terça-feira, maio 31, 2005

A Pista de Atletismo (1ºepisódio) “ A falsa partida”

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“Leões no pódio … Tudo começou a mudar com a vitória de Francis Obikwelu nos 200 metros, saindo apressado para regressar a Madrid, onde vive e se treina.”
Jornal “A Bola” (Online) de 30 de Maio de 05.


O Estádio do Restelo tem uma pista de atletismo e o Francisco Obikwelu (que raio de apelido para um Português) corre na pista de atletismo que o Sporting não tem. Estou a ironizar porque o Obikuelu (escrito assim parece-me melhor) treina em Espanha como a maior parte dos nossos atletas de alta competição (!). Este é o verdadeiro ecletismo dos nossos Clubes de Futebol. O nosso Governo gosta de subsidiar isto e aí está uma das razões porque é que, de quatro em quatro anos, andamos um tanto ou quanto desconsolados.
Bem, mas lá vai a pergunta da praxe (sempre difícil): Caros consócios, trocavam a pista de atletismo pelo Obikwelu com a Cruz ao peito?

segunda-feira, maio 30, 2005

Estou daltónico, ou podemos sonhar?

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P.S.: Obrigado Vitória de Setúbal por estes momentos de calmaria.

sábado, maio 28, 2005

As minhas tardes inesquecíveis

Ao fim de uma tarde, no princípio de Outubro de 87, depois de um jantar à beira rio, partimos eu o meu pai e um grupo de amigos rumo ao Estádio do Restelo.
No topo norte, de onde assisti a alguns jogos na altura, instalamo-nos no meio de muita gente, incluindo espanhóis adeptos do Barcelona. O ambiente estava espectacular e o momento do golo do Belenenses foi inesquecível, ganhamos 1-0.
Não sei se foi dos primeiros jogos que assisti no Restelo, foi certamente dos melhores e apesar de termos sido eliminados da taça UEFA continua a ser o modelo que imagino para os jogos que gostaria de ver sempre no Restelo, com muito público, emoção e uma vitória no fim. Tinha 14 anos de idade e já era do Belenenses, sempre fui e continuaria a ser mesmo que não tivesse assistido ao vivo a este jogo, mas poder recordar jogos como este é um privilégio.
Infelizmente, depois desta tarde, só em Maio de 89 voltei a assistir a um jogo igualmente inesquecível, a final da Taça de Portugal. Não foi no Restelo mas conquistamos um título.

Foi há 16 anos, estivemos lá.



Hoje não posso deixar de falar do décimo sexto aniversário da conquista da Taça de Portugal. É muito mais fácil falar de momentos a que assistimos. No entanto tenho que confessar que a minha memória desse tempo não é muito nítida. Em 89 ainda estava na fase que vou designar de “fase do topo norte” porque era de ai que assistia aos jogos, com o meu pai, no Restelo. Ainda não era sócio e não ia com muita regularidade ao futebol, apenas quando aconteciam jogos mais importantes. Lembro-me do Belenenses – Barcelona, de um Belenenses – Porto e de um Belenenses – Setúbal. Mas ida ao Jamor foi o momento alto desta fase e a conquista do título foi sem dúvida marcante. Nesta fase foi o meu Pai que, não sendo um adepto “ferrenho” teve um papel importante, ao levar-me a esses jogos estava a assegurar a continuidade, na família, de adeptos do Belenenses. É claro que contou com uma ajuda preciosa, uma equipa que disputava uma eliminatória das competições europeias com o Barcelona e disputava a final da Taça com o Benfica (e ganhava) é sem duvida uma ajuda importante. E era aqui que eu queria chegar. Hoje, e desde ai, o Belenenses já não chega à final da taça nem vai às competições europeias, e quando nestes dias nos lembramos dos momentos da nossa Historia (em especial os que assistimos) e se fala em trazer juventude para o Clube, dá que pensar. E eu dou comigo a pensar “como é que os jovens até aos vinte e tal anos, que não se podem lembrar como eu da final da taça, podem ser do Belenenses, quando os que se lembram cada vez se afastam mais do Clube”.
Bem, enquanto esperamos que os dirigentes façam a sua parte, nós vamos fazer a nossa.
Com estes artigos intitulados “As minhas tardes inesquecíveis” pretendemos, em poucas palavras, partilhar momentos, bons e maus, que vivemos e que nos ficaram na memória. O objectivo é incentivar quem viveu esses momentos desafiando-os também a completar estes artigos, por exemplo com datas ou com factos que nos escapem e assim transmitir aos mais jovens a História do Belenenses, e incentiva-los a participarem no presente do Clube. Quem quiser pode também descrever em poucas palavras uma tarde inesquecível, que queira partilhar.

Entretanto na RTP memória lembraram-se de nós. Desta vez não nos podemos queixar. Cheguei a casa a tempo de ver a segunda parte. Achei curioso os dois golos aconteceram logo depois das expulsões. O do empate depois do Valdo sair e o da vitória depois do Zé Mário sair, já não me lembrava.
Quanto à arbitragem. Vi um jogador do Belém pontapear o Veloso, se fosse hoje este tinha caído para enfatizar a situação até o jogador do Belém ser expulso. Na expulsão do Zé Mário não se vê a primeira agressão mas, pela reacção do Ricardo, acho que podemos dar o benefício da dúvida, claro que esta reacção hoje seria também punida. Globalmente, estou a falar da segunda parte, acho que a arbitragem foi positiva e normalmente vista nos dias de hoje a actuação do árbitro passaria desapercebida não fossem os critérios em relação à virilidade estarem desactualizados.
Por ultimo, reparei, que só quando sofremos o golo do empate começamos a jogar (o que se compreende pela importância do jogo e pelo favoritismo que é atribuído ao adversário), hoje muitas vezes isso só acontece depois de estarmos a perder mesmo em jogos menos importantes, tem a ver com garra e ambição. Deviam passar este jogo no princípio da próxima época para os jogadores, treinadores e até os dirigentes verem.

quinta-feira, maio 26, 2005

Balancete de uma época

Vamos lá fazer as contas:
Objectivos: entre o 5º e o 9º lugar – ficámos em 9º mas não nos livrámos de alguns sustos…Lembram-se do meu arrazoado sobre ambição e como ela se transmite?
Mais em pormenor:
Treze vitórias, catorze derrotas e sete empates. Mediania quase absoluta. Dez derrotas fora de casa! Cinco empates e apenas duas vitórias… Mas que enorme falta de personalidade! Pior do que nós só uma ou duas equipas.
Coisas positivas: Carvalhal estruturou uma equipa. Com as insuficiências apontadas (a maioria do foro psicológico), a verdade é que hoje o Belenenses tem uma equipa que não se ressente da saída deste ou daquele jogador. É isso que define uma equipa.
O momento decisivo, em minha opinião, aconteceu com a indispensável estabilização do sistema defensivo. Éramos, até Janeiro, uma das defesas mais batidas do campeonato, e a partir daí, parámos de sofrer golos.
Quer isto dizer, também, que as aquisições de Dezembro foram importantes!
Mas não há bela sem senão – à estabilização defensiva sucedeu menor eficácia atacante, não obstante nunca nos esquecermos que esta Super Liga foi a mais competitiva de sempre, e até à última jornada!
Assim sendo e em conclusão, precisamos de estruturar a próxima época aprendendo alguma coisa com os erros cometidos:
- Rever a questão fundamental da exigência e da ambição, que devem estar a cargo sobretudo da Direcção e Administração da SAD. As prestações fora de casa falam por si…
- Reforçar o ataque com avançados mais regulares.
- Encontrar um carregador de piano que o Juninho não conseguiu ser.
- Preparar a substituição do Wilson.
Se não destruirmos o equilíbrio defensivo já alcançado e obtivermos verdadeiras mais valias nos sectores apontados, penso que conseguiremos chegar aos cinquenta e cinco pontos. E ao que isso representa…

terça-feira, maio 24, 2005

Uma tarde irritante…..

Já não há pachorra para ver aquilo. E a coisa até começou bem – um cafezinho e uma torta de maçã na secção de rugby, servido por gente civilizada. Confesso que quando ali vou, sinto a consciência pesada pelo meu anti-ecletismo primário. À saída, acabo por fazer algumas concessões à “modalidade” desde que não façam mais buracos na relva!
Bem, mas regressemos ao jogo com o Vitória de Setúbal e àquele estafado 4.4.2. do Carvalhal. E a mania de jogar com dez!!! – o Amaral já se esqueceu de jogar em uma data de lugares! Hoje, é defesa-direito e basta. Ainda por cima reapareceu a marcar livres, cantos, pontapés à baliza, etc., e eu só tenho pena que os treinos tenham acabado, senão ia lá ver, porque o homem deve partir traves e furar redes que só visto!
Agora, a sério, neste sistema, e com pontas de lança a fingir, muito dificilmente marcaremos um golo!
Lourenço é o melhor amigo da relva – ninguém como ele para conhecer o relvado do Restelo! E está sempre em observação atenta e próxima. Espero que comunique ao Jardineiro-mor que aquilo está uma vergonha!
Paulo Sérgio, que é bom flanqueador, não tem condições para jogar a ponta de lança, em ataque continuado.
A equipa só se equilibrou na segunda parte, quando jogou com o Eliseu e o Paulo Sérgio nas alas. Ainda assim eu teria tirado o Lourenço em vez do Ruben Amorim, mas isso já é um bitaite…
O jogo era a feijões mas saí de lá irritado.

Registo:
- O abandono do Tuck, jogador brioso e que sempre honrou a camisola!
- O aplauso, no intervalo, aos jovens campeões das “modalidades”!
- “O futuro aplauso aos campeões de futebol juvenil”!!!
- O Pelé está um senhor jogador!
- O Renato melhorou com o decorrer do jogo!
- O Eliseu entrou bem na partida!
- O Rodolfo Lima precisava de ter tido mais oportunidades. Scopeli faria dele um grande ponta de lança… (eu sei que nesta altura há gente a sorrir, mas eu já vivi muitas surpresas no futebol!).
- Existem fórmulas de treino individual que melhoram a condição técnica de base dos jogadores; e existem outras fórmulas (inadequadas) que transformam os jogadores em “matacões”! E já nem falo na ansiedade!? Mas estas são contas de outro rosário…

JSM

As minhas tardes inesquecíveis

Bancada dos sócios, estou no enfiamento da linha de fundo, Matateu marca o canto ali, ao pé de mim, Costa Pereira mete as mãos à bola e ela entra. O árbitro invalida o golo argumentando que a bola deu a volta ao Cristo-Rei…
Eu fico mudo no meio da surpresa e indignação gerais. A raiva veio depois.
À noite, o Major Baptista da Silva levou um calhamaço de Física, para o Domingo Desportivo e tentou explicar que as leis da Física estavam a ser postas em causa no Restelo!
A verdade é que a cor da Física já tinha mudado…

JSM