terça-feira, julho 31, 2007

Na fronteira das palavras

Há algum tempo que temos tido notícias sobre o estado de saúde de Cabral Ferreira, um homem de carne e osso como nós, com direito à sua privacidade, para além das funções que desempenha de Presidente do Belenenses. É um assunto que naturalmente nos interessa, por se tratar de uma pessoa que conhecemos, que sabemos quem é, mas nas horas difíceis é muito mais do que isso, é o nosso semelhante. Nesse sentido lhe desejámos as melhoras.
Entretanto, e não estando obrigado a fazê-lo, Cabral Ferreira entendeu informar a família belenense sobre a sua situação clínica, gesto corajoso e de grande frontalidade, que não podemos deixar de referir!
Mais importante porém que as palavras é o seu rápido restabelecimento. São esses os desejos dos autores do Belém Integral.
Saudações azuis.

segunda-feira, julho 30, 2007

O dedo na ferida...

"Jorge Jesus orgulhoso da equipa e da conquista para Portugal"
.
"Mais do que a vitória no torneio, Jorge Jesus estava orgulhoso pela excelente representação para Portugal que foi esta participação do Belenenses em Marrocos.
"Sabemos que a vitória neste torneio pode, se calhar, não dizer muito a Portugal, mas deixámos aqui o Belenenses bem representado. É uma vitória prestigiante para o clube e quero dedicá-la ao presidente Cabral Ferreira, que não pôde estar presente devido a problemas de saúde", começou por afirmar o treinador, para depois acrescentar que "o torneio foi transmitido em directo para alguns países árabes, além de Marrocos, possibilitando assim que muitos espectadores pudessem conhecer melhor a equipa do Belenenses".
Jorge Jesus estava também satisfeito no capítulo técnico, já que este torneio possibilitou ganhar ritmo. "Estes dois jogos deram-nos uma grande intensidade de jogo, bem superior àquela que tivemos nos jogos de pré-temporada em Portugal".
"Estou satisfeito com esta vitória, pois revelámos já boa solidez defensiva. Tive algum cuidado na preparação na semana que antecedia o torneio, porque queria ganhá-lo. Físicamente ainda não estamos bem, o que interfere nos aspectos técnicos e tácticos", dissecou, apontando já baterias para o Tereza Herrera: "Os próximos jogos, com Nacional e E. Amadora, não me dizem nada".
.
Fonte: Jornal "A Bola" de hoje, que com a devida vénia transcrevo.

domingo, julho 29, 2007

Belenenses vence Torneio de Casablanca

Terminou há poucos instantes o jogo que opôs o Belenenses ao Club Africain da Tunísia, finalistas do Torneio Moulay El-Hassan.
O Belenenses venceu o Club Africain por duas bolas a zero, com golos apontados por José Pedro, na primeira parte, e Mendonça já no final do encontro. A Taça é nossa! Estamos de parabéns.
No outro jogo, para definir os terceiro e quarto lugares, o misto de Casablanca bateu a selecção dos Camarões por 2-1.
Saudações azuis.
.
Post-Sriptum: Tratou-se de uma representação portuguesa que foi convidada para participar num Torneio em honra do Príncipe herdeiro de Marrocos e nem uma palavra da televisão pública, exclusivamente preocupada com os três clubes do costume, como se fossem clubes do estado numa qualquer república das bananas. Uma tristeza.

A minha selecção

Olho os escaparates dos jornais e o mundo parece querer dar-me razão, mas é apenas uma ilusão de óptica, a vida é um jogo, amanhã é a vez dos outros e tudo volta ao princípio! Ainda assim, hoje, posso celebrar o acerto de algumas previsões:

“Morgado alvo de inquérito” – Inevitável, caro Watson, como diria o nosso amigo Sherlok Holmes, temos o apito envenenado, transformado em arma de arremesso entre clubes, ajuste de contas entre o norte e o sul. É caso para exclamar – meu Deus, como aumentou o poder da burocracia na capital! E concluir – meu Deus, como baixou a capacidade industrial do norte!
E o nosso detective haveria de perguntar – então, e as escutas a sul de Rio Maior? Será que a corrupção desportiva é privilégio nortenho? Quem são afinal os clubes que ganham sempre…há mais de meio século? A haver suspeitas deveriam recair sobre este facto insólito e sobre os ditos clubes. São três, não há que enganar, ocupam tudo e todos, dispõem de tudo e de todos, parece até que os outros não existem, nem são necessários!
Bem, o Boavista ganhou uma vez, sussurrou Watson, a medo. Mas em que condições, insistiu Sherlok?
Mudemos de assunto porque já percebi que por aqui não me governo.

“Pinto Monteiro nomeou a equipa de Maria José Morgado coordenadora de todos os processos relativos à Câmara de Lisboa” – Inevitável, caro Watson, com as gémeas à bulha, o melhor é retirar para local mais seguro. A Câmara é agora um sítio pacificado, sem Carmona, tudo se resolve. O Governo apoia no que for preciso.
Mas agora digo eu – depois das declarações pós-eleitorais de Saldanha Sanches, em que sugeriu que Carmona devia ser ‘banido’ por ter desbaratado dinheiros públicos, chegando ao ponto de se preocupar com os votos que lhe foram atribuídos nas intercalares, não me parece boa ideia nomear Maria José Morgado, que é sua mulher, para averiguar processos em que o mesmo Carmona é arguido!
O que é que acham?
Mudemos também de assunto.

"José Veiga de fora do futebol da Luz"
Inevitável, caro Watson.

Saudações azuis.

sábado, julho 28, 2007

Belenenses vence em Marrocos

O Belenenses venceu ontem à noite o WAC/RCA por uma bola a zero, apurando-se assim para a final do Torneio de Casablanca. O golo da vitória foi apontado por João Paulo Oliveira, um dos novos reforços para esta época.
Na final, a disputar amanhã, o Belenenses defronta o Club Africain da Tunísia que por sua vez venceu a selecção dos Camarões por 3-1.
Terminado o encontro e segundo o jornal "A Bola", Jorge Jesus disse: "Foi uma vitória conseguida sobre uma equipa formada por alguns dos melhores jogadores de Marrocos. Foi um bom teste, o mais exigente da pré-época". E acrescentou, "fomos muito fortes defensivamente e podiamos ter marcado mais. Estou feliz por estarmos na final deste prestigiante torneio. Agora vamos tentar vencer a final".
Saudações azuis.

quinta-feira, julho 26, 2007

Aí está ela…

A guerra, há tanto tempo anunciada, tenho direitos de autor sobre o conflito, sobre o poema épico que o há-de imortalizar, talvez tenha que repartir royalties com o criador de “El-Rei no Porto”, mas não é justo, ele adivinhou o romance, mas não previu que eram gémeas! Ana do norte versus Carolina do sul, uma secessão americana, se calhar com os papéis trocados, mas com muito mais romance!
Porque é que eu digo isto?! Porque fui a primeira vítima acidental, a primeira baixa, o dano colateral mais visível! Aconteceu ontem, abri o jornal sem querer, e pum, a bomba rebentou-me nas mãos!
O regimento encarnado do sul deu início às hostilidades, uma página inteira a disparar sobre a divisão azul e branca sedeada no Porto. E eu na terra de ninguém, desarmado.
Mas ainda bem que foi assim, ainda bem que o pessoal saiu finalmente dos abrigos, já não aguentava a hipocrisia das meias palavras, dos artigos de fundo sibilinos, toda a gente a fingir imparcialidade onde ela nunca existiu, quando estão todos onde sempre estiveram, ao serviço esmerado das suas damas.
Há muito que se sabia que o país é pequeno, e quando toca a negócios torna-se minúsculo, só cabe um galo na capoeira, dois no máximo, três é que nunca! E quanto ao resto, é o mesmo, quando a burocracia aumenta em Lisboa, o país tem que fazer dieta.
Como antigamente…
Saudações azuis.

quarta-feira, julho 25, 2007

Treino no Pragal

Lá estive e desde já agradeço a lembrança de levar um cheirinho do futebol azul aos inúmeros adeptos da outra banda. Um presente de Jorge Jesus no seu dia de anos! E como eu, lá estiveram muitos belenenses num entardecer soalheiro que fez suar as estopinhas dos jogadores, especialmente na primeira parte. A casa era do Almada Atlético Clube mas o desafio opôs Belenenses e Estoril, num jogo-treino muito disputado, que terminou com a vitória canarinha por uma bola a zero. O resultado, costuma dizer-se, é o que menos interessa, mas ganhar também não faz mal a ninguém. Verdade se diga que o Belenenses poderia ter empatado já que dispôs de uma grande penalidade a seu favor, que não conseguiu converter, mas passemos à análise das novas estrelas que é o que neste momento nos interessa:
As aquisições para mim foram uma estreia absoluta e posso dizer que me agradaram, pois contratámos jogadores jovens, de boa compleição atlética, que me pareceram lutadores! O resto virá com o tempo e com o treino. Roncatto, por exemplo, ainda se agarra muito à bola, quer começar e concluir as jogadas o que na Europa não é possível face à densidade defensiva das equipas que se resguardam no seu meio campo. E o que se diz de Roncatto aplica-se a Rafael Bastos embora este seja um jogador que faz a ligação entre a defesa e o ataque. Tem grande margem de progressão e se tiver mais espaço pode surpreender os adversários com as suas arrancadas. Quanto a Munoz, que jogou a ponta de lança na primeira parte, é mexido, e sendo um avançado ligeiro, pouco corpulento, não vira a cara à luta. Precisa de jogos e de se adaptar ao nosso futebol. E de marcar golos.
Jesus seguiu o treino atrás da baliza nascente e orientou assim a nossa defensiva durante o primeiro tempo, especialmente a dupla Rolando-Devic que se manteve em plano razoável e pode dizer-se que chegou para as encomendas. Devic é muito alto e bem constituído mas ainda não tem a confiança nem o ar mandão que se exige naquela zona. Veremos qual a dupla de centrais que vai jogar em Marrocos, veremos como se comporta, para podermos tirar as ilacções que este jogo e este adversário não permitem, sem desprimor para o Estoril que se bateu muito bem do princípio ao fim, e até ganhou.
Na segunda metade entraram Andrés Gomez, Mendonça e João Paulo Oliveira.
O Gavillan é um trinco que joga no mesmo lugar e no mesmo estilo de Sandro Gaúcho, mas tem mais jogo posicional, melhores pés, mais classe. Alguma lentidão, mais aparente que real, precisa de melhorar os índices físicos, mas não tenho dúvidas que será titular. O mesmo se diga de Mendonça, jogou encostado à linha do lado direito do ataque, a querer furar por entre vários adversários, em acções condenadas ao insucesso, mas mantém a rapidez, a sua grande arma! João Paulo Oliveira é um avançado centro de grande porte atlético, em fase de evolução, mas a verdade é que causou fortes embaraços à defensiva do Estoril. Atirou a bola ao poste por duas vezes seguidas, teve um remate espectacular em bicicleta, e foi sobre ele que foi cometida a grande penalidade. Um jogador a seguir.
No que respeita aos outros, aos que já lá estavam, e que também jogaram, realce para Rolando, para Cândido Costa, a espaços, quando não se lembra de emperrar o jogo, e ainda para um jogador que revelou classe acima da média, chama-se Fernando e ainda bem que o contrataram em definitivo. Espero que o segurem porque Jorge Jesus é bem capaz de fazer dele uma estrela.
Saudações azuis.