domingo, dezembro 31, 2006

Futuro próximo

Já bem perto do Ano Novo será boa altura para fazer o ponto da situação e perspectivar o futuro próximo.
Como temos vindo a insistir, o Belenenses ou é futebol ou não é. Todos os factos recentes demonstram esta verdade e a presente conjuntura de aperto generalizado, com o céu a desabar sobre a terra, não permite mais fantasias nem disparates. Estamos todos falidos, e para além disso, começa a levantar-se a ponta do véu que explica este enriquecimento sem causa que vai alimentando vergonhas e outros ilícitos neste país à beira-mar plantado.
Não pensem que me iludo, nada de importante será descoberto, ninguém será incriminado, excepto os ‘bibis’ do costume, úteis bodes expiatórios do sistema, o resto são cantigas, a própria ‘doutora de bronze’ há-de aproveitar a melhor oportunidade para se demitir aparatosamente, e fica tudo como dantes. Não será bem como dantes, um ligeiro temor fará recuar alguns impulsos que o hábito consentia, algumas unhas hão-de também recolher-se, mas depois, com os jornais desportivos a comandarem a alienação, tudo se esquecerá depressa. Assim continue a aparecer o dinheirinho, venha ele de onde vier!
O futuro próximo do Belenenses navega um pouco ao largo destas marés, e para já preocupa-se em arranjar um ou dois jogadores que possam colmatar ausências de longa duração. Estamos a falar de um avançado experiente na arte de marcar golos e já agora de um extremo que esburaque os flancos adversários. Meyong emprestado, vem, não vem, parece que não vem; e mais recentemente surgem os nomes de Carlitos e Mateus oriundos do Gil Vicente, de quem, dizem, se terão desvinculado!
Se são jogadores livres, se a desvinculação não foi litigiosa, não vejo qualquer objecção em fazerem parte do plantel do Belenenses. O caso Mateus nunca visou o jogador nem este tomou qualquer atitude ofensiva para com ninguém, registe-se até a sua extrema discrição! Quanto a Carlitos, há muito que gostaria de o ver no Belenenses, pese o seu curriculum de lesões, que ainda assim lhe permitem resolver uma série de desafios por época!
E seria até uma boa oportunidade para afastar fantasmas e ao mesmo tempo reatar um relacionamento institucional com o Gil Vicente, esclarecendo juízos e equívocos, uma vez que o Belenenses como todos já reconhecem, se limitou a accionar os seus direitos, como qualquer outro Clube o faria nas mesmas circunstâncias.
Não esquecendo afinal a velha máxima – as Direcções passam, mas os Clubes permanecem.
Saudações azuis, com votos de um Bom Ano para todos os desportistas.

quinta-feira, dezembro 28, 2006

Quem foi a luminária?

Quem foi afinal que decretou estas férias grandes do futebol português… a meio da época?!
Não se sabe, ninguém se acusa, é um mistério! Sabe-se apenas que quando interpelados, treinadores e dirigentes, todos se mostram surpreendidos e dizem que foi um erro e um disparate.
O Belém Integral, que gosta de desvendar segredos, propõe-se investigar mais este estranho caso e pede para o efeito a generosa colaboração de eventuais detectives. Já existe algum trabalho de casa, uma série de pistas promissoras que nos podem levar ao local do crime:
A primeira hipótese, o primeiro suspeito, parece ser o Governo, mais precisamente o seu chefe, Sócrates. E porquê?! Sabe-se do seu entusiasmo pelos países nórdicos, é conhecida a sua vontade em transformar Portugal numa espécie de Finlândia, e nesse sentido, nada melhor do que começar por adoptar os respectivos hábitos climáticos! Se lá interrompem o campeonato por causa do frio e da neve, nós também o devemos fazer! Admitimos ainda que o primeiro-ministro terá aproveitado a oportunidade para convencer os patrões da florescente indústria do futebol, a encerrarem actividades o maior tempo possível, a fim de pouparem dinheiro ao erário público. Seria um contributo patriótico para a redução do défice.
A segunda pista leva-nos ao Presidente da Liga de Clubes que terá despachado, sem ver, a papelada que estava em cima da sua mesa de trabalho! Em linguagem futebolística diríamos que rematou para onde estava virado.
O incontornável Madaíl seria sempre o suspeito número um, senão soubéssemos de antemão que ele não é responsável por nada do que se passa na Federação. Subsiste no entanto uma dúvida: como o próprio fez questão de salientar há bem pouco tempo, Gilberto Madaíl é economista, e nessa qualidade poderá ter sido sensível aos argumentos do primeiro-ministro – o futebol português só é rentável quando está parado!
A última pista é uma mera suposição do autor e nem sei se vale a pena ser averiguada! De facto, atendendo ao crescente número de internacionais portugueses que são estrangeiros, seria uma forma de recompensar esses jogadores que assim poderiam passar o Natal com as suas famílias. Nada mais justo, os nossos rapazes merecem.
Se souberem mais alguma coisa, digam.
Saudações azuis.

domingo, dezembro 24, 2006

Bom Natal e Feliz 2007

A secção de Futsal tem tido há já algum tempo a iniciativa nos ir enviando por e-mail as notícias relativas à modalidade assim como os cartazes de divulgação dos vários eventos que envolvem a modalidade. Tento corresponder dando o destaque possível e esta é talvez a oportunidade ideal para agradecer à secção pela atitude que é simpática e dá uma ideia agradável de empenho e vontade em envolver os adeptos, penso que é esse o objectivo, obrigado, um Bom Natal e um 2007 com muitas conquistas.

Já desejei as boas festas a todos os Belenenses num comentário mas para não faltar nada deixo aqui o cartaz, muito azul, também enviado pela secção de Futsal:

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Saudações Azuis

sexta-feira, dezembro 22, 2006

Um sentido para a derrota

Digerir quatro golos sem resposta não é fácil. Encontrar explicações para o facto, também não. Justificar o sucedido com aplausos ou sorrisos de satisfação, isso nunca.
Começo pelo fim: esta derrota só terá alguma serventia se for encarada como mais um degrau da longa escadaria que nos há-de elevar a outra condição. Ao estatuto que perdemos…e merecemos.
A crónica vai nesse sentido.
Perdemos no Estádio da Luz porque tivemos medo do adversário, porque se mantém o temor reverencial próprio de clubes pequenos, de um país pequeno. O Belenenses não ajudou Jorge Jesus a ganhar! As falhas aconteceram no sector considerado mais forte, mais coeso, em jogadores com muitos jogos nas pernas, mas que subitamente fraquejaram, escorregaram, pequenas coisas, gestos precipitados, principalmente naquele período de jogo em que não podíamos facilitar – a primeira parte.
Sofrer quatro golos de bola parada, é obra. E a sensação que ficou é que poderíamos ter sofrido mais se existissem mais lances semelhantes! Isto não tem nada a ver com sorte ou azar, é pura nervoseira.
Vamos lá então digerir o prato do dia:
O primeiro golo resulta de penalty escusado, fruto de uma precipitação de movimentos de um defesa que nos últimos jogos vinha rubricando excelentes exibições!
O segundo golo é caricato: um livre indirecto, marcado directamente para a baliza, a bola toca na barreira, talvez em José Pedro, e muda de trajectória. Costinha tem que corrigir a rota, escorrega, e não consegue evitar o golo.
No terceiro golo, livre marcado bem longe, junto à linha lateral, Nuno Gomes, que terá vindo de uma posição irregular, ganha de cabeça a Gaspar, enviando a bola para o centro da área onde acorre Kikin Fonseca, mais lesto que Nivaldo, e faz o golo de cabeça.
Quarto golo: novo livre ainda longe da área, Beto simula que vai marcar, Simão aproveita para lançar a bola para a pequena área, a linha defensiva do Belenenses desfaz-se, com Alvim a colocar em jogo três jogadores encarnados. Katsouranis cabeceia em arco para o fundo das redes à guarda de um surpreendido Costinha.
Podíamos dizer: se tivéssemos marcado primeiro, a história do jogo seria diferente. É verdade, mas não marcámos. Também se colocam outras hipóteses: ouvi alvitrar que se tem jogado o Meyong, tínhamos apontado pelo menos dois golos. Talvez, e perderíamos por quatro a dois!
Foi pena que na hora da verdade tudo tenha acontecido, parecia bruxedo.
Jesus fez uma pequena alteração na equipa: entrou Eliseu de início, não jogando, como vem sendo hábito, com Cândido Costa na posição de primeiro defesa direito. Será que Gaspar acusou demasiado esta mudança!
Ruben Amorim esteve bem a marcar Simão e na segunda parte realizou grande exibição! Dady desperdiçou muito, mas esteve lá, no sítio onde se marcam os golos. Eliseu está em boa forma, mas continuo na minha: gosto mais de o ver no meio, a ponta de lança. Com trabalho, pode fazer-se.
Esta é a minha análise de um jogo em que mentalmente fraquejámos, mas que pode servir de trampolim para melhores exibições se tivermos a coragem de perceber porque é que perdemos… jogando bem.
Saudações azuis.
JSM

quinta-feira, dezembro 21, 2006

Jesus merece

O treinador do Belenenses é um homem do futebol, com uma carreira feita a pulso, o que ganhou foi ganho sem favor, quando perdeu, perdeu, ponto final. Leva as coisas a sério, trabalha muito, empenha-se e vai conseguindo transmitir a este Belenenses um pouco da sua força interior.
Dizem-me que nunca venceu na Luz! Um facto que terá o seu peso.
Hoje à noite merece ter a ponta de sorte que é sempre necessária para ali triunfar. O valor do adversário, o ambiente, a fragilidade dos árbitros portugueses, tudo concorre para dificultar o objectivo maior.
Mas Jorge Jesus não teme os desafios difíceis. O Belenenses vai ajudá-lo a ganhar.
Saudações azuis.
JSM

segunda-feira, dezembro 18, 2006

O triângulo das Bermudas

À saída do tribunal de Gondomar, Gilberto Madaíl explicou o futebol português, pelo menos desde que é o Presidente da respectiva Federação.
Disse mais ou menos isto a um batalhão de jornalistas que o aguardavam: vim aqui prestar declarações na qualidade de amigo do Major Valentim Loureiro, sou economista, não percebo nada de leis e portanto não me perguntem porque é que a Federação não levantou processos disciplinares aos arguidos por corrupção no futebol! E prosseguiu a sua exposição errática dando a entender que isso de corrupção no futebol é com os tribunais comuns, a Federação só deve agir se forem considerados culpados pelos crimes de que são suspeitos! Pelos vistos confunde tudo e deve pensar que a capacidade disciplinar da Federação, que lhe foi delegada pelo Governo, só serve para punir cartões amarelos!!!
Perante este quadro de miséria, verdadeiramente patético, é bem possível que eu tenha razão quando lhe chamei inimputável, e é bem possível que tenham que ser ouvidos em juízo, os altos responsáveis que tutelam o desporto neste país e que dão cobertura a esta situação.
Mas valerá a pena, quando se sabe que Madaíl mantém na sua lista de candidatura a novo mandato, arguidos no processo “Apito Dourado”!
Valerá a pena quando da mesma lista faz parte Hermínio Loureiro, presidente da Liga e actual deputado da Assembleia da República! E que já afirmou não sentir qualquer incompatibilidade pelo facto!
Fecha este misterioso triângulo do nosso futebol um personagem verdadeiramente intrigante! Apetece até perguntar – Veiga, quem és tu?
Sabemos apenas que foi discípulo de Pinto da Costa, que fez negócios com o Sporting quando o Sporting foi campeão, e que desaguou mais recentemente na Luz fazendo dupla com Vieira, e fazendo também o Benfica campeão!
Pelo meio uma série de negócios pouco claros.
Fica assim definido o verdadeiro organigrama do futebol português, a saber:
Consta de dois biombos articulados, um na Federação e outro na Liga, mobília devidamente recomendada pelo Governo, seja ele qual for. Para lá dos biombos e fora das vistas do grande público, existem três buracos negros, do género do ozono, por onde tudo se escapa e justifica. Finalmente, e para gáudio de uma comunicação social sempre atenta e obrigada, temos agora mais um personagem do tipo romanesco – Carolina.
É neste quadro que a Procuradora deve tentar descobrir algo. Peço-lhe apenas que não gaste o seu tempo nem os nossos impostos a descobrir peixe miúdo. Não queremos carapau de gato, queremos os tubarões.
Deixo aí as redes.
Saudações azuis.
JSM

sexta-feira, dezembro 15, 2006

Sexta-feira da vitória

Não vou poder ver o jogo e por isso deixo aqui alguns recados para logo à noite, nada que o Jorge Jesus não lhes tenha dito já. É só para reforçar:
Cuidado com o zambiano Mbesuma, espero uma marcação cerrada e nunca o deixem virar-se à vontade para a baliza. Atenção que o rapazinho chuta com os dois pés!
Cuidado com os cartões amarelos que podem estar ‘encomendados’ para o Ruben Amorim e para o Alvim, até rima!
Cuidado com o Marcinho, e não façam faltas ao pé da área.
Se seguirem estas instruções, e com coragem e abnegação lutarem até ao último segundo, a vitória há-de sorrir-nos.
Joguem o vosso futebol. Chega perfeitamente para vencer no Funchal.
Saudações azuis.
JSM