quarta-feira, maio 31, 2017

As perguntas óbvias

Segundo li decorre hoje à noite uma sessão de esclarecimento sobre o futuro próximo do Belenenses tendo em conta o acto eleitoral que se avizinha. Ao candidato único deixo as seguintes perguntas:

1.  Quando tenciona o Belenenses corrigir o erro que tem alimentado a ignorância, e injustiçado os nossos campeões, relativamente ao número de campeonatos nacionais que já ganhámos? Corrigir o erro junto das instâncias oficiais, bem entendido.

2.    Sabendo-se que correm os prazos para que o Belenenses retome, como tem que ser, o controle da SAD, que tenciona esta Direcção fazer de diferente para que não voltemos ao precipício para onde nos atiraram as Direcções anteriores? As várias Direcções anteriores.

3.  Considerando que o estádio do Restelo surge em cada eleição como instrumento privilegiado para resolver os problemas de competitividade que desde longa data afectam a equipa de futebol, pergunto se vamos continuar a insistir nessa via que se tem revelado um fracasso total?! Relembro para quem se tenha esquecido que o Belenenses nunca discutiu o título no Restelo e que foi no Restelo que perdeu aos poucos a sua grandeza.


Saudações azuis


(Sócio nº 400)  

segunda-feira, maio 29, 2017

A nossa luta!

Antes de mais devo saudar um excelente artigo assinado por António Barradas na ‘Comunidade Azul’ (Canoticias.pt) sobre a possível dispensa de Miguel Rosa! O artigo está muito bem escrito e o tema é o amor à camisola, algo que o futebol actual não consome. Mesmo assim gostei. E gostei porque num país cada vez mais condicionado pelos três clubes do estado, do regime, dos bancos, como lhes queiram chamar, haver ainda algum jogador que afirme o seu amor a outro clube, já é de si um gesto singular! Mas o passe de Miguel Rosa, tal como o de muitos outros não pertence maioritáriamente ao Belenenses, e isso deixa-me sempre um amargo na boca. E condiciona o discurso. Aliás se nem o futebol pertence maioritáriamente ao Belenenses… se nem a formação tem a correspondência natural e lógica com a equipa principal… se tudo isto é um absurdo criado pelos próprios belenenses… como é que ainda podemos falar em mística… como é que podemos almejar jogadores que festejem livre e espontaneamente os golos que marcarmos ao Benfica, ao Sporting e ao Porto?! Esta é a conclusão que me interessa retirar daquele, repito, excelente artigo.

Quanto aos aspectos meramente desportivos e que possam caber nos palpites de um adepto, basta lerem o que escrevi há muito pouco tempo sobre o Miguel Rosa*. Não retiro uma vírgula. Na minha opinião faz falta ao plantel. Mas também compreendo que a última palavra tem que ser a do técnico. Pois é ele que tem a cabeça no cepo. E não lhe invejo a tarefa.  




Saudações azuis



*Postal de 15 de Fevereiro 2017

domingo, maio 28, 2017

Ainda não acordámos?!

A demagogia, doença fatal da democracia, produz necessariamente indivíduos propensos ao seguidismo, à dependência e a outros males que não cuidarei aqui. Entre esses males evidencia-se a desvalorização do passado, sempre um atraso de vida, em comparação com o presente que eles imaginam radioso porque a vida lhes corre bem! O que nem é o caso do Belenenses. Não sabem, nem sonham que ao desvalorizarem o passado estão a desvalorizar o presente e estão naturalmente a comprometer o futuro. Já expliquei isto.

Mas isto vem a propósito de mais uma notícia (irritante) sobre o título de campeão nacional conquistado em 1946. Um título, no fim de contas, a somar aos outros três que já tínhamos ganho! Foi o quarto título de campeão nacional e continuo sem perceber porque se faz menção ao aniversário deste e se omitem sempre os aniversários dos outros: – 1927, 1929 e 1933!

Posso perceber que a demagogia do regime tenha acolhido a versão demagógica de uma federação de mentecaptos, mas agora que já acordámos do torpor, que já foi denunciado o erro, o mínimo que se espera da comunidade azul, com a Direcção na linha da frente, é que reabilitem os campeões do passado que não têm culpa nenhuma de não terem belenenses à sua altura no presente.


Saudações azuis


Nota: Li a efeméride na 'CA Notícias' mas o que eu queria ter lido era a notícia da reivindicação para repor a verdade desportiva. A não ser que haja assuntos mais importantes para tratar!

sábado, maio 27, 2017

A ‘nova’ época!

Já me custa escrever sobre o Belenenses, já vou perdendo aquela centelha de esperança (e de entusiasmo) que sempre me animou, os horizontes são sombrios e não há muito a dizer. Até haveria mas atirar mais achas para a fogueira não vale a pena. Sobre a próxima época a sensação que fica é que ou Domingos consegue (com os escassos recursos de que dispõe) vencer ou o que aí vem será muito mau.

E por falar em escassos recursos temos agora a notícia do regresso de Rúben Pinto depois de uma experiência no futebol do leste europeu. Rúben Pinto fez falta porque como aqui tenho referido é um jogador de meio campo, zona altamente deficitária da nossa equipa. Especialmente depois da saída de Palhinha e da interminável lesão de Rosel, dois emprestados. Com Rúben Pinto, Benny e mais um trinco, a coisa compunha-se.

Domingos também terá que resolver o problema do guarda-redes, prefiro os altos e que sabem sair da baliza, precisa de um central experiente, e terá de contratar um avançado e um ala efectivos. Efectivos no sentido em que estejam disponíveis para jogarem. E vou avançar com uma heresia: - eu sei que ele tem trinta e dois anos, sei que tivemos com ele um caso que ficou célebre, mas Mateus ainda é um avançado efectivo. Como a SAD já demonstrou não ter capacidade para ir ao mercado fica aqui a sugestão. Eu por mim, aceito o velho Mateus até porque não temos lá ninguém com a sua capacidade goleadora. E não só.



Saudações azuis

domingo, maio 21, 2017

Acabou o suplício…

Em Vila do Conde numa tarde de sol e vento cumpriu-se a derradeira jornada de uma época lamentável que só não foi pior porque ainda assim nos mantivemos na primeira Liga! Mas se o campeonato dura mais umas jornadas, não sei, não! Basta isto para se ter a ideia do estado em que o clube se encontra, sem rei nem roque, onde todos mandam ou julgam mandar, onde há quem se julgue melhor adepto do que o vizinho! Na verdade somos todos responsáveis pela situação a que o clube chegou, embora em níveis diferentes. E aqui tem que valer uma antiga regra democrática – quem mais protagonismo tem, ou tem tido, é mais responsável do quem está longe e apenas sofre pelo clube. É também por isso que vou resumir a minha crónica aos aspectos meramente desportivos sabendo no entanto que as vitórias só hão-de chegar quando remarmos todos na mesma direcção.

A partida com o Rio Ave foi uma cópia de outras em que existe uma ideia de jogo mas é impossível pô-la em prática com os executantes que temos. Outra razão, óbvia, resulta da descrença que se apodera da equipa face às derrotas sucessivas que vem sofrendo. Equipa que rende mais quando joga fora, não só porque é mais fácil defender do que atacar (outra verdade do campeonato) mas, custa-me a dizer, porque o Restelo se transformou em recinto de confronto e desunião.

Este jogo fica desde cedo marcado por um primeiro golo onde à passividade do nosso central Diniz Almeida se juntou a tradicional incapacidade de Ventura para adivinhar o lance e sair dos postes. Tudo junto, com a ajuda do vento, e de uma carga legal mas que seria assinalada se o Diniz fosse do Benfica, deu num golo que a maioria das equipas da primeira Liga não sofrem. A perder, a nossa tarefa complicou-se dada a dificuldade que temos em marcar golos. Mas lá fomos porfiando e na segunda parte conseguimos mesmo instalarmo-nos no meio campo adversário. Tínhamos o vento a favor e tínhamos o jovem Benny que entretanto entrou e dinamizou o meio campo. Mas o golo é que não aparecia. Domingos quis então ser mais ousado e retirou o trinco Persson que estava a dar conta do recado e fez entrar Yebda. O argelino começou a fazer os seus números habituais (e disparatados) de retenção de bola e não ganhámos nada com a troca. E, claro, levámos o dois a zero num contra ataque. Gil Dias, extremo vila-condense recém entrado e no seu estilo habitual, levou tudo à sua frente, incluindo Yebda, e marcou.
E pronto, está feita a história de mais uma derrota.

E uma vez que o campeonato está práticamente terminado resta-me destacar aqueles que em minha opinião merecem mais palmas:

No Belenenses destaco Joel Pereira, guarda – redes emprestado pelo MU, que saiu em Janeiro, mas cujo contributo, numa fase crucial do campeonato foi decisivo para a pontuação que hoje temos!

Nos outros o meu destaque vai para o Feirense, a melhor equipa face aos meios de que dispõe, e para o seu treinador Nuno Manta, o melhor da Liga!

O jogador mais esperançoso da Liga foi Podence. Deu uma Taça da Liga ao Moreirense e foi muito mal aproveitado no Sporting.




Saudações azuis

sábado, maio 13, 2017

Descer à terra...

Quinze, vinte minutos agradáveis, a novidade Mica Pinto, para fortalecer o flanco esquerdo, novidade positiva, um belo golo de João Diogo, de fora da área, podíamos e devíamos ter feito o segundo golo por Persson, não fizemos, Petit fez alterações, o Moreirense melhorou, ganhou preponderância no meio campo, a defensiva azul aguentou o embate e chegámos ao intervalo a ganhar por uma bola a zero. Resultado justo. Segunda parte, sai Mica Pinto, entra Vítor Gomes para equilibrar o meio campo só que o meio campo não se equilibra, antes pelo contrário! Vítor Gomes e Yebda não soltam a bola perdem-na de forma exasperante e Sousa descaído no flanco esquerdo também não dá saída ao jogo ofensivo. Mas o Belenenses estava com a sorte do jogo pelo seu lado! Sorte que não aproveitou. Em pouco mais de cinco minutos o Moreirense ficou reduzido a dez unidades e logo a seguir cometeu uma grande penalidade que Maurides desperdiçou! Havia meia hora para jogar, o desacerto azul continuou, de tal forma que não se deu pela superioridade numérica de que dispúnhamos! Até que chegou o golo do empate e mais uma vez em remate frontal de fora da área com os nossos trincos ausentes! É certo que a partir daí tentámos chegar à vitória mas alcançado um pontinho em condições tão precárias o Moreirense defendeu-se como pôde inclusive com o habitual anti-jogo. Que só vai acabar quando as leis do futebol permitirem parar o relógio nos últimos vinte minutos de jogo. 
Resumindo e concluindo uma despedida decepcionante e um alerta: - para jogar em casa e ganhar precisamos de ter outros argumentos que os jogos fora escondem ou disfarçam. Com aquilo que temos Benny deveria ter entrado e Mica Pinto não deveria ter saído. Precisamos de um jogador que saiba soltar a bola no meio campo. E de um trinco.E afinal não temos alas! Maurides não sabe marcar penalties. Nem livres. 

Resultado final: Belenenses 1 - Moreirense 1

Saudações azuis


quinta-feira, maio 11, 2017

'Os erros corrigem-se'!

Foi com este título que em  Novembro de 2016 solicitava a quem de direito, nomeadamente à Federação Portuguesa de Futebol, que corrigisse o erro de lesa verdade desportiva que alguém no passado cometeu confundindo o Campeonato de Portugal com a Taça de Portugal. Taça de Portugal cuja primeira edição, ganha pela Académica, só se realizou depois do Campeonato de Portugal deixar de existir. Como na altura expliquei passaram então a existir duas provas, o Campeonato da Liga, que definia o campeão português, e a referida Taça de Portugal com o estatuto que hoje tem de segunda prova do calendário futebolístico. Portanto, e enquanto existiu, o Campeonato de Portugal era a única prova do calendário nacional, aquela que definia o campeão português. 
Como na altura também expliquei os moldes em que se realizava, se era por eliminatórias, se era por grupos, seguido de uma final, isso para o caso não interessa. 

A confusão, fortuita ou intencional, teve a ver com o facto de durante quatro anos terem coexistido o Campeonato de Portugal e um campeonato da Liga experimental, uma prova de reservas, que na altura ninguém comparou, nem podia comparar com o estatuto do Campeonato de Portugal. Esta comparação e confusão surgiu mais tarde, quando alguém se esqueceu de adicionar os Campeonatos de Portugal aos Campeonatos da Liga, e como tinham que ser contabilizados nalgum lado inventou-se que eram os antecessores da Taça de Portugal! Porém, prova real do erro e da confusão, acabaram por não ser contabilizados em lado nenhum! Sobrou apenas uma inscrição no troféu que serve de molde à Taça de Portugal! Certo, certo, é que a nova contabilidade assim gerada não prejudicando o número de campeonatos ganhos pelo Benfica, acaba por prejudicar todos os outros campeões! Isto dá que pensar!

Quem pensou bem no assunto, verdade seja dita, foi o actual presidente do Sporting que não hesitou um momento em defender como lhe competia os interesses do seu clube. Os outros lesados, Belenenses, Marítimo, Olhanense e Carcavelinhos, que entretanto deu origem ao Atlético, nunca tiveram força, oportunidade ou disposição para acertar as contas do campeonato. Quanto ao Futebol Clube do Porto, que é também um dos lesados, estranhamente nunca levantou a questão!

Mas, como diz o poeta 'mudam-se os tempos mudam-se as vontades' e, segundo li num jornal desportivo, parece que a recente aproximação entre Porto e Sporting poderá aproximar também os esforços para corrigir o erro e honrar os campeões esquecidos. Para que conste, e não me cansarei de o repetir, o Belenenses foi quatro vezes campeão nacional e não apenas uma como nos andam a enganar. Taças de Portugal é outra coisa, e essas, ganhámos três.


Saudações azuis


Nota básica: Espero que o presidente do Belenenses se junte a esta cruzada pela verdade desportiva e defenda os interesses do clube. Que passam sempre por dignificar os seus campeões!