quinta-feira, agosto 31, 2017

O leilão dos saloios

Os títulos dos jornais berram que o mercado está louco mas não está! Tais títulos aliás dizem muito pouco sobre o mercado e muito sobre as necessidades e apertos dos clubes portugueses. Dos clubes e desse formigueiro de parasitas que vivem à conta do futebol. Um bolo cada vez mais esmifrado e mentiroso. É caso para dizer que se fazem melhores negócios na feira de gado da Malveira! 

Mas pronto, o circo funciona assim e como ainda há quem acredite nos milhões e milhões que a toda a hora enchem os cofres imaginários dos clubes portugueses, siga a marcha! O que não se percebe, e estou a falar de alguns clubes, é que sendo tão ricos sejam tão caloteiros quando se trata de pagar à banca!

Mas sobre contratações e milhões a gente já sabe como é: - o Benfica faz sempre grandes negócios, o Sporting tem sempre grandes dificuldades em fazê-los e o Porto agora nem pode fazê-los! Isto evidentemente na óptica dos ‘cartilheiros’ que martelam os ouvidos da opinião pública. 

Quanto aos milhões, e se formos a peneirar aqueles contratos, rápidamente percebemos que estamos a falar de tostões, pois há ali tantos ‘ses’ inatingíveis que só as criancinhas acreditam naquilo. 

No que toca ao Belenenses e à hora em que escrevo estas linhas ainda não há novidades. 



Saudações azuis

quarta-feira, agosto 30, 2017

Vamos por partes…

(O polvo encarnado)

Segundo rezam as crónicas há mais um árbitro na órbita do Benfica, chama-se Bruno Paixão e usava o facebook para comunicar com o ‘filho querido’ da nação encarnada! E como ninguém veio contestar a denúncia tenho que admitir que é verdadeira aumentando assim a onda de suspeição que se abate sobre o futebol português. Há aqui no entanto algumas obscuridades que convêm ser clarificadas. É visível que o Bruno Paixão de 2017 já não é o mesmo que arbitrou um célebre jogo em Campo Maior onde o Porto foi fortemente prejudicado. E já nem será o mesmo que se escondia no facebook. O mundo dá muitas voltas! E numa dessas voltas o presidente do Porto também terá mudado. Ou então terá sido enganado?! E a não ser que alguém me explique o sentido daquela visita a Évora vou continuar a ter dúvidas. Com efeito, ir visitar o grande artífice da actual hegemonia do Benfica, hegemonia que se fez à custa do jejum do Porto no que toca a títulos, há aqui alguma coisa que não bate certo. Eu sei que tudo isto pode parecer estranho, confuso, mas tudo tem uma explicação e a minha explicação é esta: - um homem que consegue ter os bancos (todos) na mão e a comunicação social (toda) no bolso, consegue enganar o mais pintado! E a este homem todos lhe devem favores. E mais não digo.

(Eliseu)

O caso Eliseu foi arquivado á luz do nacional benfiquismo e não deixa de ser bem feito para todos aqueles que se escondem atrás das suas inferioridades. O Gomes da Federação anda escondido atrás da selecção do Ronaldo e tentou com o vídeo árbitro cortar os tentáculos do polvo sem aleijar o polvo e sem se aleijar a ele. É evidente que não é assim que se resolvem as coisas pois tal como temíamos o polvo controla o vídeo árbitro com a mesma facilidade com que evidencia a inutilidade do Conselho de Justiça da Federação. Se só serve para castigar dirigentes e árbitros que dizem nomes feios aos jogadores, podem ir todos para casa.
O Proença da Liga, já se sabia, não tem perfil nem condições para se impor aos clubes, nomeadamente aos grandes, impondo medidas que corrijam a batota e as gritantes desigualdades de tratamento entre os vários emblemas. A centralização dos direitos televisivos continua em banho maria e a satelização dos clubes portugueses não pára. Assim, o campeonato é uma mentira e serve apenas para infantilizar a população.

(Governo e seus institutos)

Secretaria de Estado do Desporto ou Instituto Português da Juventude e Desporto são siglas (há mais) que não correspondem a nada de concreto! Sendo permitida uma imagem futebolística, diríamos que estão lesionados há muito tempo! Não contam para a equipa. E o futebol não pode contar com eles.

(Mercado de transferências)

Andric - É um jovem avançado, é nosso, tem margem de progressão, nunca percebi porque é que o despachámos. Os que cá ficaram não marcaram mais golos! Os bons treinadores servem para potenciar qualidades dos jogadores e se Andric já foi uma promessa pode talvez, um dia, tornar-se uma certeza. Precisa é de oportunidades. Além de que não vejo a SAD com capacidades para ir buscar um homem golo uma vez que estes jogadores estão muito valorizados. Por exemplo, não me importava nada de ter o Welthon que entretanto parece que vai para Guimarães.  Por outro lado insistir em rodar jovens jogadores de outros clubes (Gelson Dala!) é insistir no erro.

Bakic - Já conhece a casa e deu-se bem, o que é sempre positivo. Mas é evidente que o Braga não está disposto a pagar-nos o ordenado.




Saudações azuis

terça-feira, agosto 29, 2017

Imagens azuis (e negras) do fim-de-semana!

Estive a rever o jogo com o Setúbal na televisão, e com calma e sossego apercebi-me melhor do momento em que nos desorganizámos. Esse momento aconteceu por volta dos setenta minutos e coincide com a entrada do Persson, a saída do Chaby e o avanço do Yebda e o Tandjigora na tal inversão do triângulo do meio campo. Já tinha referido o facto mas agora tudo ficou mais nítido. Faltou alguém que tivesse pés para segurar a bola e não a perder, e Chaby estava a fazer isso embora às vezes a decisão do último passe não lhe tenha saído bem. Mas isso faz parte do crescimento do atleta. Yebda que entretanto surgiu a ocupar espaços mais adiantados fez muito pior e não tem a desculpa da juventude. Por outro lado, o Belenenses que até então controlava perfeitamente o jogo passou a sentir dificuldades nas rápidas saídas do Vitória. Então fizeram falta quer Yebda quer Tandjigora mais recuados. Conclui-se daqui que a nossa segunda parte e até aos setenta minutos estava a ser bem conseguida e com possibilidades de marcarmos mais um golo num contra ataque e de não sofrermos nenhum. É claro que depois do empate juntou-se à nossa desorganização o crescimento do adversário e a vida do Belenenses complicou-se muito. É fácil falar depois do jogo mas Domingos, que tinha conseguido corrigir os defeitos notados na primeira parte, como que se suicidou com as substituições operadas.

Aproveitei também o visionamento do jogo para confirmar aquilo que escrevi sobre o penalty sonegado ao Belenenses e que já no campo me pareceu penalty. E pareceu-me penalty porque naquela situação qualquer toque, por mais pequeno que seja, o avançado desequilibra-se e cai. E basta uma imagem que prove o contacto, e ela existe, para não haver necessidade de ver mais nada. Aliás estou convencido que o árbitro foi sugestionado pelo vídeo árbitro e este deverá ter sido sugestionado pelos comentários da Sport TV em especial por um dos comentadores que achava que não tinha havido contacto! Houve contacto sim senhor. Aliás e para que estas situações não se repitam, o Belenenses deveria ter protestado publicamente contra tal decisão. E já escrevi, fossem outros os intervenientes e estou convencido que o árbitro nunca voltaria com a sua palavra atrás!

Assim, se continuarmos todos caladinhos o vídeo árbitro vai servir para aquilo para que foi concebido, a saber: – passar de fininho sobre a batota institucionalizada fingindo que se muda alguma coisa para continuar tudo na mesma. Uma táctica velha e relha.


Saudações azuis 

domingo, agosto 27, 2017

Hugo Miguel acabou com os penalties!

Agarrão ou puxão da camisola, pequeno, grande, não interessa, na sequência de uma bola parada, com a mesma a viajar fora do alcance dos jogadores em causa, é um facto comum neste tipo de lances e que os árbitros normalmente deixam passar. Sendo assim a decisão de sancionar este penalty deixa no ar uma série de dúvidas e interrogações. 

A primeira dúvida é ter sido o Benfica o grande beneficiado por este penalty cirúrgico! Pois não podemos ignorar que os polémicos emails, até hoje nunca desmentidos, o que nos dizem é que o clube da Luz controla escandalosamente a arbitragem!

A segunda interrogação é se este caso vai fazer jurisprudência arbitral?! É que se vai, estes penalties vão multiplicar-se, transformando o futebol português numa espécie de futebasquet onde o mínimo contacto dentro da área terá que ser penalizado. Mas como isto é absurdo o mais provável é enveredarmos pela atitude contrária com os árbitros a permitirem quase tudo dentro da área deixando a batata quente para o vídeo árbitro. Ou seja, estamos fritos.

E não posso terminar sem uma referência às capacidades visuais do dito árbitro! Incapaz de ver mais uma cotovelada do Eliseu conseguiu no entanto descobrir um penalty de que ninguém se apercebeu nem no estádio nem nas imagens em tempo real da televisão! Os olhos da águia, todos sabemos, têm uma visão privilegiada.


Saudações azuis


Nota: Para quem viu o jogo pela televisão teria sido tudo mais fácil se Hugo Miguel tivesse actuado disciplinarmente como deveria - cartão amarelo a um jogador do Rio Ave logo de inicio, outro alaranjado a Eliseu por mais uma cotovelada, e obviamente nunca deveria ter marcado aquele penalty, que na realidade é forçado pois faz parte das escaramuças normais naquele tipo de lances. E, muito importante, a bola não estava ao alcance nem de Jonas nem do defesa do Rio Ave. A bola foi para fora directamente! Ou seja, nem se pode dizer que Jonas foi impedido de se fazer ao lance.

sábado, agosto 26, 2017

O vídeo árbitro não é para o Belenenses!

Nem o árbitro! Complexado, durante a primeira parte viu-se perfeitamente que Diogo Viana podia pisar o risco que o árbitro (com o Eliseu na cabeça!) marcava sempre falta a nosso favor. Uma estranha lei das compensações que só Freud pode explicar. Até que chegou o penalty, que foi penalty, mas que o árbitro depois de o assinalar terá sido pressionado e teve dúvidas! Foi ver na televisão, demorou bastante tempo, e veio de lá com outra ideia. Se fez fé na câmara lenta, equivocou-se, pois esta distorce a realidade de um ligeiro toque por trás, suficiente para desequilibrar o avançado do Belenenses. Certo é que anulou a possibilidade de chegarmos aos dois a zero e irritou solenemente a causticada assistência azul. Envolvesse o lance um avançado do Sporting, ou do Porto, e não tenho a certeza que o árbitro voltasse atrás com a decisão. Quanto ao Benfica, talvez! Aliás os encarnados e fruto da mesma lei compensatória, irão sofrer alguns ajustes arbitrais enquanto durar a memória da ‘vergonha Eliseu’. Portugal é assim!

Quanto ao jogo ficou o sabor amargo de termos deixado fugir a vantagem que nos daria os três pontos. Vantagem que se justificava pese um susto ou outro na parte inicial do desafio. Nomeadamente no flanco esquerdo da nossa defesa! Mas a equipa recompôs-se, a energia de Tandjigora deu o mote, Chaby veio mais atrás buscar jogo e passámos a controlar as operações pode dizer-se até às substituições, já a segunda parte era madura. O meu sobrinho e parceiro neste espaço fez referência, não à substituição de Chaby, que estaria esgotado, mas à inversão do triângulo com a entrada de Persson. Concordei que terá sido a partir daí que o Vitória de Setúbal teve mais espaço para atacar. E nós mais dificuldades nas transições ofensivas. Veio o empate num livre em tudo idêntico ao que proporcionou o nosso golo e o certo é que acabámos o jogo com o credo na boca!

Ilacções para o fortalecimento da equipa até ao fim da época de transferências: - continuamos sem um central de referência e o lado esquerdo da defesa não está famoso. No meio campo Benny tem que entrar mais vezes e o Persson é um trinco com mau jogo de cabeça. E o ataque continua pouco produtivo. Maurides tem que aprender a rodar depois de receber a bola de costas para a baliza, pois cai muitas vezes mas os árbitros não assinalam falta. Ronni deixou boa impressão.

Resultado final: Belenenses 1 - Vitória de Setúbal 1


Saudações azuis

quinta-feira, agosto 24, 2017

No tempo da escravatura…

Os escravos não tinham direitos nem podiam reclamar dos maus tratos que lhes eram infligidos. A justiça era uma coisa inventada para dirimir conflitos entre senhores. Este tempo está de volta, se é que alguma vez nos abandonou, e seguindo os trâmites usuais quem assumiu as dores da agressão do Eliseu ao nosso jogador Diogo Viana, não foi o Belenenses, foi o Sporting! Isto pode parecer estranho mas em Portugal é assim. O Belenenses pertence àquela categoria de clubes (dos dezoito são quinze!) que estão impossibilitados de se queixar directamente às instâncias judiciais devendo confinar-se aos analgésicos e outras mesinhas para reconfortar o seu jogador. O direito a reclamar pertence, nesta sociedade de esclavagismo avançado, a um dos três clubes do estado e consoante o interesse concreto que essa reclamação lhe possa trazer. Quanto às ‘instâncias’, aquilo que se conhece é que são organismos cheios de reumatismo e que só funcionam se houver a dita reclamação. E mesmo assim, se a dita, interferir com o universo encarnado, o reumatismo da instância aumenta exponencialmente!
Estou a criticar a SAD pela inacção?! Estou. Mas compreendo e sei que nenhum clube, dos quinze mencionados, teria a coragem de se queixar de maus tratos por parte de algum dos três clubes que mandam no futebol português. A escravatura é assim.


Mudando (aparentemente) de assunto:


No Porto Canal desta terça-feira – programa ‘universo Porto bancada’ – um dos intervenientes referiu-se ao ‘nacional benfiquismo’ e aos ‘clubes do estado’, com grande propriedade e acerto! São expressões que utilizo neste espaço e assim não pude deixar de sentir algum conforto espiritual pelo facto de estar a fazer escola entre a juventude… nortenha! O programa foi interessante, revelador, houve mais emails a comprometerem a arbitragem e com ela a verdade desportiva e terminou com um momento de humor. Um momento com três entradas de Eliseu, duas em Chaves e esta última na Luz! Entradas acrobáticas, rápidas, ferozes, todas elas a atestarem o enorme fair play do rapaz. Parece que em Portugal tem uma folha disciplinar imaculada. Quem é que se admira (depois) que estes números circenses continuem?! 


Saudações azuis

segunda-feira, agosto 21, 2017

Tocar na ferida

Manuel Machado treinador do Moreirense resumiu a verdade do nosso campeonato – ‘isto é para três clubes e os outros não interessam, são carne para canhão’. Uma verdade cristalina que só agora alguns ousam verbalizar! Só alguns, porque a maioria está comprometida com este sistema e não o quer mudar. O governo neste caso é como se não existisse! Aliás o futebol apenas reproduz a sociedade em que vivemos, uma sociedade cada vez mais desigual, em tudo, e que quase se pode medir pela diferença de orçamentos entre os três eucaliptos e os restantes. Pobres comparsas que não sabem a força que têm pois sem eles não haveria espectáculo! O que se passa hoje em dia só tem um nome – uma vergonha, um espectáculo indecoroso, próprio de um circo romano.

O quadro é este e ainda piora com as intervenções programadas dos escribas! Refiro-me à comunicação social, em peso, sem uma única excepção relevante. Estes escribas são ainda mais desprezíveis tal é a colagem aos interesses de Benfica, Sporting e Porto.
É claro que podia argumentar-se que assim, tal como está, o nosso futebol tem progredido ao ponto de Portugal ser o actual campeão da Europa! Nada mais falso. Com os rios de dinheiro gastos, com as dívidas insolúveis á banca, e com o tempo de antena afecto ao futebol, Portugal deveria ser, pelo menos, campeão interplanetário, incluindo nesse campeonato todas as nebulosas conhecidas!

Mas voltemos ao fundo da questão e áquilo que se ouviu depois de Manuel Machado ter dito o que disse. Falou-se então na centralização dos direitos televisivos e numa distribuição mais justa dos proventos, mas falou-se sempre de uma forma pouco convicta, como se isso fosse uma impossibilidade em Portugal! E ‘isso’ é apenas o mínimo que é devido a quem participa no espectáculo, espectáculo que não existiria sem a participação de todos os clubes. Quem não quer perceber isto está a cavar a ruína do nosso campeonato ou então está já a pensar num campeonato filipino. Já demos essa matéria durante sessenta anos… Quando perdemos a independência.


Saudações azuis