unanimidade e sem direito a recurso a recompra da SAD nos termos propostos pela actual Direcção. Decidiu e está decidido. Resta aos litigantes aceitarem o veredicto, retirar as devidas ilacções, e entenderem-se a bem do valor maior que está em causa – o Clube de Futebol “Os Belenenses”. Quem não o fizer mostra à evidência que não acredita na justiça, que não está de boa-fé, e sendo assim, anda a enganar os sócios.

Não vou alongar-me mas queria deixar mais duas palavras. Uma é sobre o significado da palavra entendimento, outra é sobre o futebol. Entendimento é remar para o mesmo lado e quem não for capaz de o fazer deve afastar-se permitindo que haja alguém que o faça. Em termos práticos, terá de ser alguém com capacidade para negociar um novo acordo parassocial, acordo que seja o motor de arranque para aquilo que todos ambicionamos – um Belenenses que possa discutir o título da primeira Liga!

A outra palavra é sobre a equipa principal de futebol, a grande vítima desta guerrilha institucional que apenas tem servido para fracturar o clube. Esta fractura adivinhava-se, a megalomania, a dispersão e muitos outros interesses foram-se sobrepondo ao foco principal que é o futebol do clube. Basta recuarmos ao último título conquistado, a Taça de Portugal, era treinador Marinho Peres. Já nesse tempo a equipa principal treinava no estádio nacional! Trinta anos depois acontece o mesmo! Enquanto isto o Restelo foi-se enchendo de cimento armado, piscinas e outras actividades que nada têm a ver com o futebol. Falta dar o último passo, expulsar a equipa de futebol do Restelo, e parece que há gente disposta a isso! A esses só relembro o seguinte – o Belenenses já jogou no Pau de Fio, nas Salésias, joga actualmente no Restelo, mas jogue onde jogar os sócios do Belenenses estarão sempre ao lado da equipa. Já uma vez afirmei e repito: - sou sócio do Belenenses, não sou sócio do Restelo.


Saudações azuis