segunda-feira, setembro 05, 2011

Zero a zero

Um Belenenses diferente, com um trinco apenas e uma série de avançados, todos semelhantes, à espera de receberem bolas jogáveis, o que raramente aconteceu. A bola viajava por alto e Camará repetia o filme trapalhão da época passada. Miguel Rosa não existia, Valdir também não. O Aves, em superioridade numérica no meio campo, manobrava o jogo e só teve que se preocupar com as bolas paradas. Dois ou três cantos foram as jogadas mais perigosas na primeira parte. É curto.
No segundo tempo, idem, salvo nos últimos minutos, em que nos instalámos no meio campo adversário, mas nunca saberemos se foram eles que recuaram ostensivamente ou se fomos nós que conquistámos terreno! Vou mais pela primeira hipótese.
Assim, com futebol ‘tipo distrital’, será difícil marcarmos em casa. Talvez fora, quem sabe.
Breve análise individual:
- Ferreira jogou excessivamente recuado, pareceu-me mais lento e menos concentrado. Seria preferível jogar com mais um trinco possibilitando o adiantamento de Ferreira, de forma a aproveitarmos o seu sentido de passe. Aliás, se tivéssemos jogado com mais peso no meio campo, teria sido possível fazer subir os laterais, especialmente Zaza, uma promessa, que espero não tenham posto a jogar sem acautelar primeiro os direitos do Clube em futura e inevitável transferência.
- Coelho também esteve bem, o mesmo acontecendo com Victor Lemos, embora mais intermitente. Melhora no lado direito mas tem que treinar o passe. O passe é a grande pecha da equipa, e a ideia que dá é que quando recebem a bola a primeira coisa que pensam é em driblar, e só depois levantam a cabeça. Deveria ser ao contrário, ou seja, o drible em última análise, primeiro há que passar a bola ao companheiro melhor colocado para dar seguimento ao lance. O objectivo final, será marcar golo, naturalmente. Repito isto porque os golos tardam no Restelo. E marcar de cabeça vai ser mais difícil pela simples razão que não temos grandes cabeceadores na linha avançada. Nada de desânimos, vamos melhorar concerteza.
No próximo fim-de-semana há mais.

Saudações azuis

domingo, agosto 21, 2011

Mais Ferreira e menos Ferreira!

Com os ventos desnorteados e o tempo a ameaçar ciclone, assistimos (ainda assim) a um jogo interessante no Restelo. Gostei mais da primeira parte, houve mais futebol, houve mais Ferreira. Pelo contrário, na etapa complementar preferiu-se o futebol directo, a bola não circulava pelo meio campo e o jogo perdeu clareza. Foi altura de me enervar, as más recepções tornaram-se frequentes, surgiram também alguns individualismos escusados (à atenção de Miguel Rosa, armado em faz tudo, como por exemplo marcar cantos do lado direito com aquela ventosga!) e por isto ou por aquilo as oportunidades perdiam-se inglóriamente. Cruzamentos houve muitos, mas nós não temos cabeceadores (puros) naquele ataque. E o Atlético que se fechou sempre bem, resolveu apertar no final do jogo e ganhou uma série de cantos que poderiam ter causado perigo. Num jogo onde desfrutámos de poucas oportunidades de golo, terá ficado uma grande penalidade por marcar a nosso favor, falta sobre Waldir, quando o desafio já se encaminhava para o fim. De resto, e que me lembre, o Atlético também não dispôs de grandes oportunidades, a não ser num alívio infeliz de Ferreira, ainda na primeira parte, com a bola (empurrada pelo vento) a beijar o poste direito da nossa baliza.
Em resumo, um jogo em que tivemos ascendente claro durante a primeira parte, mas que não conseguimos materializar em oportunidades de golo. Na segunda parte e como já referi houve mais equilíbrio pelo que o empate não escandaliza.

Figuras e factos relevantes:

- O árbitro Olegário Benquerença errou ao não assinalar uma grande penalidade a nosso favor. A contrastar com a largueza de critério que revelou naquele lance, foi excessivamente rigoroso noutros, o que passa por ser uma característica dos árbitros portugueses.




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A nossa equipa:
- Gostei da exibição da dupla de centrais especialmente Pedro Ribeiro que teve que se haver com um calmeirão do Atlético; os laterais não destoaram, e pode dizer-se que Pires esteve mais calmo e menos precipitado; na linha média existe Ferreira que dá o tom e o risco ao futebol azul e quando não dá, porque se esconde do jogo, ou porque a bola viaja por alto da defesa para a frente de ataque, a equipa ressente-se, perde clareza e intencionalidade; depois existem os dois Victor – Lemos e Silva – um mais recuado, o Silva, com um bom pontapé de meia distância, mas ontem pouco influente no jogo; e existe o Lemos, esquerdino, que tinha deixado excelente impressão, e que desta vez escorregou muito, e acabou por ser inconsequente; no ataque, onde pontificam Miguel Rosa e Camará, afinal a dupla do ano passado, registamos as mesmas virtudes e os mesmos defeitos: - Rosa é perigoso, mas agarra-se muito à bola e pensa pouco no colectivo; Camará aguenta bem as cargas dos adversários na recepção às bolas altas, mas quando se vira ainda ainda está verde. Acresce que continuamos sem cabeceadores puros. E com tantos cruzamentos… não sei! Falta falar de Sidnei onde se notou muito a falta de pé esquerdo, especialmente na hora de decidir se vai ladear ou centrar; os últimos são os primeiros – apesar de baixote, o guarda-redes Coelho esteve bem e não comprometeu.

Resultado final: Belenenses 0 – Atlético 0

segunda-feira, agosto 08, 2011

Vitória no Restelo!

Cinco a três, uma fartura de golos! E ainda falhámos um penalty! Há quanto tempo não criávamos tantas oportunidades de golo?! O que é que mudou se os avançados são os mesmos? Bem, eu explico: - o que mudou foi o meio campo. Agora temos um Ferreira que sabe jogar à bola e um esquerdino brasileiro (não me lembro o nome) que sabe dar sequência aos lances. E o médio Victor (que já lá estava o ano passado) completa bem o sector. No ataque, Sidnei, do lado esquerdo, não jogou mal e os dois restantes, Varela e Miguel Rosa fizeram o que sabem fazer. O primeiro, é lutador mas não consegue marcar golos. O segundo agarra-se muito à bola mas é um rato da área! Marcou dois, que me lembre. Quanto à defesa, parece mais arrumada, fruto talvez do novo defesa central que veio do Trofense (eu hoje não me sai um nome!), mas é preciso rever o posicionamento nos passes em profundidade pela zona central. Especialmente na segunda parte (admito que a saída de Ferreira tenha desiquilibrado o sector) demos algumas abébias (que resultaram em golos) que não se podem dar.


E não me adianto mais, porque preciso de mais um ou dois jogos para aquilatar sobre a equipa. Que me pareceu muito melhor que a do ano passado... isso pareceu.


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Resultado final - Belenenses 5 - Leixões 3 (Taça da Liga)




. Saudações azuis.




Provocação: - Então o André Martins foi dispensado, o ano passado não servia, e este ano já o vi jogar na primeira equipa do Sporting?! E se eu falei nisto! O meio campo, lembram-se?!

domingo, maio 29, 2011

Belenenses 0 - Estoril 1

Nova derrota no Restelo, esta para despedida, naquela que terá sido a pior época desportiva de sempre do Clube de Futebol “Os Belenenses”! Haverá imensas justificações para tal ter acontecido, agora o que não pode, é voltar a acontecer.



Saudações azuis

sexta-feira, maio 27, 2011

Não investiguem que não é preciso

O eco de uma nova investigação judiciária entra-me pelos ouvidos, tinge de emoção os escaparates, e eu grito, não, não investiguem mais nada, estejam quietos, não me andem a gastar o (que resta) do dinheiro de todos nós em - denúncias, pistas, escutas, meios de prova, audições, inquéritos, advogados, procuradores, juízes, polícias, fardados, à paisana, quilos de papel (de jornal), toneladas de noticiários televisivos, e o corrupio incessante de jornalistas, de declarações, de desmentidos, mais os processos, os arguidos, as testemunhas, os recursos, os incidentes e as nulidades, para recomeçar tudo de novo… para dar tudo em nada decorrido o tempo necessário!
Há uma lista da república, eu já expliquei isto, uma lista que deve ser consultada antes de qualquer mega operação judiciária. É uma lista elementar, baseada na experiência centenária do regime, lista essa composta por um conjunto de pessoas e instituições inimputáveis, e que não devem ser incomodadas. Porque jamais se sentarão no banco dos réus! A justiça portuguesa tem essa lista, eu por acaso conheço-a, portanto, se quiserem poupar dinheiro ao erário público, consultem a lista, ou perguntem-me. Por exemplo, neste caso dos guarda-redes do Benfica, eu digo já que não vale a pena aprofundar o assunto. Faz parte da lista. Está tudo inocente concerteza. Ainda se fosse algum clube dos regionais, desses que movimentam milhões de euros, então está bem, compreende-se o sentido da investigação. Agora o Benfica… nem pensar. E o Estado ainda se arrisca a ter que pagar uma indemnização por ofensa à honra e ao bom nome. Isto é só um exemplo.


Saudações azuis

segunda-feira, maio 23, 2011

Segundo milagre!

Depois da bonita festa de beatificação da Madre Clara, que decorreu pela manhã no estádio do Restelo, esperava-se outro milagre desta vez na Póvoa de Varzim, onde a nau azul corria o risco de naufrágio! E fosse ou não pela intercessão da Santa, e eu creio que foi, a verdade é que acabou o suplício, vencemos o Varzim adquirindo de imediato o direito desportivo a permanecermos na Liga Orangina. O resto é com a Direcção. E mais não digo, a não ser aquilo que há muito guardo para mim, e a ‘mãe Clara’ (nome por que era conhecida a ilustre franciscana) não há-de levar a mal se disser: – existem alguns sócios e adeptos do Belenenses que já merecem a beatificação ou mesmo a santidade pela Cruz do martírio!

Saudações azuis


Nota Básica: A Madre Clara, fundadora da Ordem franciscana da Imaculada Conceição e agora justamente beatificada construiu, numa época muito difícil, uma obra social de grande envergadura! Sistemáticamente confrontada com um poder político hostil à Igreja (a maçonaria afrancesada que percorreu todo o século dezanove… e percorre os nossos dias) nunca se atemorizou conseguindo fazer chegar a sua ajuda aos mais necessitados. A título de exemplo, relembremos a instituição das ‘cozinhas económicas’ que mataram a fome a muita gente.
Numa época em que tanto se fala de ‘estado social’ convém, de vez em quando, lembrar quem verdadeiramente o construiu e quem o viveu. Mas que nunca se chegou aos microfones para dele se vangloriar!

segunda-feira, maio 16, 2011

Belém, Belém…

Se me dissessem aqui há uns anos que uma vitória em Oliveira de Azeméis era fundamental para manter viva a esperança… eu não acreditava! Mas é verdade, esta terá sido uma das vitórias mais importantes do Belenenses porque ela pode significar a diferença entre haver futuro ou só haver passado. Por isso mesmo, por estes dias, nem quero ouvir falar do passado. Falar muito do passado é sempre um sinal de impotência. Pois bem, quanto ao jogo contra a Oliveirense, ganhámos, marcámos um golo nos descontos finais, mas também soubemos sofrer! Falta mais qualquer coisa, faltam duas finais, e é assim que teremos de encarar os dois últimos jogos.
Nunca fiando, porque o Varzim também joga a permanência. O melhor é ganharmos e ponto final.
Depois… quando estivermos a salvo, falaremos. Mas o Belenenses vai ter que mudar muito.

Resultado final: Oliveirense 0 – Belenenses 1


Saudações azuis